domingo, 9 de julho de 2017

Neomercantilismo e neofeudalismo

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Neomercantilismo Neofeudal Estamos retornando a uma era da qual nunca evoluímos, refira-se ao Mercantilismo, com todas as suas nuances formais e materiais. Foi um sistema econômico e um regime político em que os princípios de reserva de mercado da produção medieval, e, de reserva de mercado de mão-de-obra de trabalho das guildas, e, de reserva de mercado da comercialização eram estabelecidos e garantidos pelas ligas comerciais transnacionais e trans-feudais que se combinavam com as reservas de mercado das organizações das guildas dos produtores de artesanatos como hoje se percebe em certos postos de serviços públicos, como as modernas espécies de reserva de mercado garantidas pelas modalidades de concessões e as permissões para taxistas e advogados, reservas de mercado para operarem redes de postos de gasolina, ou reservas de mercado de permissões para transporte de massa terrestres, aéreos e navais concedidos ainda por permissão e concessão dos Estados, para pretensamente regulamentarem os serviços e produtos como se vê na reserva de mercado para as atividades de rádio difusão e teledifusão através de ondas eletromagnéticas, estes monopólios e oligopólios estendem-se para setores de reserva de mercado de energia elétrica, água e esgoto sanitário, urânio, e alguns minerais e minérios estratégicos para o Estado. Ainda fazem parte da reserva de mercado estatal: a justiça, as forças militares e o controle monetário nacional. Como se vê, a livre iniciativa comercial, industrial, financeira e de serviços sempre estiveram de alguma forma cerceados ou pelos Estados nacionais, reinos, feudos, governos, sindicatos em forma de ligas de comerciantes ou de guildas de profissionais, cada vez que se tenta liberar uma atividade logo surgem duas outras condicionadas aos interesses de setores de reserva de mercado dos interesses monopolistas e oligopolistas. Liberalismo é a maior utopia ainda tentada pela realidade da civilização humana terrestre não concretizada. Sempre vai haver grupos tentando se proteger e tornar exclusivo a sua fonte de riqueza e de poder para si e para o seu grupo privadamente. Grandes exemplos que costumam ser lembrados escondem do grande público aqueles que são secretos e preferiram se ocultar da sociedade e do mundo, como pode ser vista claramente a OPEP que se expõe publicamente, ao contrário de outras organizações que não se enxergam claramente como, por exemplo, os grandes players das bolsas de valores, fundos de pensão, cartéis automobilísticos, cartéis de periferias de fabricantes de autopeças, oligopólios de motores adiabáticos, cinco ou sete em todo o mundo, oligopólios de pneumáticos, sistemas operacionais para celulares, computadores grandes, médios e portáteis, tablets, telas de celulares de TfT, Led, Cristal-líquido, são monopólios invisíveis e discretos, programas e sistemas de redes sociais pela internet, a própria internet padrão único mundial sem concorrentes e sem similar no mundo. Neste momento um grande movimento mundial quer abolir os motores a combustão interna movido a combustíveis fósseis orgânicos derivados do petróleo, nações estão com data marcada para encerrarem as produções de automóveis movidos a gasolina tais como: a Suécia, França, Alemanha e Japão já se decidiram pelo fim deste tipo de veículo. No Brasil a enorme confusão da Petrobrás, que vende a gasolina e o seu alternativo o combustível álcool sem entender e deixar claro como pode vender dois produtos alternativos e mutuamente excludentes, precisa seguir uma orientação neste momento se deseja produzir ou vender apenas um deles, ou o combustível fóssil ou o álcool renovável e bio-sustentável. Em pouco mais de cinco décadas não haverá mais interesse político pelo petróleo fóssil, embora ainda não se apresente no horizonte o seu substituto para a indústria de carboquímica e petroquímica para os derivados orgânicos que hoje são obtidos do petróleo, mas certamente o setor da indústria do petróleo está politicamente condenado à extinção. Os produtos cartelizados de hoje: começam pelos cartões de créditos, sistemas operacionais de celulares e de notebooks, (Windows, Linux, IOS, Androide, W-CE), moeda internacional (dólar, Euro), microprocessadores, pneus, vidros planos, aeronaves, helicópteros, reatores nucleares, motores foguetes, turborreatores, turbinas, foguetes, radares AESA PAESA, metais especiais (nióbio, tungstênio, Háfnio, terras raras), petróleo e gás combustível, portos e aeroportos, petroquímica, automóveis, celulares, satélites, soja, trigo, milho, minério de ferro, minério de alumínio, instrumentos médicos, instrumentos científicos, cibertecnologia, artefatos nucleares, diamantes, compressores adiabáticos, café, cocaína, papel, chocolate, cerveja, açúcar, cinema, notícias, religião, música pop, nunca vão deixar de serem produtos exclusivos dos cartéis do mundo neomercantilista e neofeudal.

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