terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Giroscópio, a máquina de Deus

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político A máquina de Deus Deus criou uma máquina estranha. Mas não estou falando das maravilhas já conhecidas da humanidade. Existe coisas extraordinárias feitas pela inteligência única que nos leva até as duas perguntas: a) existe Deus? b) Deus existe? As perguntas parecem identidade mas são distintas e diversas. A primeira pergunta “existe Deus” indaga sobre a questão da crença gnóstica de uma entidade espiritual superior quaisquer acima de tudo e de todos indistintamente porém não identificável. A segunda pergunta só faz sentido quando queremos saber qual dos deuses ou qual Deus a que estamos procurando. Eu fico na primeira resposta. Deus existe. Qual é o verdadeiro nunca saberemos. Se o Deus Yahweh do judaísmo; se o Deus de Jeová dos cristãos; se Deus Alah dos diversos muçulmanos; se os Exus dos Candomblé; se os Brhama dos induistas; e etc… Ficamos maravilhados com a engenharia do olho humano, todas as organelas, mais de um milhão de bastonetes na retina, os músculos da íris de fechamento do foco, o nervo ótico, a Iris, o cristalino, o olho é muito mais complexo do que um iPhone, ou qualquer smartphone. Temos cerca de dez mil genes. Supondo uma taxa natural de mutação genética segundo os conceitos de Darwin então evoluímos nos últimos oito milhões de anos para a partir de uma única célula surgir como o homo erectus, segundo a probabilidade a uma taxa de mutação de quinhentos anos por gene não haveria tempo para estarmos aqui. Uma única célula de RNA levaria quarenta vezes um quatrilhões de anos para aparecer ao acaso, como requisito da teoria da evolução e seleção das espécies. É como esperar que um iPhone apareça boiando no mar surgido apenas espontaneamente do nada. A vida nunca surgiria do nada. Pelo tempo do big bang estimado de treze bilhões e meio de anos a vida precisaria de quatrocentos big bang para formar apenas uma molécula de RA mesmo já tendo todos os aminoácidos componentes já preparados para a sequenciação. O erro do sr Darwin foi excluir o fator inteligência na sua teoria da criação da vida, da mesma forma que le Maitre exclui a inteligência na teoria do big Bang. Existe inteligência em tudo. A máquina maluca divina não foi criada por nenhum ser humano. Ela serve para nada. Não produz trabalho nem energia. Chamada giroscópio. Nenhum ser humano poderia inventar um giroscópio. Quem e pra quê se criaria uma máquina que posta a girar quando é empurrada por uma força lateral ao eixo de rotação ou perpendicular ao eixo ela se move na direção perpendicular ao empurrão? Imagino alguma pessoa tentando entender porque o giroscópio faz esse movimento inusitado? Nunca foram explicados os porquês do movimento de precessão nem o movimento de reação perpendicular do giroscópio ao receber um empuxo desalinhado com seu eixo de rotação. Assim funcionam os planetas, estrelas, satélites e galáxias. Todos possuem efeito giroscópio. A máquina de Deus.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

O inferno do Bolsonaro

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Quando tudo voltar ao normal veja o que vai acontecer: Economia bombando; desemprego cai, aumenta procura por mão de obra; aumento das vendas; aumento da produção; faltando mais mão de obra; vendas de imóveis disparada; venda de automóveis disparada; venda de combustível disparada; vendas no comércio disparada. Começa a crise de crescimento desordenado. Falta gasolina pelo excesso de consumo, a produção está a cem por cento. Preços disparados por excesso de demanda. Salários sobem muito; aluguel sobe muito; imóveis sobrevalorizados; carro sobe de preços com ágio alto; consumo de bens móveis dispara; faltam caminhões para transporte de tantas cargas. É o inferno do crescimento sem infraestrutura e sem planejamento.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Auto ajuda. desperdício de inteligência

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Perguntas idiotas. Perguntar a uma pessoa de cem anos como ela conseguiu chegar a essa idade. Perguntar a uma pessoa rica e de sucesso como conseguiu isso. É o mesmo que perguntar como a pessoa consegue ser branco, ou negro, ou inteligente, estúpido, bonita, feia, alta, baixa, gago ou canhoto.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Raça superior

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Todos os ascendentes e todos os descendentes de raças superiores, como os herdeiros de Einstein comprovaram, inclusive seus ascendentes. Até quando vamos ouvir essa balela de raça superior? Eduard, Hans, Lieserl, filhos de Albert Einstein com todos os genes da sua raça superior. Assim como os filhos de: Roberto Carlos, Pelé, Santos Dumont. Todos com genes hereditários de raças ou descendentes de raças superiores. O túmulo da nobreza, segundo Vilfredo Paretto, o túmulo da inteligência é a sucessão hereditária. Em sua teoria da circulação das elites dizia que a decadência das monarquias era porque eles eram endogâmicos.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Armas de fogo e estatuto do desarmamento

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político A epistemologia e a filosofia do método científico evita sempre o constructo baseado na causalidade, uma das razões da separação entre as ciências exatas das humanas. Seria fácil a vida dos físicos se assim pudessem associar causa e efeito, por exemplo, a teoria da relatividade geral, ou ao fenômeno da luz que é a um só tempo explicada como fenômeno quântico, ondulatório e de partícula. Para complicar a teoria quântica tem que manipular uma entidade que não tem massa, peso, carga elétrica positiva ou negativa, não possui pólo magnético norte ou sul chamado fóton. Quem não está familiarizado com a biologia não entende por que a causalidade não se aplica às leis da biologia, para isso foi criada a teoria dos sistemas gerais ou tactologia pelos russos Bogdanovich & Afanasiev e aperfeiçoada pelo austríaco canadense Bertallanffy. Trabalhar um fato social do homicídio e ajustar a variável arma de fogo ao número de homicídios me parece um gigantesco salto epistemológico além de qualquer competência intelectual. Quem estuda filosofia jamais iria começar esta hipótese caindo nesta falácia elementar. É o caso do paralogismo que deriva do consequente. A armadilha semântica é que o consequênte deriva e é uma parte do acidente ou do incidental. Então parece que A é inseparável de B. E a armadilha é que por conseguinte B é ou parece inseparável de A. Morte decorrentes de parto. Logo parto é causa morte de parto. O erro da tautologia "morte por arma de fogo só pode ser causado por arma de fogo", assim como "enfarte do miocárdio só pode ser causado no órgão coração". Daí em diante as condições antecedentes podem confundir e consumar um elenco sofístico paralógico. Chamada falácia de petição de princípio. Se atém a uma pseudo causa, juntam questões e variáveis diversas ocultas, em uma única causa: a arma. O erro provém da sutil distinção entre elementos ontológicos causais, por causa da carência de rigor na proposição e de silogismo gerando a confusão categórica que vai conseguir concretizar a falsa hipótese. Variáveis desconhecidas escondidas são variáveis intervenientes neste problema porém poderiam ser as variáveis independentes principais, como cor da pele, escolaridade, status econômico, idade, estrutura familiar, local de moradia, trajetória cultural e social. Ficaria apenas no campo da filosofia por enquanto.

Máquina de destruição de nações

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Quem apoia ditaduras? Ninguém. O problema é que os EUA só veem problema das petroditaduras. A Venezuela chegou nessa situação porque aplicaram a mesma estratégia que sofre Cuba. A indústria e o comércio fazem o Lockout e o setor de serviços colapsa. Então esperam que o povo derrube o governo. Enquanto isso acaba a comida, dinheiro, emprego e em alguns casos vem a repressão com ditadura e tortura. Aí a vítima vira o vilão. Depois o Estado vira o alvo de revolução pela democracia que eles mesmos destruíram para lutar por ela e posarem de vítimas do estado ilegítimo. A máquina de destruição de nações passando por aqui na AL de novo. Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Nicarágua, São Domingos, Vietnã, Camboja, Ucrânia, Iugoslávia, Iraque, Síria, Afeganistão, Cuba, Angola, Moçambique, Paquistão, roda o mundo todo atrás de petróleo, nióbio, lítio, ouro, terras raras é o demônio chamado América. Malditos japoneses despertaram o demônio com o ataque a Pearl Harbour.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Inteligência Artificial, 44 anos de pesquisa

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Não existiam: terminais remotos, nem teleprocessamento - eram as fitas magnéticas de 3200 pés voando pelo malote da Transbrasil - mainframe em São Paulo, os programas e dados eram perfurados em cartões e os programas e os dados eram vistos em papel impresso em formulários contínuos. Não existiam bancos de dados, os arquivos eram sequênciais, indexados ou randomizado com algoritmo de acesso direto definido e compostos pelo analista ou programador Eu participei de concursos nacionais de monografias sobre computadores e computação. Falávamos e discutiamos sobre coisas absurdas para a época, como programação feita por software de inteligência artificial, reaproveitamento de códigos, encapsulamento, herança, hierarquia, escalabilidade, polimorfismo mas sem estes nomes-conceitos. Obviamente, os chefes não gostavam que perdessemos tempo com estas fanfarronice abstratas para aquela era. Hoje me orgulho de ter constituído o primeiro grupo de pesquisa de IA no departamento de Engenharia Elétrica da Universidade federal de Brasília.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Insanidade belicista

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Essa corrida das aeronaves stealth parece aqueles fiascos que se sucederam no setor há muitos anos que resultou em gastos inúteis. O avião de asas móveis enflexamento variável. Era imbatível. Mig 23, F111, F14, Sukhoi 22. Quem não tinha um desses era inferior. Então teve a fase da onda dos supersônicos. Quanto mais rápido mais poderoso. Aviões supersônicos são imanobráveis, consomem combustível demais e não podem pousar e decolar em qualquer pista. Teve a onda dos aviões de vtol. Nem precisa comentar. Só sobrou o Harrier. Carrega pouquinho só de cada: pouco combustível, armamento e equipamentos. Agora a onda é o stealth. Se esconde bem do inimigo. Mas tem que dar as caras a pouco menos de sessenta milhas para poder disparar seus AAMRAM ..... Então acaba a invisibilidade. Alguém tinha lembrado disso antes de começar essa insanidade? Curtir

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Suicídio egoísta anômico

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Morte & suicídio. Qual a diferença? Morrer & falecer. A morte é o caminho natural da vida. A morte é a cura da vida. Nós vivemos evitando a morte a ponto de inventarmos o tal risco de vida. A morte é uma certeza, o hora da morte é uma probabilidade. Assim não existe risco de alguém morrer, existe risco das circunstâncias e da hora da morte, a morte é uma certeza, não um risco. Falecer é morrer sem causas não naturalmente esperadas, sem intercorrências de riscos. Morrer é consequência de risco que interferem nas expectativas contra a morte. Assim, insanamente adiamos e evitamos todos os riscos de vida para que possamos falecer e nunca morrer de acidente ou risco. O suicídio é uma forma de eliminação do risco de morte, porque o suicídio não é risco, é determinado e certo. O suicídio não é causa Mortis é a antecipação do falecimento. Ninguém pode prever e evitar o suicida, porque ele premeditou e planejou o ato. Em segredo, ou sem chance de ser interrompido. Todos um dia ou em um momento qualquer pensamos nessa possibilidade, mas sempre administramos esse gesto com cautela sopesando que a morte é irreversível, assim como todos os atos e palavras ou seja, todos os fatos são irreversíveis, nenhuma ofensa ou agressão pode ser revertida com um pedido de desculpas ou com arrependimento ou com a penalização ou multa ou remorso, nenhuma condenação desfaz qualquer crime cometido nem mesmo a vingança. O suicídio é mais um ato irreversível como o São todos os atos da vida que poderia ser evitado como deveria ser a primeira briga e ofensa a quem se ama de verdade. O suicida não sabe disso. Coitadinho, acha que só a morte é soberana e indelével, definitiva, irreversível, imperdoável é eterna. Que pena!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Politicamente totalmente errado

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político A gente cresceu num mundinho totalmente errado. Totalmente politicamente errado. Seríamos processados hoje certamente, e seríamos massacrados pela mídia socialista gramsciana sem dó. Nós zombávamos dos ceguinhos, dos aleijados, dos gordos, dos magros, dos branquinhos, dos neguinhos, dos nerds, dos burrinhos, dos riquinhos, dos mendigos, porque o legal mesmo era zoar todos, os viadinhos com trejeitos que eles inventaram que até as mulheres desconhecem, assim, fingíamos que não existia pecado, traição, bigamia, adultério, prostituição, a gente sabia que a senhora vizinha ao lado saía todos os dias para trabalhar na Praça Mauá vendendo seu corpo, ela era tão discreta e religiosa, mas que não fazia mal a ninguém. Só depois de dez anos após terminar o noivado que durou seis anos eu tive a informação que aquela loirinha linda de olhos azuis irmã da morena de olhos verdes que me paquerou até a gente começar um romance tinha duas avós materna e paterna que eram negras como eu. Assim, antes de surgir essa geração chata a Roberta Close era a única mulher de todas as capas de revistas, ninguém quis saber o tamanho do seu pênis, nem o que ela fazia ou gostaria de fazer com ele. De repente chegaram os gramscianos, com os movimentos sociais populares, e a nova estratégia diversionista pós muro de Berlim, pós guerra fria, pós Vietnã, pós URSS, a tática é mudar os nomes, favela chama-se agora de comunidade; pobre é desfavorecido; menor delinquente é menor em conflito com a lei; aleijado é deficiente físico; vadia é sem teto; sem smartphone é excluído digital; preto é afrodescendente, dividir a sociedade em dois opostos: héterofóbico, homofóbico; machista, feminista; carnívoros, veganistas; fascistas, ecológicos. A gente nem sabia que éramos: alcoólatras, racistas, homofóbicos, capitalistas, machistas, fascistas, e éramos politicamente errados. Ainda bem que vieram as luzes dessa nova Renascença, esse neoilumismo, do politicamente correto, da geração do smartphone que é perita em informática mas nem sabe o que fotônica, álgebra booleana, aritmética binária e acha que informática é arrastar e colar.

O futuro é comunista

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político sou liberal e capitalista. Só acredito e tenho certeza que o comunismo um dia será expandido por todo o globo com uma atualização. Mas não esse modelo que fracassou por causa da ditadura do proletariado. Esse modelo nunca existiu. Segundo Gramsci pelo menos três estamentos existem no comunismo: os intelectuais orgânicos, a massa e a elite do partido único. Para Karl existe a elite e a massa. No sistema soviético existiam trinta categorias de cartão de racionamento de comida e bens móveis e de consumo. Identificadas formalmente admitidas existia a elite do partido, os operários-camponeses-militares, os cientistas-médicos-engenheiro, burocratas e o povo. Portanto, em qualquer ideologia sempre existe vai existir a casta superior e as castas intermediárias. Justamente, a anti-elite na URSS, Cuba, Vietnam, Corea do Norte, e Brasil com os nordestinos e gaúchos no núcleo do PT, PSOL, PCB pseudo intelectualoides como FHC, CIRO, DILMA não foi longe com tanta cabeça de bagre, e, Tico Santa Rosa, Caetano Maconha, Chico Buraco, Mirião Leitoa, nem precisa explicar como um analfabeto de nove dedos tendo mais dedos do que neurônios e anos de estudo são a elite e protagonistas da vanguarda dos líderes e intelectuais orgânicos. Os EUA tiveram comunas antes das treze colônias em sua experiência comunitarista que deixaram marcas na estrutura de condados e a comunidade elegendo os delegados e juiz até hoje. Alemanha teve experiência comunitária à época em que os falansterios na Inglaterra eram as experiências comunitárias e a França experienciava a comuna de Paris. Quando os EUA, GRÃ BRETANHA, ALEMANHA E JAPÃO e não os camponeses e os operários Stalin, lenin, Trotsky, fidel formarem a elite do comunismo a culpa não mais vai ser do socialismo, nunca como na era dos imbecis. Sem as teses ridículas de Proudhon sobre proprietário ladrão; bem como as teses sobre os preguiçosos prevaricadores dos trabalhos dos outrem bem sucedidos; quem quiser comer tem que produzir; quem estuda tem privilégios; igualdade é a maior das injustiças; a prioridade deve ser o coletivo e não o indivíduo; assim, estimula-se a iniciativa e proatividade; os bens serão individuais porém existirá um limite superior para o patrimônio individual material: pra quê e com qual finalidade uma empresa precisa ter sozinha 40% do mercado? Porque alguém precisa ter dez imóveis? Como alguém pode ser racional com dez carros em sua garagem? Não é a riqueza, é o absurdo que deve ser regulado. Curtir · Respo

Teleologia ideológica no método de pesquisa social

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Em sociologia a metodologia já carrega consigo a sua proposta de resolução. Se a hipótese de trabalho for a cor você vai encontrar as evidências no teste de hipótese que confirmem exatamente porque a variáveis independentes são aquelas que se quer verificar. Então, se selecione a cor a cor será a evidência a ser coletada na amostra. Se a escolaridade for a variável analisada será validada igualmente. Se a classe econômica for a variável do teste de sensibilidade, certamente será confirmada. Se o local de residência, idem. Se a estrutura familiar idem. Se a idade, idem. Assim, qualquer destes indicadores vão convergir para a hipótese estudada. Quando voce tem uma analise multivariada os instrumentos estatísticos vão exigir manipulação mais sofisticadas. No final a conclusão vai depender apenas do viés bayesiano. Ou seja, qualquer hipótese que não desvie da variância na curva normal será obrigatoriamente aceita.

Fakenews, shitnews, linchamento, mídia bayesiana

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Desde o "fora Collor" do qual eu me arrependo de ter participado, mais por vingança do confisco de ativos financeiros, que protegeu os amigos e influentes que sacaram seus depósitos na minha frente em espécie naquela sexta-feira na fila do banco e nem sequer compartilharam a informação com seus colegas. Pois bem, nunca mais fiz ou participei de qualquer movimento pedindo a deposição de qualquer dirigente em níveis municipal, estadual e federal. Autoridade deve ser acatada e respeitada. Foram eleitos pelo sistema de votos popular, que é tão perfeito que é utilizado para escolher o comando dos aviões, navios, submarinos, dane-se a meritocracia e a seleção pelo teste e prova vestibular. Como ensinara Aristóteles na oligarquia. Por isso nunca apoiei o fora Temer, ou fora Cunha, fora Cabral, por dois motivos: eu nunca li os autos do processo; segundo, a imprensa comprometida é quem alimenta as informações que recebemos de modo assimétrico, ideológico, e de baixa qualidade inclusive moral e ética. Esse é o motivo que me leva a evitar a condenação peremptoriamente de Lula, Dilma, Dirceu, Temer, ou qualquer outro que sejam violados os princípios do art 5° da CF: ampla defesa; devido processo legal; contraditório; trânsito em julgado; presunção de inocência. Qualquer coisa fora disso é um ataque ao contrato social. Uma denúncia não leva ninguém à penitenciária mas destrói uma carreira e reputação profissional, familiar, pessoal. A mídia nem se importa em fazer o mal. É da sua natureza vil e deformada moralmente e ideológica.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Militância totalitária

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político O ser social é multifiliado. As militâncias tendem a se acomodarem facilmente as ideologias totalitárias. Um militante étnico começa imaginando uma forte componente de coesão capaz de coatar as forças para enfrentar os diferentes. O que aconteceu depois foi a descoberta que a unidade está restrita a uma única característica comum. No total eles são tão diversos quanto qualquer grupo social: tem times de futebol antagonistas; tem culturas diferentes musical, teatral, literária; tem opção de lazer completamente diversificada; tem padrão de vida diferentes; tem sexualidade diversas. Enfim, a unica maneira de garantir a coesão é estabelecer um padrão universal totalitário para religião, sexual, musical, cultural, desportiva. Etc Palestras: talkman.roberto@gmail.com WhatsApp +55 61 991943210 Roberto da Silva Rocha Msc

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Joint Boeing & Embraer

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político A Lockheed Martin Marieta não precisa de associação com Turquia, nem Reino Unido nem qualquer país para produção do F35 lightnning. Os acordos e parcerias dão acesso automaticamente aos mercados. Sem a parceria Boeing & Embraer a Boeing ficaria vinte anos atrás da Airbus neste nicho, e a Empresa Embraer iria apanhar muito pra bater a Bombardier & Airbus. Não é jogo de cartas, e damas, é xadrex. Em vinte anos a Embraer quebrava. A inovação é a única saída em qualquer setor. A Embraer cresceu por causa do nicho 90-150 assentos. Não é mais nicho. Acredito que o novo nicho será aeronaves civis hipersônicas e sub espaciais, aeronaves solares elétricas. A antiga Embraer poderá, se quiser, fabricar as mesmas aeronaves de antes. Duvido que o faça. Aposta feita. Quanto ao valor de 4,2 bilhões de dólares americanos. Considerando a EBIT da Boeing seriam necessários a venda de 2000 aeronaves Boeing 737 200 para garantir um lucro equivalente a essa aquisição ou seja, um lucro de 2 milhões de dólares por aeronave vendida a 200 milhões de dólares. Como se pode perceber a Boeing fez um desembolso proporcionalmente astronômico para adquirir a Embraer e vai recuperar apenas se colocar 4000 aeronaves Ejets no mercado e quando e em que espaço de tempo. Depois da longa entrevista de um engenheiro itaano a um seminário esquerdista ficou a ideia de que o esquema financeiro da Embraer é positivo e superavitário. Eu chamei a atenção para as especificidades deste setor de uso intensivo de capital intensivo. A EBTIDA planejada é zero. Um retorno considerado excelente. Considerando o valor de desembolso, o fluxo de caixa do custo variável, enfim, tudo nessa indústria requer muito capital e muito prazo. Para se comprar uma aeronave primeiro faz-se um estudo de demanda e estudos da projeção desta demanda de serviços. Então se fazem estudos de sustentabilidade e da viabilidade de utilização da aeronave. Então começa o exame das opções disponíveis no mercado. Essa é a parte mais subjetiva. O mome e a tradição do fabricante, a padronização do equipamento, pesam-se aí as leis e regulamentos aeronáuticos locais, regional, nacional e internacional. Esta fase é mais importante do que a avaliação dos custos de aquisição e manutenção. Então, escolhida a aeronave faz-se o pedido de opção de compra para um número estimado total ideal de aeronaves. Então, confirmada a quantidade pretendida faz-se o contrato para o pedido firme das primeiras aeronaves e depois confirma-se o lote inicial, sendo o restante do montante transformado em reserva de intensão futura para aquisição a ser confirmada e transformada em pedidos firmes, a serem transformados em lotes de pedidos firmes, que podem ser confirmados a cada lote. Asssim feito, a aeronave de 50 milhões de dólares começa a ser construída. 80% do peso da aeronave é elaborada no local, sendo estruturas e grandes partes. Cerca de 60% do valor da aeronave são importados de fabricantes de acordo com o modelo e preferências do cliente. Todo o fluxo de caixa consumiu os 50 milhões, quando a aeronave for entregue serão apurados os custos e e impostos. Geralmente a diferença entre o preço pago pelo cliente e o lucro apurado não ultrapassa os 0,5% por aeronave, e ao longo da produção em série e em lotes pode chegar até os 2% em valor de pico quando a aeronave atingir seu sucesso. Geralmente o valor apurado é negativo. Palestras: talkman.roberto@gmail.com WhatsApp +55 61 991943210 Roberto da Silva Rocha Msc

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Feminismo: paradoxo ou contradição?

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Existe uma contradição entre um paradoxo e uma contradição. Existe paradoxo na contradição. Não existe contradição no paradoxo. Paradoxo são palavras de sentidos opostos que se harmonizam na sentença. Contradição são palavras que se opõem e se anulam na sentença. Paradoxo: "das trevas nasce a luz". Contradição: "a sua força é a sua fraqueza". O feminismo não é um paradoxo do machismo, é uma contradição. O feminismo nega a força e dominação machista para cobiça própria se empoderando da dominação e da mesma forca que nega aos machistas. O trabalho doméstico feminino e a maternidade são renegados para serem tidos como uma condição impositiva cultural. O trabalho masculino é desejado pela feminista para transformar a mulher e promover a valorização dela. Os escravos trabalham na casa ou no seu local não doméstico necessariamente. O servo feudal trabalhava em seu serviço doméstico ou no local não doméstico não necessariamente. O que torna repugnante no trabalho para as feministas não é a tarefa, é ser doméstica a tarefa localizada dentro da casa. O aviltamento do trabalho escravo estava na falta de pagamento em dinheiro. O aviltamento do trabalho do servo feudal estava na ausência do pagamento em dinheiro. A solução para a devolução da dignidade do escravo ou do servo foi introduzir o pagamento pelo trabalho. A solução para tratar dignamente a feminista é mudar o seu local de trabalho, não a sua tarefa ou a sua remuneração em dinheiro. Isso é contradição e não um paradoxo. Palestras: talkman.roberto@gmail.com WhatsApp +55 61 991943210 Roberto da Silva Rocha Msc

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

O roubo: pecado, delito, crime, erro. O resto não importa

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Palestras: talkman.roberto@gmail.com WhatsApp +55 61 991943210 Roberto da Silva Rocha Msc O Roubo Qual seria o marco fundador da civilização? Aquele ponto de inflexão e de não retorno que os torna civilizados? Uma das perguntas mais abordadas pela: Antropologia; Arqueologia; Sociologia; Ciência Política; Economia; História Geral; Teologia; Filosofia. Interesses : metafísicos; heurísticos; racionalista; iluministas. Que tipos de interesses se inclinam a desvendar o momento em que humanidade deixou o barbarismo e se tornou urbana? Desde o instante em que o homo sapiens deixou de praticar três de seus atos naturais encontrados até hoje entre os hábitos naturais em todas as espécies selvagens. Simplesmente assim. Os hábitos tidos como selvagens aos humanos porém comportamentos naturalmente aceitos sem restrições de ordens: morais; religiosas; legais; e éticas. Temos razões para acreditar que nos separam dos selvagens o repúdio moral e ético que temos pelas práticas próprias dos selvagens representadas por: roubo; estupro; homicídio. Espécies selvagens e sobretudo as pré civilizações ainda selvagens praticam ainda alguns ou todos estes atos. O roubo do pertence de outrem através da força bruta ou através do furto ou fraude da vontade; outras formas mais sofisticadas de furto indiretamente como as trocas indevidamente induzidas pela hegemonia ou pela coerção ou intimidação. O homicídio. Pela vantagem de obter o controle social; pelo acesso aos privilégios de classe social e status social; para ter acesso aos meios de sobrevivência escassos ou aos melhores recursos disponíveis. O estupro. A posse sexual por meios de violência física, intimidação ou pela fraude. Então meios sofisticados podem ser usados para obrigar a entrega por meios coercitivos e por organizações hegemônica que imprima numa restrição inviolável, como as abelhas eliminam os machos depois do acasalamento;, e eliminam das outras fêmeas a capacidade da reprodução da espécie uma vez escolhida a nova abelha rainha da colméia naquela fase e momento. Mas poderíamos reunir os três comportamentos anti sociais em uma única categoria includente. Todos os tipos citados. Assim o estupro, o homicídio são espécies diversas de uma só coisa: o roubo. O homicídio é o roubo da vida. O estupro é o roubo do sexo. É o roubo que define o que é civilização do restante entre qualquer variante de pré civilização. Não pode ser tolerante com o roubo o que se quer categorizar como uma civilização de jure. O único fato que nos distingue do reino animal é o respeito ao patrimônio alheio. A civilização foi construída em consideração ao direito da posse do outro e ai respeito inegociável da propriedade alheia. O que se deve considerar são as modalidades sofisticadas do roubo. Roubar propriedade: intelectual; roubar o tempo; roubar os direitos sociais de escolha pessoal; roubar o futuro de outrem impedindo o seu potencial de realização; roubar as ideias. Então as nações ricas e poderosas roubam as riquezas de outras comprando seus produtos e disponibilidades a preços aviltados sob coerção e coação militar, diplomática, cerco e chantagem militar, política, sanções financeiras, sanções morais. O roubo é capaz de se travestir em forma de preconceitos, restrições raciais, morais, religiosas, sexuais, regionais, climáticas, ecológicas, intelectuais, culturais, estéticas, etárias não há limites de formas as mais diversas para se roubar de outrem sob quaisquer argumentos mesmo entre pessoas, nações e empresas se valendo da fraude como o exemplo máximo do Tratado de Methuen histórico entre a Inglaterra e Portugal onde um deles submeteu o outro a uma hierarquia entre o modelo agrário e o neo industrial, determinando o modelo de civilização avançado de um lado e a tradicional, Agrária de outro lado com consequências até os dias atuais mesmo depois de duzentos anos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Micro (nano mercado) mercado do Brazil

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Sem querer minimizar o chamado mercado, para mim não indica nem nunca indicou nem indicará qualquer sinal positivo ou negativo relacionados com a situação da economia. Entre outros fatores, é um grupo muito restrito numericamente e qualitativamente de especuladores e agências de securitização muito específicos dentro do enorme e diverso mundo empresarial. Para se ter uma ideia, são pouco mais de cinco mil jogadores muito conhecidos que nem sequer poderia ser chamado de mercado. É um oligopólio de especialização em manipulação de títulos públicos e algumas poucas ações blue chips que realmente importam no índice restrito da bolsa. Empresas importantes nem possuem ações ou suas ações são protegidas de oscilação pelos próprios membros do clube fechado de jogadores privilegiados. É um jogo determinístico e fechado aos global players. Sem nenhuma emoção, a não ser para os jornalistas econômicos que veem novidades e surpresas onde nunca deveria existir. Palestras: talkman.roberto@gmail.com WhatsApp +55 61 991943210 Roberto da Silva Rocha Msc

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Universo como um sistema: Deus não é amor, Deus é um software do universo

O Universo é um imenso sistema dirigido por um software Bertalanffy, o aperfeiçoador da Teoria dos Sistemas Gerais - criada pelos russos Bogdanov & Afanasiev a Tectologia -, disse, em sua teoria reafirmando a segunda lei da termodinâmica - a lei da entropia - que: no universo o calor e a energia sempre flui do sistema de maior energia para o de menos energia, aumentando o grau de caos ou de entropia do universo nos sistemas reais - que representam os sistemas suficientemente grandes para se considerarem como sistemas abertos. Todo o conhecimento humano deriva da indignação e rebelião criativas da sociedade e do sistema social. Então, por ordem de aparecimento de criação coletiva das civilizações que aqui passaram, veem: em primeiro lugar inventamos e criamos a religião; depois inventamos ou criamos a filosofia; dela, da filosofia partimos para a invenção e a criação da ciência e do modo de nos relacionarmos com: a ciência, com a filosofia, e, com a religião. Estes três âmbitos de pensamento estão perpetuamente em conflito gerando uma competição entre si. Nunca houve momentos na história onde os três segmentos pudessem estar harmonizados e coordenadas na mesma pessoa. Ou se é um bom filósofo; ou um grande religioso; ou um cientista de respeito. A filosofia trata de um tipo de busca da essência de verdade dialógica restrita a um conjunto fechado e limitado de proposições hipotéticas concebidas com a finalidade da propositura da eliminação dos elencos sofísticos, eliminando paralogias, ambiguidades, diante dos paradoxos e falácias de dicção e anfibolias que se prestam para confundir e conformar a dicção erística proposital dos oradores convencidos apenas pela falácia de dicção e da capacidade argumentativa em si mesma dos grandes e capazes polemistas e retóricos falaciosos. A religião é um sistema de dedução absoluto de crenças e de princípios fechados e deduzidos de princípios irrefutáveis e indemonstráveis porque são perfeitos em si mesmos e isso a si mesmo o prova através da redução ao absoluto. A religião começa e termina o absoluto de tudo. Nada vem do nada e nada retorna ao nada. É o princípio da primazia do absoluto, do infinito e do incomensurável. É o princípio da hierarquia e da ordem universal e da unicidade e da universalidade dedutiva. A ciência é um conjunto restrito de unidades principiológicas tautológicas onde a premissa é admitida em função da consequência dela mesma, estabelecendo uma função biunívoca totalmente reversível de onde se aure sempre ser mutante e provisoriamente ser: tautológica, exaustiva, e, empiricamente estruturada. Como se vê ontologicamente e epistemologicamente não pôde a ciência deduzir nem induzir a religião nem a filosofia de si mesma. A metodologia científica é empírica é tautológica não se adequa à ausência de espaços vitais dos princípios absolutos do sistema de dogmas da concepção de religião. Não possui a ciência as ferramentas especulativas para deduzir a possibilidade de redução de elementos dialógicos de alcance ilimitado dos métodos especulativos da filosofia. Portanto, a ciência não poderia deduzir, a partir de suas premissas, a filosofia. A religião foi a primeira experiência solipsista da mente humana ainda desprovida de princípios abstratos para deduzir a filosofia ou a ciência, a princípio; somente ao negar o absoluto inefável pode alguém romper com o círculo fechado do pensamento circular e perfeito religioso e romper com a ideia do mundo das idéias perfeitas e desafiar o próprio absurdo absoluto para propor um pensamento anti fenomenológico e pensar uma alteridade em um universo mental e imaterial autônomo e alternativo ao pensamento religioso. Foi o segundo maior salto epistemológico no ciclo da civilização humana a fuga do âmbito religioso. O primeiro e maior salto intelectual foi a invenção da primeira religião. Algo tão abstrato sem nenhum antecedente epistemológico ou fenomenológico na capacidade intelectual e racional humana que abriu o caminho para a humanização da razão animal antes focada exclusivamente na capacidade de sobrevivência. Assim começa a filosofia a experienciar a contradição como forma de pensar criticamente, duvidando das certezas e duvidando construtivamente e estruturadamente da própria dúvida. Organizando o pensamento e classificando e organizando o todo e o tudo em categorias mentais e separando os âmbitos de cada categoria analítica que mereceu esta ou outra distinção ontológica ou categórica. Classificar e organizar o conhecimento é o princípio do pensamento racional metafísico e dialético. Assim nasceu a primeira e principal divisão e debate na filosofia entre: os mobilistas e os monistas. Passou-se a separar o que era pensamento e o que era opinião; daquilo que era fato, e, o que era fenômeno; daquilo que era natural e daquilo que era artificial. A visão da natureza do universo cósmico como um sistema dotado de um software é a tese desta monografia. Uma hipótese a ser demonstrada e refutada em todas as suas sub hipóteses contingentes. Como requer a metodologia científica refutacionista de Karl Popper. O que é um software? Software é um conjunto de ifs (“e se?…”) articulados em estruturas lógicas interdependentes que apresentam as condições de escolhas a partir do seu esquema em formato de labirinto de caminhos da árvore binária de decisões, com as perguntas lógicas que devem aceitar sem ambiguidade apenas duas alternativas de respostas: ou falso ou verdadeiro (combinados através de: and, or; nand, nor). A natureza do universo cientificamente compreendida dentro da perspectiva de apercepção de fatos e eventos no contexto de experiência se expressa a partir das chamadas leis determinísticas as quais para serem leis científicas não podem ser violadas nem excepcionalizadas. Esse fato coloca a própria visão da natureza do universo em uma camisa de força científica sem correspondência com a realidade multíplice factual. Existe uma lacuna muito grande entre as leis físicas e a natureza. Geralmente este espaço é preenchido com considerandos chamados condições de contorno e tolerância ou margens de confiança, a chamada margem de erro em um contexto de controle das variáveis independentes. O que esconde as limitações do método científico e o alcance dos imperativos categóricos a priori de toda a catedral da ciência escolástica, aprofundando o fosso que nunca deveria existir entre: o empírico e o teórico; entre o real e o ideal; entre a prática e a teoria; entre o projeto e a obra objeto físico; entre o cálculo e o medido e o apurado. A flexibilidade exigida pelas chamadas leis da ciência em face do mundo real, seja em Matemática, Geometria, Física, Química, Biologia, deverá ser contornada pela visão da natureza universal como um software flexível do universo. Então, dissecando um software. Basicamente um software é um modelo de caixa preta cuja função é fornecer um output a partir de um input. Podemos ter as condições e parâmetros para convergência de uma matriz de input e derivarmos uma matriz correspondente de output biunívoca como exige a definição de uma função matemática. As leis da física serão analisadas como modelo de ensaio destas habilidades heurísticas do algoritmo do software do universo nesta monografia; apenas para argumentar e demonstrar as falácias da visão da natureza do universo e as representações em uma lei da física que define os resultados sobre um conjunto de vetores, módulos, unidades e orientações únicos e unívocos, vamos trabalhar uma equação formal da segunda lei de Newton. F = m.a “F” representa uma força vetorada. Ou, a energia, expressa como energia potencial, energia mecânica ou momentum linear, angular, ou vetorado. “m” representante da massa inercial qualquer. “a” representação da aceleração vetorada. A equação da segunda lei de Newton representa um fato concreto e inviolável que pode ser medido em um sistema inercial ideal inexistente no mundo real onde não existem estas condições isoladas do restante do universo tido e havido como um sistema aberto. Os matemáticos vem apresentando um processo do algoritmo de controle de variáveis, contornando as situações que se deseja modelar no problema, e abstraindo variáveis e as demais condições ad hoc. A partir das condições ceteris paribus chamada de modelagem do problema aplicamos ao modelo ideal a equação da segunda lei de Newton. F = m.a Uma força F ou a energia F aplicada a algum corpo, sistema ou substância fisica ou a um elemento material ou imaterial pode afetar o resultado da operação da fórmula F = m.a. Sabemos que uma força F ou uma energia F (daqui para frente utilizaremos a força ou a energia indistintamente como F) produz quando aplicável: Ação; Reação; Aceleração; Deformação; Inércia; Mudanças escalar ou e vetorial no movimento; Oscilações; Energia. Então, antes de aplicação da equação F = m.a devemos analisar as condições de contorno e fazermos abstrações de variáveis e ambientais. Um sistema ao qual aplicamos a força F pode não ter massa inercial como um fóton, ou pode ser de outra forma de campo ou de forças: elétrica, gravitacional, magnética, ou um vetor resultante. A natureza do sistema ao qual aplicamos a força F pode ser ou não: rígido como um corpo sólido, líquido, gasoso, plasma, campo magnético, campo elétrico, campo gravitacional. O objeto ou sistema sobre o qual aplicamos a força F pode ser um transdutor de energia, portanto pode modificar a natureza da forma da força aplicada em sua proximidade. Finalmente, outras formas isotrópicas da equação F = m.a podem ser requeridas de modo a se fazer a adequação a ser obtida para se compatibilizar com a natureza das condições exigidas e contingentes, nas formas isotrópicas correspondentes a F = m.a dadas pelas equações correspondentes respectivamente: Fg = k.M.m/R2 F =k.x F =mv2 F = m.v F = k |Q|.|q|/d2 F = h.f F = B.|q|.v.senO Qual sistema de equações? Em que condições de contorno? A visão das leis da Física como um software resolve todos estes e outros problemas como se fez na ciência da informática. Ao invés de fórmulas soltas construímos um sistema de algoritmos complexos e formulados para alcançar todas as condições dadas em sua complexidade e universalidade chamado de software. É a natureza um sistema com um software correspondente? Acredito que sim. Tudo converge para isso. Já foi um grande salto epistemológico a construção da ideia de sistemas na concepção da natureza do universo feito de Afanasiev e Bogdanovich, agora salta aos olhos a perspectiva da compreensão do imenso software que governa e harmoniza e coordena todas as interações e intervenções no universo cósmico. A ciência da engenharia de software passou por cinco estágios evolutivos no desenvolvimento de soluções para sistemas de informação computadorizadas. A primeira visão foi a concepção modular. Então construíram os módulos de procedimentos fechados e bem testados abreviando e tornando muito mais segura a operação de rotinas pré definidas pré programadas e logo ganharam a confiança dos analistas e programadores de computadores. A segunda visão ou técnica foi a visão estruturada. Baseada em um núcleo ou kernel central de uma estrutura de controle e sub rotinas transientes e fechadas que eram os módulos subalternos. Então foram estabelecidas regras de construção de estruturas baseadas em alguns princípios: repetição; laços de controle; pontos de saída determinados; e fim de desvios incondicionais. A terceira visão ou técnica foi a visão orientada a eventos. Utilização conjunta das técnicas anteriormente estabelecidas. Neste caso o sistema é responsivo. Atende às mudanças de estado exteriores a ele. Este sistema fica em estado latente de alerta. Não tem um momento de início nem de fim. Não possui ciclos de trabalho de tarefas. As tarefas são aleatória e sob demandas. Por penúltimo veio a visão de um sistema de software orientado a objetos. Nesta visão cada objeto do software possui cinco propriedades: Encapsulamento; Hierarquia; Herança; Polimorfismo; Método. A comunicação entre os objetos se dá pelo protocolo de troca de mensagens. A conexão e coesão entre os módulos se dá pela afinidade funcional. Módulos com afinidade de funções possuem um tipo mais forte de coesão que vê nessa características a prova de racionalidade. E finalmente em quinto lugar construiu-se a inteligência artificial, que caracteriza-se pela proatividade, capacidade de fazer inferências autônomas e criar soluções para problemas através de algoritmos heurísticos que sabem reproduzir o conhecimento e tem capacidade de aprendizagem e de compreensão da realidade. Construir um software hoje significa reunir objetos das bibliotecas em uma linguagem de programação como a Java, Phyton, C++, C#, Cgi bin, PHP, e outras orientadas a objetos na estrutura cliente-servidor dentro de uma estrutura organizacional computadorizada front-end. Esta visão da física ou da engenharia como um sistema de leis da física ou da engenharia associados e estruturados em um software substitui com vantagens o suporte fixo e pré definido de parâmetros pré fixados por uma equação que definia um projeto de motor de automóvel ou de aeronaves. Antes da informatização dos motores de automóveis os ajustes dos parâmetros de funcionamento tinham que ser revistos todas as vezes que mudavam as variáveis de funcionamento. Então, um condutor cuidadoso tinha que estar constantemente na oficina para reajustar as funcionalidades do carro todas as vezes que mudavam: qualidade da gasolina ou do combustível; densidade do ar; temperatura do ar; altitude atmosférica; temperatura do motor; rotação do motor. Alguns destes ajustes já vinham previamente definidos, como por exemplo, o gicle de marcha lenta no carburador; o avanço através de contrapesos centrífugos do distribuidor de centelhas de ignição; o termostato de controle da circulação do líquido de refrigeração e acionamento do ventilador de refrigeração do radiador. Então o algoritmo de funcionamento dos motores foi ficando cada vez mais flexível e necessário. Então veio o salto epistemológico: os sistemas de software totalmente computarizados para controle dinâmico e continuo do funcionamento do motor. Controle parametrizado e através de feedback dos subsistemas de: ignição; injeção de combustível; flex; refrigeração do motor; troca de marchas; manutenção; sem limites para o monitoramento e até a solução de problemas de funcionamento autonomamente. Estacionamento autônomo e direção totalmente autônoma do veículo pelas vias. GPS, concierge e comunicação entre fabricantes e o software do modelo de veículo. Na aviação vieram os sistemas fly by wire. Um conjunto de softwares de navegação, monitoramento de parâmetros de vôo, monitoramento de condições atmosféricas, e dos motores, controles aerodinâmicos, e combinamos estes fatores com a vontade expressa do piloto para dirigir a aeronave, então o software filtra estes atos comandados pelo piloto e os reinterpreta para colocar o avião na melhor situação em função dos parâmetros e dos comandos vindos da vontade do piloto. Conclusões: Tudo o que aprendemos é a resignificação de deuses e dos sagrados em todas as religiões poderia seguramente ser a definição de um gigante software cósmico do sistema universo. As variantes de leis do universo separadas e compartimentadas em ramos modernos das ciências são harmonizadas através do sistema de informações do software cósmico. Todos os fenômenos, todos os acontecimentos e todos os eventos caem no âmbito do imenso software cósmico do universo. A nossa única justificativa para a divindade na religião é a lei do acaso, que é uma imensa lotérica impiedosa que escolhe aleatoriamente quem morre, quem vive, quem adoece, quem enriquece, e vice versa, sem que aparentemente razões de natureza objetiva expliquem como um camelô pode virar o dono de uma rede nacional de tv e se transformar num dos homens mais ricos do mundo. Algo de mágico ainda nos surpreende no mundo de fenômenos. A bíblia sagrada nos fala de milagres. São justamente os milagres que mantém os pilares das místicas, dos mitos, dos rituais religiosos. Então a primeira sub hipótese é que nenhuma lei da natureza do universo pode ser violada. O que coloca em seguida a questão de novas leis universais ou a explicação do fenômeno de acordo com as leis já conhecidas. Deus não é uma entidade antropométrica e antropomórfica, nem um ente, ou um ser material ou etéreo. Deus é um conjunto invisível e um conjunto ordenado de informações e comandos formando um sistema de programação do software cósmico do universo. Tudo o que acontece em todo o universo é a determinação dos outputs determinados pelo procedimento e processamento da matriz de determinados inputs no sistema universo, no caso, withininput e feedback do próprio sistema universo. Segunda sub hipótese é que nada vem do nada e nada vai para o nada. O universo é um sistema dinâmico soma-zero. Nada se cria tudo se transforma. Terceira sub hipótese diz respeito à lei dos grandes números. Onde a regularidade de eventos não se deve ao domínio das probabilidades, mas ao fato de que para os mesmos inputs teremos os mesmos outputs ceteris paribus. Não há razão para supormos que um mesmo dado hexagonal regular e isomorfo lançado diversas vezes repita sempre o mesmo resultado. Apenas reafirma que as condições e micro condições no momento do lançamento nunca são as mesmas. Com os movimentos da terra, acelerações do sol, da lua, dos planetas, das estrelas, referenciais externos cósmicos em constante mutação, as forças sobre o dado hexagonal nunca se repetirão jamais! Seria ingênuo imaginar que o dado cairia do mesmo jeito lançado sucessivamente sobre uma mesa onde os dois, o dado, a mesa mais o lançador estão girando a mais de 1600 quilômetros por hora na linha do Equador, e disparado atrás do sol a 175 mil quilômetros por hora! Sendo puxado e empurrado pela lua com um afastamento e aproximação do sol variando essa distância em 8 milhões de quilômetros por ano no apogeu e perigeu! Sabemos que o lançamento de dados sobre a mesa deu um resultado aleatório porém sem violação de qualquer das leis conhecidas da física, porém utilizando as mesmas leis da física sobre os mesmos dados não conseguimos determinação sobre os resultados preliminarmente. Sabemos que não existem lei do acaso nem a equação prévia do acaso. Sabemos que o acaso pode ser explicado através de leis. O problema da previsibilidade dos fatos está nas leis ou no acaso? Quarta sub hipótese. Dados todas as condições do universo poderíamos prever todos os acasos. Esse corolário é uma dedução auto demonstrável pois é uma tautologia. O acaso é o resultado da falha nas informações por falta, falha ou por falsa. Assim se alguém possui todas as informações sobre o universo esse alguém tem o controle sobre o acaso. O que leva a quinta sub hipótese. Somente o software do sistema universo possui o conhecimento sobre todas as variáveis do universo, portanto para o software o universo é previsível e determinístico. Alguma semelhança com Deus? Deus não é amor, Deus é racional. Deus é a razão. Ao contrário do novo testamento. Deus é mais para o velho testamento. Dilúvio, Sodoma e Gomorra queimadas; destruição e matanças. Esse é o Deus. Não é o jesus humilde do pregador do deserto com João Batista. Palestras: talkman.roberto@gmail.com WhatsApp +55 61 991943210 Roberto da Silva Rocha Msc

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Teoria do Aquecimento Global

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Quando eu a chamo de teoria estou querendo dar um status de ciência aquilo que não passa de mais uma manipulação política da opinião pública. O homem mente e é astuto construindo elencos sofísticos cheios de paralogias paradoxais sofiscadas para se assemelharem a sabedorias. Todo conceito acadêmico para ser considerado científico precisa se refutável e transitório válido apenas num breve momento enquanto serve de paradigma histórico. Por isso que toda descoberta de relevo cai no âmbito do chamado campo da teoria, pois supõe ser um conjunto de corolários conexos embora nunca dotados da qualidade da eternidade. Em ciências tudo passa e é superado continuamente por novas descobertas. Assim quando nos referimos a um constructo heurístico expressamos um conceito de um tipo de teoria, como por exemplos: teoria do Big Bang, a teoria da evolução das espécies, a teoria das cordas, a teoria corpuscular da matéria, a teoria quântica assim. Os mal intencionados mesmo sabedores que mal dá para a ciência meteorológica prever um furacão ou uma simples chuva com absoluta certeza eles nem se quer cogitam de chamar o aquecimento global de teoria do aquecimento global, e ainda fixaram um patamar máximo como meta para medidas globais para países do Clube de Paris controlarem os agentes promotores deste aquecimento ...... Pretensão de deuses ou muita má fé

sábado, 1 de dezembro de 2018

Quem é o malandro?

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político ? era uma vez um cliente de um restaurante que não perdia um só domingo, porque era o dia de pagode. Ali se juntavam quinhentos frequentadores, às vezes chegavam a dois mil, num bom domingo de sol. O dono da casa sempre tinha um time de garçom e de segurança reforçado para atender e preservar um mínimo de organização e segurança. Nestes casos nenhuma das duas coisas funcionam. Mas o cliente sempre estava lá, até quando a frequência era menos em dias chuvosos. Quando foi nestas ocasiões que um daqueles segurança bombado cheio de autoridade e já percebendo que era um cliente de muitos anos aproximou-se e a pretexto de nada estar acontecendo por ausência de clientes, foi se entender com ele. Comentários sobre a casa, a cervejaria, e ao final sem nenhuma preparação falou "me dê dez reais". O cliente habitual estranhou o pedido mais parecendo uma intimação ou uma intimidação ou uma estorção destas vistas em filmes de gangster... Sorriu, pensou, "a gente se vê há algum tempo, nunca conversamos, e não sei se ele está precisando ou se trata de uma confusão entre amizade e oportunidade" . Finalmente, pensou " ele me vê aqui jogando dinheiro fora com bebidas e mulheres. Se eu negar pode parecer que eu sou mesquinho, afinal eu estou me divertindo e ele trabalha!". Deu o dinheiro. Passados muitos domingos a cena se repetia. Ele pedia quantias diferentes e diversas, e o cliente atendia ao segurança do restaurante. Um dia apareceu por lá seus dois filhos pequenos com a mãe uma bela jovem. Passados alguns Domingos depois essa jovem se aproxima do cliente doador e o convida para dançar. Ele hesita, sabe que ela era a mulher do segurança. Inesperadamente ela diz que quer beija-lo. Ele afasta-a e lhe diz que é amigo de seu homem. O segurança do restaurante. Ela insiste. Diz que já não é mais casada. Ele recua. O segurança está ali há algum tempo e a alguns metros deles. Ele teme que seu marido tenha visto ela tentar beijos. É o que aconteceu quando o malandro tenta rir do incauto que ele pensava estar estorquindo e a sua mulher ao descobrir quer agora ficar com a vítima do bandido que tem mais dignidade.

Goiano norteamericano

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Fica claro que acabou o tempo das basófias; aqui no Planalto Central temos os folclóricos goianos, espalhafatosos, gostam de motos grandes, Ferraris, muito ouro no pescoço, tem a maior frota de pequenos aviões do Brasil no aeroporto de Goiânia, mas quem os conhece sabe que são como o Galvão Bueno, goiano, fala alto, bate no peito, é fanfarrão, estrepitoso, grita e tem muita empáfia, mas uma vez quebrada a safra vão embora as mulheres lindas, os carrões, os tratores, a fazenda, o ouro e os aviões. Os EUA são os goianos do Ocidente, fanfarrões que ainda não tiveram uma lição dura pois nunca foram invadidos em seus territórios, o Onze de Setembro causou nos EUA, todos os aviões ficaram no solo, os militares pararam o país todinho com o cú na mão por causa de trinta terroristas árabes em cinco aviões civis. Os vietcongs ficaram recebendo mais bombas do que todos os países receberam juntos durante a segunda guerra mundial, e empurraram de volta a maior e melhor tecnologia militar da época. As bombas jogadas sobre o Japão as atômicas o foram por desepero, eles possuíam apenas cinco delas, duas para testes no deserto do Novo México e uma para Nagazaki e outra para Hiroshima, a outra ficaria para chantagear a URSS. Sem as bombas atômicas precisariam de mais dez anos, cem mil navios e dez milhões de soldadinhos para derrotarem os olhinhos espichadinhos tenebrosos. Depois de gastarem seis trilhões de dólares para derrotarem os japas e os nazistas, onde os nazisas queimaram 4,5 trilhões, os soviéticos 4 trilhões e os ingleses 3,5 trilhões, calcula-se que no VIetnam os EUA torraram dez trilhões em moeda atualizada, pensa-se que foram 3 trilhões para derrotar o terceiro exército maior do mundo, o do Saddan Hussein, para ajudar os judeus em suas guerras contra os árabes foram mais de dois trilhões e lá se foram as guerras do Afeganistão e as revoluções coloridas primaveris pelo mundinho árabe, cada míssil Tow antitanque disparado pelos terroristas anti Assad tem que ser gravado em vídeo e mandado para os espiões americanos para poderem os milicianos receberem os pagamentos e outra leva de mísseis que custam a bagatela de 50 mil dólares, cada disparo do míssil cruzador Tomahawk custa 1,2 milhões de dólares, assim Tio Sam não dá conta de sustentar os gordões da maior agência de turismo militar do mundo chamada OTAN, com cerca de 1147 bases militares em mais de 168 países no mundo, com mais de 2000 instalações apenas no Iraque, abrigos, prédios, cais, píers, bases, terminais, depósitos, casas, esta logística enlouquece o Pentágono e já ficou claro para o Trump de onde vem o déficit orçamentáro dos EUA falido. A troca da libra pelo dólar como moeda internacional depois da WWII foi compensada no início pela hegemonia e pelo controle mundial durante a Guerra Fria, hoje a fábrica de sonhos da China, Tailândia, Cingapura, Taiwan, Coreia roubam empregos e mercado dos EUA e de seus habitantes, e nem falei do Japão e da Alemanha com os seus superávits e desvalorização de suas moedas permanentemente favorecendo ao comércio de um dos lados, somente o dólar cursivo e pintado mantém juntamente com os mísseis nucleares dos EUA o curso obrigatório do dólar como base do comércio mundial, escondendo os balanços negativos porém remediáveis via comando de Washington e Nova York do balanço monetário do comércio internacional, mas isto vai mudar com a moeda dos BRICS e com o Yuan...

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Do relógio-cuco ao automóvel elétrico

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político A lógica era que o Brasil ficava cada vez mais atrasado porque os países avançados faziam automóveis cada vez mais complexos, e o Brazil nunca conseguiu alcançar esse estágio. Eram verdadeiros relógio-cuco, beirando cerca de 15000 peças e muito complicado de ajustar e consertar. Então surgiu o automóvel elétrico, das cinzas de 150 anos da Primeira Revolução Industrial. Simples com uma bateria, um motor, um freio, e um pedal de acelerador. Qualquer aluno mediano pode fabricar um destes em casa.

Quantos deuses, quantas religiões?

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Maiores grupos Abraâmicas Cao dai Cristianismo Anglicanismo Catolicismo Cristadelfianos Espiritismo Igreja do Oriente Igreja Ortodoxa Igrejas ortodoxas orientais Protestantismo Gnosticismo cristão Restauracionismo Mormonismo Testemunhas de Jeová Unitarismo Arianismo Monarquianismo Servetismo Socinianismo Sabelianismo Judaísmo messiânico Drusos Islamismo Sunismo Xiismo Sufi Ahmadiyya NOI Judaísmo Conservador Haymanot (etíope) Caraísmo Ortodoxo Reformista Mandeísmo Rastafári Samaritanismo Dármicas Budismo Teravada Maaiana Vajrayana Hinduísmo Arya Samaj Ayyavazhi Lingayat Ravidassia Shaktismo Xivaísmo Vixnuísmo Jainismo Siquismo Iranianas Babismo Fé bahá'í Azáli Mandeísmo Maniqueísmo Zoroastrismo Mazdak Mitraísmo Yazidi Zurvanismo Yarsanismo Taoicas Confucionismo Xintoísmo Taoismo Zen Hoa Hao Cao Dai Muísmo Religião tradicional chinesa Modernas Ásatrú Cheondoísmo Cientologia Cultura Racional Discordianismo Falun Gong Neodruidismo Eckankar I-Kuan Tao Neopaganismo New age Novo Pensamento Raelianismo Seicho-no-ie Stregheria Tenrikyo Thelema Unitário-Universalismo Wicca Conscienciologia Outras Africanas Afro-americanas Afro-latino-americanas Afro-brasileiras Afro-cubanas Bön Xamanismo Indígena australiana Paganismo finlandês Gurung Altaicas Tengriismo Burcanismo Javanesa Lepcha (Mun) Nativa Americana Polinésia Filipina Mari Antigas religiões Pré-históricas Religião pré-histórica Asiáticas Egípcia Árabe Sabeísmo Iazdânismo Persa Cananeia Suméria Protoindo-europeias armênia celta hitita nórdica grega Gnosticismo Neoplatonismo iliro-trácia Maniqueísmo Mitraísmo Persa Romana Eslava Védica Americanas Asteca Inca Maia Aspectos Adoração Altar Amuleto Apostasia / Abandono da religião Benzimento Castigo divino Lista de crendices Clero Comunicação com espíritos crenças Criacionismo Conversão Culto dos mortos Deidades Deus Devoção Demônio Feitiçaria Fetiche Messias Mitologia Música gospel Mitologia Religião OVNI Ordenação Ortodoxia Ortopraxia Oração Pacto com o diabo Paganismo Paraíso Pós-morte Reencarnação Ressurreição Ritual liturgia sacrifício Trabalho Sincretismo Sobrenatural Símbolos Totem Verdade Xamanismo Teísmo Animismo Deísmo Fetichismo Henoteísmo Monoteísmo Monolatria Não teísmo Pandeísmo Panenteísmo Panteísmo Politeísmo Totemismo Transteísmo Estudos religiosos Antropologia Comparação Desenvolvimento Origem Origem evolutiva História Filosofia Neuroteologia Psicologia Sociologia Teologia Teorias Mulher Religião e sociedade Negócios Clero Monasticismo Ordenação Evangelismo Missionário Proselitismo Educação Fanatismo Liberdade Pluralismo Sincretismo Intolerância Tolerância Universalismo Fundamentalismo Crescimento Felicidade Homossexualidade Minorias Ciência política Cisma Ciência Estado Teocracia Vegetarianismo Violência Perseguição Terrorismo Guerra Riqueza Religião étnica Religião folclórica Secularismo e Laicismo Antirreligião Deísmo Agnosticismo Ateísmo Crítica da religião Estado ateu Satanismo LaVey Desconstrução Judaísmo humanístico Irreligião Objetivismo Humanismo secular Teologia secular Secularização Separação igreja e estado Listas Religiões e tradições espirituais Fundadores E vc acha que sabe tudo de religião, de fé, Deus, verdade, e a sua é a única religião que está certa? Tem certeza?

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O elefante Brazil

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Vejo muita discussão inútil sobre as potencialidades do Brasil, inclusive em instituições e entidades sérias como a ESG, IPEA, FGV, ainda na fase de dar um Norte ao processo de desenvolvimento nacional. Bobagem. O Brasil é como um elefante. Muito grande para colocá-lo num quarto ou na cozinha. Um elefante tem suas necessidades vitais contingentes determinadas pelo seu tamanho. O elefante : come muito; tem um metabolismo enorme; consome muita água; precisa de muito espaço e quando se movimenta destrói o que se opõe ao seu caminho. Você não pode domá-lo porquê um dia ele quebra as algemas e foge. Se ele enlouquecer vai precisar sacrificá-lo. E até para se livrar das exéquias vai custar muito. Não dá para ignorar um elefante como se ele não estivesse ali em sua frente. Juízo, povo brasileiro. O elefante está andando. Ou vc sai da frente ou arranja um espaço para conviver com ele.

domingo, 18 de novembro de 2018

A guerra fria foi uma fraude histórica, imperialista

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Plagiando um autor desconhecido que disse: "fazer previsões sobre o passado é mais difícil do que sobre o futuro". Hoje sabemos que a guera fria foi uma farsa geopolítica. Agora é tarde. O mundo ocidental assistiu ao teatro montado pelos americanos com a falácia da guerra fria, e pela mente diabólica e doente do psicopata Josef Stalin. Agora sabemos que nunca houve a tal guerra fria, que era e sempre foi uma disputa imperialista, porquê a Rússia e a China não são mais comunistas e nada mudou em relação aos planos militares dos yanques. O trabalho de conclusão do projeto de Hitler ainda passou pela Cuba com a crise dos mísseis, pela guerra da Coréia, pela guerra do Vietnã, pela guerra do Afeganistão, pela guerra do Iraque, pela guerra da Síria, pela guerra da Líbia, pela guerra do Líbano, pela tomada da Criméia, pelas ditaduras latinas, pela crise do petróleo em 1973, o plano de conquistar o mundo mudou de nome, já foi ONU, Breton Woods, globalização, neoliberalismo, direitos humanos, aquecimento global. Agora se chama ideologia de gênero, feminizmo, primavera árabe, Skripal, estes movimentos descoordenados sem um plano principal nos confundiu desde o início, agora, fazendo a arqueologia do passado fica muito claro porquê duas bombas atômicas foram lançadas sobre um país moribundo e escondido em casas de bambu, porque os caminhos tortuosos e os avanços em ziguezague apenas servem pra nos confundir, com nomes e banquetes atraentes para iludir a humanidade chamando: guerra de paz; propina , de investimento, chamando vassalos de aliados; ocupação, de aliança, chamando servo de aliado; espoliação, de comércio internacional. George Orwell deve estar muito orgulhoso da sua obra profética. Viva o Big Brother.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Avaliação do Risco Emocional

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Avaliação de Risco da Racionalidade Emocional Introdução Racionalidade Emocional Pessoas precisam ser protegidas de si mesmas para não se auto ferirem. A gente não gosta de estudar Matemática, Química ou Física; a gente estraga o pulmão fumando; a gente bebe, se embriaga e bate com o carro, e morre, se não morrer volta a beber novamente; a gente constrói a casa na beirada do abismo no morro sabendo que pode desmoronar e desabar; a gente não faz o recall gratuito. Quem vive com opulência mesmo sendo rico acaba na pobreza, e sendo pobre, pior. Pessoas precisam ser protegidas delas mesmas. Vem o Estado que as obriga ao uso do cinto de segurança nos veículos terrestres mas elas reclamam, não gostam de se amarrarem em coisas que incomodam em troca da sua segurança em veículos terrestres, navais, aéreos; a lei nos obriga ao uso de capacetes em veículos de duas rodas; autoridades sanitárias nos obrigam a tomar vacinas; policiais de trânsito nos obrigam a pegar o caminho das passarelas sobre rodovias; legisladores zelosos da democracia querem nos proibir de votar em candidatos condenados corruptos e proibir de se candidatarem senão a gente vota e reelege estes corruptos; a gente ama pessoas que nunca nos fazem bem, que ficam sugando tudo da gente, que mentem, que traem, então precisamos decidir nos separar de quem amamos muito e isso é difícil, dói, mas é como uma cirurgia necessária do estômago, ou amputação de um membro gangrenado. É preciso eliminar essas pessoas perversas, a quem amamos, das nossas vidas porque elas nos envenenam. Nos matam sorrindo. Capítulo I Matando o próprio objeto da sua paixão. O crime Passional. Muitos ainda se perguntando se quem ama mata a quem se ama muito. Porque se mata por amor? Como foi possível matar e destruir a vida de quem ainda se ama? Não por ser um paradoxo, não é necessariamente uma anfibolia ou uma paralogia antilógica. Faz parte da racionalidade emocional. Fazemos coisas contra o nosso próprio interesse, fazemos isso intencionalmente, ou por ignorância, ou por um cálculo de risco passional, dentro da racionalidade emocional. Mancur Olson estreou essa escola da antinomia da racionalidade com o seu livro “Lógica da Ação Coletiva” e foi muito bem sucedido abrindo uma nova escola filosófica e sociológica, mas a ciência humana avança e agora abro esta vertente de um tipo de lógica que desconstrói o pilar básico do Utilitarismo que constitui a base teórica do liberalismo e da categoria analítica e imperativo categórico básico do conceito de mercado em Economia livre capitalista. A ideia de que cada pessoa sabe melhor do que qualquer instituição o que é melhor para si ficou abalada com o livro de Olson, onde o fulcro está na ideia de que a combinação de racionalidade individual de muitas pessoas pode sabotar e transformar-se de vantagem individual para um caos coletivo. Primeiro, porque cada indivíduo seja incapaz da alteridade, então, não consegue calcular sozinho como os efeitos que sua expectativa de vantagens se coloca diante das demais expectativas de outras pessoas. Segundo, mesmo que cada pessoa perceba as vantagens esperadas em suas escolhas o que aconteceu foi um grande prejuízo para todos em conjunto, quando, por exemplo, todos tentam acesso ao mesmo tempo à porta de saída de emergência de uma aeronave em chamas. Se cada pessoa aguardar a sua vez de sair dali, os danos são igualmente divididos, mas, no desespero quase todos certamente morrem. Então, para evitar que esta racionalidade individual se transforme em dano coletivo, foram criados: o semáforo, as leis, as regras, a punição, a autoridade, o governo, o estado, as instituições. Estou tratando não deste problema de diálogo entre a racionalidade individual versus racionalidade coletiva. Este novo enfoque trata da luta pessoal e individual interna ao indivíduo, do interesse subjetivo, entre o imediatismo e o finalístico de longo prazo. Trata-se da luta de si mesmo do agora contra: o tempo hoje contra o tempo futuro do porvir. O objetivo deste livro é demonstrar porque e como podemos fazer coisas contrárias aos nossos próprios interesses. Existem pessoas com baixa aversão ou nenhuma aversão ao risco. Tomam o risco facilmente e ficam à espera de que a boa sorte os protegerá, são pessoas crédulas ou com excesso de autoconfiança. Então o seu algoritmo de decisões toma o risco sem receios como se fosse regra de negócio, como se estivesse jogando contra a sorte. Assim, joga contra si mesmo. Não precisa ser assim. Os cálculos de riscos se resumem em: a) maximizar as vantagens e resultados; b) minimizar as perdas e desvantagens; c) achar o ponto de equilíbrio entre ganhar e perder. As pessoas avessas ao risco são conservadoras, apenas se decidem quando podem visar todas as variáveis, contingências e circunstâncias, hora e lugar. Não há espaço para improvisação e nem para surpresas. É um jogo de informação completa e determinístico. A teoria do Risco Emocional que ora propomos examina a hipótese de que pessoas com baixa aversão ao risco não acreditando na probabilidade de fracasso apostam como em um jogo de azar que podem em caso de insucesso arcar com os ônus em um futuro distante. Assim funciona o cartão de crédito: o prazer de hoje é negociável com o tempo futuro incerto e distante do vencimento da fatura futura. É como um pedido ao médico ou ao laboratório de exame para adiar o anúncio do resultado dos exames clínicos ou laboratoriais. Nada disso muda a realidade concreta. A avaliação dos riscos emocionalmente induz ao erro. Pensar que o tempo pode retirar e atenuar do ônus o peso dos resultados adversos, em parcelas suaves e pequenas ao longo do tempo. Desta forma um erro de cálculo de riscos pode levar as pessoas a agirem contra os seus interesses como função do imediato, eu posso me livrar desta situação ruim agora embora sabendo que a recidiva vem mais agravada pelo adiamento da saída real, verdadeira e sabidamente correta que foi adiada e evitada ou ignorada. Podemos explicar agora porque se mata alguém por amor. Matando para deixarmos de sofrer, é a expectativa de poder dividir ou transmitir e transferir o sofrer ao outrem. Então no cálculo de risco do amante assassino aquele ato extremo e irreversível pode trazer alívio instantâneo. Nenhum risco foi considerado no curto prazo. O cálculo de risco do homicida nesse caso é que o seu ônus será custeado em parcelas módicas em um tempo futuro distante, suficiente para diluir e acomodar um longo processo de assimilação e de reconstrução e sublimação da catástrofe. Matar é irracional porquê o morto não sofre mais, não sente mais nada, não pode mais ser castigado, então a vingança não desconstrói o vazio e a dor nem desfaz nenhum ato pregresso, não pode oferecer nenhuma compensação para desfazer o desprezo e o abandono emocional. Impede definitivamente uma reconciliação. Nem mesmo o arrependimento e o castigo podem reverter a morte. Esse custo da dor causada ao outro e o alívio trazido pela vingança são valores subjetivos ao sujeito como nos princípios do utilitarismo em Economia, então, antes de culminar com o homicídio o assassino foi escalonando o sofrimento imposto à sua vítima: começa com ofensas verbais, desprezo, ausências, cobrança, reclamação, abandono calculado; então começa a fazer intimidação através de ameaças, ciúmes, perseguição; depois começa com um empurrão, depois um tapa; e começou agora um novo nível que é a carreira final que vai terminar em morte se a vítima não fugir. Durante esse processo escalonado de tortura o agressor vai analisando e avaliando os riscos de ônus e vai mimetizando e naturalizando em sua mente a aceitação das consequências e começa a minimizar os efeitos em si mesmo das penas a que se arriscou a enfrentar em um futuro distante improvável, segundo os seus cálculos. Esse é o momento chave para se evitar o pior: quando se tem o hábito de investir em um futuro e se está habituado a adiar o prazer e a se fazer sacrifícios pelo futuro a decisão correta é fácil de se distinguir no meio do tormento mental. Se naturalizou progressivamente a ideia de troca de uma situação desconfortável emocionalmente agora por um momento futuro de conforto quando esse momento de cobrança e de frustração e arrependimento estará distante. Se contraria o desejo natural e óbvio de preservação, proteção e de acatamento da pessoa a quem se ama, e numa virada irracional queremos o mal querendo o bem; e fazendo o mal a quem desejamos fazer o bem. Feita a disjunção subjetiva entre a pessoa amada e aquela mesma de quem não conseguimos seu amor e afeição. A ideia de reconstrução da relação é trocada pela ideia de eliminação física para simulação da eliminação do sentimento negado, da indisposição irreconciliável que é uma instância da pessoa amada naquele momento. Elimina-se a pessoa junto com a sua disposição emocional negativa e irredutível de nos acolher. Nesse estágio não existe distinção entre atitude comportamental da pessoa e a própria pessoa. Eliminamos os dois juntos. É um reducionismo imediatista, carente de substrato racional. Os fins justificam os meios dentro dessa lógica. Acabamos com o problema da rejeição e com o objeto da rejeição. Mas caímos na armadilha da irreversibilidade da realidade. A lei da irreversibilidade foi sendo violada em uma escalada de combinação de eventos que foram sendo executados em sua inexorabilidade sem percebemos que as palavras ditas não podem mais ser retiradas, nem as brigas desfeitas, nem as ameaças podem ser apagadas, nem as agressões podem mais ser revertidas, porque todos os atos e fatos são irreversíveis e irremediáveis. Nem as penas e os castigos as apagam e as eliminam ou tem o poder de reversão nem de compensação. Castigo e penalidades são inúteis. Capítulo II As Correntes de Pensamentos Filosóficos das razões e sentimentos comportamentais Ceticismo. O ceticismo foi uma corrente filosófica surgida na Grécia dos filósofos há 2500 anos. Seu cerne se resume em que tudo pode ser questionado, não haverá certezas sobre nada porque tudo que sabemos sobre tudo pode ser questionado, porque o conhecimento não é absoluto, por isso sempre muda, ou muda porque não é absoluto. Os céticos foram importantes porque rompiam com as tradições, crenças e instituições, abrindo o caminho para erros e acertos, rompendo com a prisão mental da ditadura do pensamento único, e da impossibilidade de se examinar alternativas diversas do círculo do pensamento hegemônico e das ditaduras: da ciência, da religião e da tradição. Desconfie das certezas, desconfie das boas intenções, desconfie do senso comum; desconfie das maiorias e das unanimidades. Nem sempre o que parece ser melhor para você é aquilo que lhe convém ou o que precisa. O essencial às vezes parece o oposto do que parece fácil e acessível. Hedonismo. O hedonismo foi uma corrente de pensamento filosófico da Grécia de 2500 anos atrás. O hedonismo representa bem o ideal do utilitarismo, justamente porque defende o princípio de que nos parece lógico e natural fugir da dor e do esforço em busca do prazer e das facilidades. Quem voluntariamente não trocaria um sacrifício pela facilidade? Parece irresistível essa concepção de comportamento. O óbvio, nem sempre é o lógico. Se a mesma lógica da busca do prazer parece intuitivo, da mesma forma parece intuitivo que prazeres devem ter uma escala de valores que vai de um pequeno até um enorme prazer, passando pelos níveis intermediários. Vem daí uma série de considerandos sobre as diversidades e variações dos prazeres. Primeiro considerando a subjetividade dos prazeres, o que para uma pessoa pode ser um prazer, pode não o ser para outras.. Prazeres são subjetivos da mesma forma que a intensidade deles para cada pessoa. Não podemos construir um conjunto de escalas de valores sociais compartilháveis de prazer. Também é possível considerar sem esforço epistemológico que prazeres tem custos e benefícios, e que por isso nos obriga a admissão de que prazeres são bens de troca nos obrigando a uma economia e a uma administração dos recursos para usufruto deles. Prazeres mais complexos e mais sofisticados exigem gostos mais complexos e mais sofisticados. Ao fazermos nossa escala subjetiva de prazeres podemos novamente estar agindo contra os nossos interesses involuntariamente de modo que fizemos um cálculo irreal ou absurdo sobre as nossas necessidades e das nossas capacidades. Utilitarismo. O utilitarismo é um conceito abstrato surgido com os primeiros pensadores liberais com a finalidade de explicar porque o princípio do liberalismo era intuitivo e superior aos sistemas econômicos feudal e a escravatura. Também provara que o sistema estatal e dirigista era ineficaz economicamente contra a principal mola impulsionadora do indivíduo na sociedade que é a sua ambição de bem estar. Nenhuma força é mais poderosa e ampla do que o egoísmo individual. Essa deve ser a única forma de força invisível que move tudo no mundo. Vícios privados é igual a virtudes e benefícios coletivos. O corolário do utilitarismo é que a mão invisível do mercado numa economia capitalista se chama egoísmo e ambição individual. Mesmo diante de tantas opções no mundo e mesmo querendo a mais plena satisfação dos nossos interesses nos faltam informações para fazer a melhor escolha: qual curso fazer na faculdade; qual dos sessenta modelos de automóveis compactos é o melhor; quais acessórios que preciso e serão úteis para o carro que se está comprando; que remédio preciso tomar; qual o corte de cabelo; que cor do carro ou do cabelo ou do esmalte ou das paredes. Satisfação dos interesses não é óbvio, nem simples, nem fácil, precisamos de ajuda externa e profissional. É contra-intuitiva. Justiça. A justiça segundo a tradição filosófica significa ser exato. Nem mais nem menos. Nem aquém nem além. Nem sobrar nem faltar. Nem muito nem pouco. Apenas o suficiente e o exato. É dos conceitos o mais difícil e diferente de todos porque diz respeito a um instinto primitivo imanente e transcendental, intersubjetivo e social. Justiça exige aprovação social. É um conceito cultural e etnocêntrico. A justiça exige uma norma e um sistema de controle social com interação permanente. É o resultado de um contrato social, por isso coletivamente acordado entre pessoas em um território e em uma determinada época definidos. Nenhuma pessoa pode a seu gosto desafiar e alterar seu status social à margem dos valores sociais e dos contratos firmados, de acordo com os limites impositivos e obrigatórios sob pena das sansões aplicadas pelo sistema e que só tem eficácia plena em função do sistema social em que foi construído e constituído. A justiça pode impor normas sociais não intuitivas por diversas razões, entre elas por causa da tradição, e pela sua forma de enraizamento muito profundo. A justiça não depende de juízo pessoal nem de interpretação e interferência subjetiva. A justiça é um conjunto de normas de comportamento externas ao indivíduo e que permite identificar um indivíduo integrado ao seu grupo social. A internalização das normas sociais permite ao indivíduo o seu reconhecimento e a sua única forma de aceite pelo grupo social. Por isso chamamos de marginal, desajustado, delinquente e excluídos os que rotineiramente transgridem as normas escritas ou não acordadas explicitamente socialmente e publicamente estabelecidas. Estaríamos agindo contra os nossos interesses ao manifestamente trocarmos nossos desejos pelos interesses coletivos e pelas normas sociais que nos parecem antinaturais ou que contrariem nossos desejos. Estoicismo. O estoicismo é uma das correntes filosóficas nascidas há 2500 anos na Grécia dos filósofos. Prazeres são frívolos, dionisíacos e terminam pela exaustão, ou pelo excesso, ou pelo desinteresse, ou pela transitoriedade e efemeridade. Assim pensam os estóicos. A busca pelo prazer acaba levando à frustração: ou pelo fracasso ou pela falha em obter a satisfação, ou pela exaustão do excesso da satisfação, ou pela perda de interesse pelo prazer. Então o desejo passa a ser a fonte de insatisfação e de frustração. Desejos não satisfeitos e desejos plenamente satisfeitos levam ao vazio existencial. A solução é não ter que ter, ou não buscar ter desejos. Não buscar aplacar seus desejos. Um desejo plenamente satisfeito leva ao outro nível de desejos mais altos e mais difíceis, intangíveis e inatingíveis. Essa viagem é interminável. Estoicismo é a capacidade de suportar a dor, de fazer sacrifícios e de fazer renúncia, capacidade de se abster de desejos e de sublimar as necessidades. A antinomia do estoicismo é a sublimação das frustrações pela frustração da satisfação do desejo. Trabalhamos contra os nossos próprios interesses superficiais para preservar nosso interesse de evitar a frustração. A depressão é a ausência de interesses pela vida e pela busca de satisfação. O estoicismo não é um estado de ausência de interesse de satisfação, é antes uma suspensão conscientemente administrada do desejo de satisfação do prazer. Apatia. A apatia é uma das propostas dos filósofos gregos feita há 2500 anos. A apatia é a indiferença total a qualquer estado ou estímulos internos e externos. Assim a apatia gera uma paz extrema pela falta de resposta a qualquer estado seja de raiva, de afeto, de estímulo. Sem frustração ou sem êxtase não existe interesse algum capaz de mobilização de sentimentos ou de reações no indivíduo. A apatia gera um estado de letargia que entorpece e anestesia os excessos impedindo que o mal ou o bem sejam executados. É a neutralidade levada ao extremo, sem juízos de nenhuma espécie. Nem a dor nem prazeres podem servir de parâmetros de escolha ou de decisão. A eliminação da arbitragem pela subjetividade é elevada ao extremo. Espera-se o máximo em imparcialidade nas escolhas e nas decisões e nas avaliações dos resultados das escolhas e decisões, e, mais ainda das não decisões e das não escolhas. Podemos estar agindo contra nosso próprio interesse ao decidir nada decidir. Da mesma forma quando decidir sem interesse de espécie alguma. Apaticamente. A apatia não agrava a frustração nem a atenua, nem permite perceber a frustração. Portanto, a apatia é a indiferença aos interesses de quais lados forem. Anomia. A anomia é a total ausência de ordem e de quaisquer normas. A anomia foi estudada pelos filósofos e pelos sociólogos na busca do entendimento de que toda ordem é imposição e por isso antinatural. A desorganização do universo representada pelo princípio da entropia diz e define que o estado final do universo é a desorganização total, justamente porque a ordem consome recursos. Outros princípios de conservação do universo determinam dedutivamente que nada vem do nada, e nada pode retornar ao nada. Isso significa que nada pode ser destruído e nada pode ser criado no universo. Matéria e energia estão em constante intercâmbio. A teoria dos sistemas gerais define que a informação mantém as regras de trânsito de matéria e de energia em sistemas abertos e fechados. Nos sistemas abertos a energia tende a ser transferida de um sistema mais organizado para um sistema mais caótico, essa é a essência da teoria do caos. Nos sistemas fechados se obtém um equilíbrio em função da reversibilidade das transformações. Os sistemas fechados são abstrações teóricas dentro de contexto empíricos apenas para satisfazer as condições sine qua non em contextos ceteris paribus em um esquema metodológico de pesquisa científica. Portanto, todos os sistemas reais são abertos, isso implica em dizer que a tendência do universo é a degeneração e a anomia. Para manter a ordem é preciso consumo de energia, matéria, informações, esforço e inteligência. A ordem do universo não é natural, bem ao oposto da ideia de equilíbrio ecológico permanente e período de ciclos eternizados na natureza. De repente um enorme asteróide se precipita e muda totalmente a vida na terra. Ou uma explosão de um estrela pode aniquilar toda a vida na terra sem que haja interferência alguma dos seres humanos. Toda ordem é construída e é constituída segundo o princípio da escolha entre os ganhadores e os perdedores. O princípio do poder e da administração se resume em redistribuir os bônus e os ônus dentro de princípios nem sempre justos. Então, o princípio da ordem visa um equilíbrio dinâmico onde se busca alternar periodicamente os grupos perdedores e vencedores em nome da busca de um equilíbrio dinâmico social. É preciso que cada indivíduo ceda de suas prerrogativas em nome da ordem social, mesmo contrariando interesse pessoal para que todos contribuam para o bem coletivo. E isso nem sempre é óbvio, nem sempre voluntário nem sempre compreendido e visível como, por exemplo, os impostos. A anarquia. A anarquia é a ausência de governo, comando, controle, coordenação. Um autogoverno individual foi proposto pelos anarquistas do pré socialismo de Babeuff, Rousseau, Fabius, se tentou na Comuna de Paris, nas primeiras colônias dos pioneiros dos EUA, foi uma onda que se espalhou pelo mundo e finalmente se transforma na tirania totalitária do partido único do stalinismo da ex URSS União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. De triste e trágica memória da história da humanidade. Isto não é prova material do fracasso das tentativas de construção dessa experiência socialista e comunista. Apenas fatos concretos e incontroversos. A anarquia, segundo a lei da entropia, seria a Gênesis da humanidade em seu processo histórico arqueológico e antropólogo até o encerramento da fase de nomadismo e o início da fase de sedentarismo quando deve ter sido iniciado a fase de organização social familiar e gregária, criando a necessidade de um contrato social para a socialização dos indivíduos e dos interesses coletivos. Então surgiram as teorias famosas e dominantes sobre a criação dos sistemas sociais e modos de organização política. Desde os períodos de impérios, as repúblicas, os períodos absolutistas, as fases teocráticas, por fim, um período de recidiva de escravidão superada pelas primeiras democracias liberais nascidas da renascença e do iluminismo. A anarquia é o ponto de repouso onde se superam as contradições do modelo de Estado e suas formas diversas de governança e de governabilidade atuais, que competem entre si tornando a vida do cidadão atualmente totalmente atada e cerceada pelas leis e pelos governos que sufocam os indivíduos que já nascemos todos obrigados a um sistema de contratos desde o nascituro que não nasceu até depois da sua morte, com deveres e obrigações com o Estado que se obriga a todos por adesão sem poder fazer escolhas, nem se livrar destes compromissos. É uma prisão constitucional inalienável e compulsória. Nesse sistema já se nasce com obrigações e deveres e supostos direitos cujo conflito se desenvolve no processo de demandas entre as esferas jurídicas dos setores: privado, do público e do estatal. É muito difícil e complexo achar uma maneira de reservar e preservar seus interesses privados diante de mais de 5,5 milhões de dispositivos legais que proíbem, obrigam e defendem direitos sociais, privados, patrimonial, criminal, religioso, político sem a assessoria de um especialista em direitos. Nessa circunstância nem se pode dar a conhecer a plenitude dos interesses defensáveis e disponíveis. Cinismo. O cinismo é uma escola filosófica e comportamental onde se propõe a ideia de desafiar conscientemente as regras sociais apenas pelo desejo de descumprimento de toda regra estabelecida e instituída. O cinismo foi uma das correntes de pensamento gregas da mesma era dos filósofos que pregava o desprezo por tudo que fosse vaidade, riqueza, poder e fama. Em seu microcosmo intelectual os seus seguidores eram despojados de tudo que era externo ao imanente e natural que impedia a felicidade e que custasse alguma obrigação para conquistar e manter a felicidade. Filosófos como Aristenes e Sócrates eram cínicos. A frase de Sócrates “tudo o que sei é que nada sei” representa aí não uma confissão de ignorância, ao contrário, significa que ele não se envaidece de sua sabedoria e conhecimento. Representa a modéstia e humildade do cínico. A felicidade seria natural ao ser humano; não necessita de qualquer ajuda para ser obtida, bastava a virtude e a bondade. Abominavam qualquer bem material e qualquer ambição pessoal. Eram o que seriam comportamentalmente hoje de uma simbiose de hipie com os ciganos. Inspiraram os estóicos e os apáticos em suas filosóficas estipulações categóricas, seu despojamento levado ao extremo exigia a vida totalmente livre de convenções sociais, morais, religiosas, legais, éticas, estéticas, roupas, casas, bens, isso implica em sexo livre e público, amor livre e ausência de patrimônio material. Liberdade total e ilimitada. Estudavam muito mas não se preocuparam em deixar rastros escritos das disposições destas doutrinas e dos eventos que promoveram, muito menos de seus seguidores destacados, já que a modéstia e o despojamento eram includentes sem exceção. A acepção do cinismo evoluiu na filologia do termo original se prendendo hoje aos aspectos mais decadentes e depreciativos visto que o desprezo entre esta filosofia e a sociedade era justamente o ponto de fulcro e de pregação dos cinismo. Fica então sob a condição completamente pessoal desvendar qual seja o interesse pessoal para um cínico uma vez que a única referência do cínico é o seu limite é o seu próprio entendimento do que seja melhor para si, a despeito de qualquer regra, circunstância, opinião e valores sociais. Sadismo. O sadismo foi um termo derivado do autor de contos eróticos Marques de Sade que canalizou o prazer sexual ao aspecto único da dor como fonte de excitação e de estímulo ao prazer e indissociáveis entre si: a dor e o sexo. Não se pode alcançar o prazer sexual sem passar pela dor, como se faz um caminhar pelo início difícil para então da dor ou a abstinência dolorosa ampliar e valorizar o alívio da supressão do incômodo da dor e sua substituição pelo prazer associados. A dor colima o prazer pela associação entre ambos, já que a dor por si só não é o prazer em si, mas a dor abre o caminho e aguça a expectativa da experiência do prazer. Então a dor condiciona o arco reflexo neural no sistema límbico preparando-o para o momento esperado e subsequentemente associado pela prática e é isso que se espera. Este estado implica em uma espécie de condicionamento e treinamento estrito para se conectar com o interesse especial e adverso daquilo que se espera avaliar como o melhor dos prazeres contingente e particular associado estritamente à dor. Misticismo. O misticismo associa a entidades invisíveis ao mundo espiritual e sua ligação ao mundo material. O único canal entre entidades espirituais e o mundo material é a crença desta esfera pelo praticante. O místico vive um mundo encantado de milagres e fatos extraordinários. O mundo místico é um mundo de coisas não comuns. Os milagres precisam gozar de alguns atributos; serem: extraordinário; inesperado; incomum; imprevisto; imprevisível; importante; inaudito; bom; invulgar; real; confiável; comprovável; público; inefável; irreproduzível; único; singelo; insofismável; infalsificavel; portanto, o milagre não pode ser confundido com coincidência, com mágica, com prestidigitação e qualquer falsificação sofisticada ou grosseira. As divindades fazem parte de uma espécie de fauna de entidades sem um corpo físico e que somente existem e fazem sentido para os que acreditam em sua existência. Elas não existem por si próprias, precisam habitar em uma mente que as recepcionem então passam a ter existência e experimentam uma intervenção espiritual onde o ser divino passa a ser o ser que o incorpora com poderes apenas limitados pelo recipiente espiritual que o incorpora. Esta incorporação é a constituição da perfeição da harmonia e união espiritual entre entidades no mundo material e espiritual. Quanto maior o conhecimento entre estes, o ser espiritual e o seu hospedeiro, têm entre si, mais poderes podem ser desenvolvidos e adjudicados de um para outro. Uma divindade não existe em si mesma, pois não é um ente físico, nem existe por si mesma, seria uma auto referência tautológica. A divindade, seja qual for, existe apenas para o crente e pelo crente. É tanto e tal quanto seja grande ou pequena a fé e o conhecimento de quem acredita, porque a fé e a divindade são customizadas e subjetivadas. A definição completa de misticismo somente está bem encaminhada quando se inclui as notas sobre esoterismo e exoterismo. O prefixo “eso” significa para dentro, ocultamente. Em oposição ao prefixo “eso” há o “exo” que significa para fora, o que é público. Decidir o que é de interesse no campo do misticismo significa examinar nosso sistema de crenças alinhado com os dogmas e com as doutrinas religiosas do cardápio de religiões e de seitas para fazermos nosso credo de submissão aos cânones e disposições eclesiásticas então, de acordo com as condições e contingências, nos submeter ou arcar com as condições e consequências, em todos os espectros, da dimensionalidade inclusiva da esfera da clericalidade. Moralidade, moralismo. A Moral é uma disciplina ligada à outra chamada Ética. Não devem ser confundidas. Moralidade é um sistema de regras estritamente costumeiras e não escritas que são passadas oralmente e subrepticiamente codificadas pela cultura em determinado momento cujo cumprimento nem sempre pode ser verificado e fiscalizado, cuja observação depende exclusivamente da consciência de dever de cada cidadão, e por isso faz parte das expectativas sociais e define todos os sistemas de troca e de tratamento dos valores mais importantes dos grupos sociais. Cada instituição social define e observa os cuidados com sua moralidade, a tolerância com o seu cumprimento possui uma elasticidade compreendida pela mesma contingência que constitui as regras; essa tolerância também é uma regra moralista. O julgamento e a punibilidade das regras de moralidade podem ser subjetivamente aplicadas, atenuadas ou exponencialmente aplicadas em público ou reservadamente, discretamente. Muitas regras de moral cabem interpretações apenas para os iniciados e pessoas no grupo social de alto status, cuja autoridade provém da sua posição social tradicional e reconhecimento social para manter as regras e acatar mudanças e aplicação dos recursos de exceção quando convier. A Ética é uma ciência social humana que complementam as leis civis e criminais para harmonizar e formalizar as formas de disposição da moral que adquirirem um status secular, deixaram de ser obrigações de juízo de valor de convicção e de consciência e foram incluídas nas normas explicitamente e formalmente determinadas. Da mesma forma que as normas legais as normas de Ética são estabelecidas para orientar, registrar, se abster de fazer, obrigar e fiscalizar o comportamento. Tanto a moralidade como a ética possuem pressupostos que impactam na nossa vontade de agir impedindo muitas vezes de conseguir realizar ou de descobrir os nossos interesses. Conclusões. O resultado de nossa exegese sobre o risco da irracionalidade humana: quando buscamos atender a interesses pessoais sem os devidos cuidados e as cautelas de racionalidade podemos jogar contra seus supostos interesses, sabotando e frustrando o objetivo suposto e pretendido. É como a anedota daquela enamorada que pretendendo demonstrar sua afeição eterna e veneração pelo seu amado então ela deixa registrado na lataria do carro de seu amado uma declaração de amor eterno gravada com uma chave de fenda que dedica com as suas próprias mãos riscando na superfície as doces palavras de amor. Nesse e em muitos casos não é a intenção que vai qualificar a ação. De ótimas intenções o inferno está cheio. O ato para ser perfeito precisa de forma e conteúdo perfeito e adequadamente escolhida, executada com perícia e no momento correto. Nem os fins justificam os meios, nem os meios justificam o fins.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Ayrton Senna, ou deboche!

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Avisa aí que as vitórias na Fórmula Um não tem importância nenhuma. Eu vi Senna correndo e respeito todas as opiniões. Porém, para que servem os títulos se é a imprensa quem escolhe quem merece ser o melhor? É melhor jogar fora as taças, os resultados de corridas e mudar o critério da pontuação. Ao invés de resultados considerar as ultrapassagens, controle do carro na chuva, empatia com o público, beleza nas ultrapassagem, esqueça os resultados e as vitórias. Pra quê? Mais um ciborg, cultivado na Matrix desde bebê para ser um frio corredor, desse tipo do Senna. Sem alma sem escrúpulos. E com a mídia empurrando até a morte.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Agnosticismo e fé

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Agnosticismo teísta e fé. Agnósticos acreditam que é impossível a experiência da fé dentro da racionalidade objetiva, metafísicamente ou holisticamente, seja pela via fenomenológica, seja pela dialética, seja pela ontologia, seja pela via epistemológica científica, seja pela filosofia ou seja pela esotérica. Fé. Examinando a questão da fé. Sem a fé não há possibilidade da existência racional, nem emocional, biológica, social e material. A fé é. A fé basta-se a si mesma. A fé é autoportante, autônoma, é hegemonia e totalitária. Demonstração da fé. Corolário 001. Estou com o meu iPhone digitando este ensaio, neste momento. Não tenho a menor condição de explicar esta experiência em seu sentido mais profundo. São tantas as camadas tecnológicas de apps, de circuitos eletrônicos, são protocolos de internet, protocolos de dados, protocolos de formatação de informações, que vão da camada física do impulso elétrico modulado e transportado com valores e validação contra os erros e interferências da camada de transmissão, até a outra camada de sessão na minha comunicação única protegida até o meu aparelho que me dá a sensação de ser exclusivo aqui na comunidade de bilhões de internautas, e nada se perde. Nunca saberemos tudo sobre este evento singelo de escrever e transporte de informações. Apenas acredito que este pedaço de plástico cheio de arames chamados circuitos eletrônicos, juntamente com os programas e sistemas informáticos chamados apps estão trabalhando. Isto é fé! Fé de que ao me aproximar do automóvel com a chave eletrônica presencial as portas se destrancam para me receber e dar acesso ao sistema de ignição do automóvel. Ao ligar o motor o ar condicionado encontra a temperatura automaticamente, o banco elétrico ajusta-se e o sistema Bluetooth conectado automaticamente com meu iPhone. Alguém precisa entender exatamente como estas coisas acontecem para as utilizar? Não. Apenas acredita que a magia está alinhado com um monte de metal, plástico, arame e informações abstratas e invisíveis. Eletrônicos, eletricidade, campo magnético, campo gravitacional, fóton, estados quânticos. Quantos saltos precisa dar a nossa ciência para conseguir construir coisas mágicas antes de compreender exatamente o que elas são de fato? Os números servem de base para a matemática e para a física. Que servem de base para a engenharia. Usarmos os números para contar e para medir. Mas não conseguimos contar exatamente o número de células no corpo humano? Não conseguimos medidas do número pi? Não temos a medição da hipotenusa do ângulo reto, a raiz quadrada de dois com toda a precisão? Não sabemos o que é a força da gravidade, a sua natureza e origem? Não sabemos o que é a eletricidade bem como o magnetismo mágico? Vivemos nos enganando sobre o mundo científico. Nem sabemos como o cérebro processa a informação e o que nos faz inteligentes? Mas, quando entramos no campo da religião então temos que dar conta de abandonar a fé e fazer a metafísica da crença e a dialética de Deus. Como, Se a ciência não precisa cumprir e cuidar de sua retaguarda epistêmica? Somos críticos em demasia com a religião. Se a ciência estivesse sob esta pesada vigilância crítica como submetemos a religião estaríamos ainda andando a cavalo e viajantes de caravelas e trirremes. Nem a medicina mereceria o nome de ciência. Mas, para a salvação do progresso do processo científico temos o apoio incondicional e insubstituível da fé. Sem a fé nas ciências jamais haveria ciências. As ciências começaram com a tentativa de compreender o mundo mágico a partir da visão mágica porquê era a única possibilidade epistemológica. Da alquimia para a química. Da ontologia da metafísica para a física. Da habilidade da analogia para a aritmética dos pastores de ovelhas, que precisa conferir o rebanho toda noite ao se recolher ao abrigo noturno. Assim caminhamos devagar, passo a passo até conseguir concretizar a construção do nosso vasto e complexo sistema de justificativas a partir da qual estabelecermos a cultura do saber o saber. O porquê e o como, nem sempre pudemos demonstrar e justificar, apenas confiança nos resultados práticos era suficiente para nossa compreensão. Os mitos e as práticas garantia das tradições e costumes que eram passados de geração em geração sem explicação melhor do que a dada pela justificativa da mera tradição e dos costumes obrigatórios. Porque funcionava bem. Para que permitir questionar ou mudar? A certeza e a fé da tradição são as mesmas que hoje temos num retângulo de plástico mágico cheio de arames que fala, ouve, conversa, grava imagens, troca informações podendo ter a forma física em um tablet, iPhone notebook ou laptop. É feito de fé e magia para um homem comum que jamais vai entender ou dominar totalmente esse tóten eletrônico e informático. Vivemos o mundo da fé. A fé nas ideologias, a fé na abstração da felicidade, a fé no sentido da vida. Quem duvida de tudo tem fé também no incognoscível, é a fé no agnosticismo ateísta, é o absolutismo materialista, enfim, é mais um efeito e um poderoso feito da forma mais sedutora da fé.