segunda-feira, 19 de setembro de 2011

LEI DA EVOLUÇÃO DAS LEIS DO UNIVERSO

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político
LEI DA EVOLUÇÃO DAS LEIS DO UNIVERSO Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político ABSTRACT: This work is the result of the experiences in lessons of MC in UNEB DF and deals with the epistemology quarrel on the meanings to: research, of science and the theory in science. RESUMO: Este trabalho é o resultado das experiências em aulas de MC na UNEB DF e trata da discussão epistemológica sobre os significados da: pesquisa, da ciência e da teoria na ciência. PREFÁCIO Não há nada pior do que a unanimidade. A CIÊNCIA é avessa à democracia. "Toda unanimidade é burra" dizia Nelson Rodrigues, que significa dizer que o conhecimento sempre será elitista, e solitário. Lembra-me agora na Universidade de Cambridge Inglaterra, Sir Isaac Newton aos 23 anos de idade apresentando a sua "Principia" a sua teoria da força gravitacional para um auditório de doutores em Filosofia, Matemática e Física. Um a um todos foram se retirando para não serem constrangidos a serem cúmplices de tanta estultice de um jovem arrogante. Não me constrange ficar na minoria, dos contrários. A tecnologia moderna tem perto de 150 anos, pois nada de novo surgiu nas ciências básicas exceto a nanotecnologia, os nossos conhecimentos tecnológicos são meras aplicações de princípios descobertos dentro deste século e meio. O computador ainda não debate com o ser humano, consumimos meio ano de viagem espacial para levarmos até Marte um pedaço de metal repleto de bugigangas ininteligíveis para testarmos se algum composto orgânico ali seja reconhecido como algo antropomórfico. As novas idéias têm de brigar e gritarem para serem ouvidas. A banca não deixa passar nada para além das margens da lauda, as tabelas têm de estar bem centralizadas nas páginas senão, lá se vai uma idéia brilhante para o ostracismo. O CNPQ faz meticulosas e cuidadosas exigências para selecionar projetos e pesquisadores, mas nenhum requisito se refere à competência, apenas formalidades como diplomas, idade, temas correlacionados com o conhecimento e as preferências temáticas da banca, tem de ser vagabundo (não pode trabalhar em outra atividade se não a pesquisa), infra-exigências veladas sobre o gênero, cor da pele e origem geográfica dos candidatos, e, pasmem, tem que ter um padrinho! (cartas de apresentação dos grãos-mestres da Guilda científica). Assim fica difícil fazer ciência! Ouvindo e vendo uma entrevista recentemente no programa "Roda Viva" com o imortal Fernando Henrique Cardoso percebi como seria fácil para qualquer aluno de um curso de Ciência Política ou de Relações Internacionais atuais colocá-lo em saia justa: as referências bibliográficas de FHC todas tem mais de um século de atraso! O autor mais recente citado pelo mesmo durante toda a entrevista foi de um livro prefaciado por ele "A Sociedade em Rede" de, Castells. Como a nossa inteligência acadêmica envelheceu! 0 – Introdução Este trabalho é sobre o significado da teoria para a ciência contemporânea. O objetivo deste trabalho é examinar se as leis de gravitação universal existiram desde o início do universo, ou, usando a lógica dedutiva, examinar se as leis do universo hoje são as mesmas do universo num tempo anterior, durante a sua criação, já que o universo está em mutação permanentemente, os elementos químicos eram elementares e simples no início do universo, quando havia muito mais energia do que matéria e a densidade do universo eram muito mais concentradas HAWKINS (2001: p.22-3. O primeiro cientista a investigar as origens do universo, o sacerdote católico Georges Lemaître, calculou que há cerca de 15 bilhões de anos o universo todo se concentrava num átomo primordial, cuja densidade deveria ser de pelo menos 2 toneladas por centímetro cúbico e a temperatura seria de 10 bilhões de graus. Medidas modernas sobre este estado primordial indicam uma densidade de um trilhão de trilhões de trilhões de trilhões de trilhões de trilhões de toneladas por centímetro cúbico.), então essa questão pode ser reformulada para: se o universo está em contínuo, constante e permanente estado de mudança, ou de evolução, então novas leis são criadas e velhas leis tendem a tornarem-se superadas, degeneradas, derivadas ou abandonadas pelo desuso. A hipótese desse trabalho é: LEI DA EVOLUÇÃO DAS LEIS: NO COMEÇO DAS ESPÉCIES E DO UNIVERSO VIGIAM OUTRAS LEIS DA FÍSICA, DA QUÍMICA E DA GENÉTICA, HOJE EXISTEM NOVAS LEIS DIFERENTES DAQUELAS PORQUE AS CONDIÇÕES DO UNIVERSO MUDARAM COMO MUDARAM AS ESPÉCIES. AS LEIS EVOLUEM ASSIM COMO O UNIVERSO E AS ESPÉCIES. SE AS LEIS EVOLUEM TAMBÉM O FAZEM AS TEORIAS PARA ACOMPANHAREM A EVOLUÇÃO DO UNIVERSO. A justificativa para esta hipótese baseia-se nas seguintes subhipóteses sobre a lei da evolução das leis: a) Todo sistema complexo tende a organizar-se segundo uma lógica inteligente e flexível; b) Lógica inteligente é a capacidade de contornar os obstáculos criando uma nova alternativa; c) A natureza desconhece as leis reconhecidas pelos cientistas porque o universo não é estático, está sempre em transformação; d) As leis do universo estão em constante transformação para adaptarem-se às novas circunstâncias, procurando alternativas para as novas mudanças evolutivas no ambiente do universo; e) Não existem leis permanentes na natureza; f) Não existem leis no universo no sentido normativo, as leis são abstrações fenomenológicas num contexto de justificação antropocêntrico exigidas pela ditadura da teoria para conduzir ao salto epistemológico; g) Leis e teorias são apenas maneiras de descrever um estado transitório do universo; h) O universo possui inteligência, portanto as suas leis evoluem de acordo com as mudanças das circunstâncias no universo; i) Leis são aproximações cognitivas de um aspecto ou de uma instância de um determinado estado transitório do universo em seu processo de mudanças permanentes; j) Todo o universo tem inteligência por isso ele pode mudar as suas leis a qualquer tempo. A lei de mudança das leis no universo é regida pelo princípio de buscar um caminho alternativo para contornar os obstáculos no processo de conservação da energia total do universo através do processo/meio mais econômico de conservação. HAWKINS (2001: p.83. Richard Feynman propôs que as partículas se deslocassem de um local para outro ao longo de todas as trajetórias possíveis. A soma de todas as trajetórias se anula exceto uma que é aquela determinada pelas leis de Newton. GALILEO (1909)). O universo é um sistema complexo e inteligente. A perspectiva de uma inteligência por trás do universo, construindo-o e organizando-o não passa de uma visão antropocêntrica de que a inteligência é um atributo humanóide imaterial, o que contradita esta hipótese. Galileu estava convencido da racionalidade da realidade; sua posição é lúcida: criado por um ser infinito, o mundo foi feito na escala de sua razão, não na da razão humana, que o compreende apenas nos limites de suas capacidades, ou seja, por aquilo que ela tem em comum com a razão divina. GALILEO (1909). 1 – Revisão da Bibliografia 1.1 - O Debate Moderno Sobre o Pensamento Científico A partir do Iluminismo o debate científico retomou o pensamento filosófico que submergiu durante a Idade Média. Tomando como modelo as escolas gregas do século IV a.C. para, a partir do séc. XVIII, iniciar ou retomar a crítica como escalada em direção à busca da verdade científica surge o pensamento positivista que teve em Augusto Comte o finalizador da escola iniciada no período anterior, o Iluminismo. A partir da régua, da balança e da contagem, com a ajuda dos instrumentos científicos e utilizando a experiência como teste de verificação, surgia a verificabilidade chamada de empirismo, definindo e fechando o círculo da ciência experimental, ou ciência instrumental. Tudo que fosse definido deveria ser testado e verificado experimentalmente, para isso os métodos de conduzir as experiências seriam os métodos: indutivo, essencialmente a estatística, o método dedutivo, ou o método teórico estruturalista, e a sua variante moderna o método hipotético-dedutivo poperiano baseado na refutabilidade, ou o kantianismo. É nessa fase que a teoria adquire o status de dogma, tudo tem que ser reportado à teoria, recorre-se a ela para explicar, definir e entender os fenômenos, construir as previsões e confirmar os resultados das experiências e observações. Entrou na epistemologia a ditadura da teoria. BACON (2001: apud CHRÉTIEN. p.108) dissera que seria um enorme erro a busca da regularidade na natureza, a base sobre as quais as leis são enunciadas não pode ser confirmada pela natureza, a natureza não é tão igual assim, pois existe na natureza uma infinidade de coisas extremamente diferentes de todas as outras coisas e únicas em sua espécie. 1.2 - O Debate Moderno Sobre o Pensamento Crítico Para BACHELARD (1974) a ciência moderna rompeu com o senso comum e apostou na clareza, na ordem e no método dentro do espírito científico da epistemologia, baseada na especialização, no stricto sensu e na circunscrição do processo de criação do conhecimento à cidade científica onde se desenvolve o espírito científico. A prática científica madura circunscreve o seu objeto de pesquisa e evita as generalizações vagas, separa o fato verdadeiro do conhecimento verídico, fatos verdadeiros e leis verídicas são aproximações do racionalismo materialista os quais abrem perspectivas de descobertas, pois acumulando fatos verdadeiros e verdades dispensadas ganha-se força de previsão, assim vão se preenchendo as lacunas, isso é o racionalismo de identidade e a racionalidade do múltiplo. Para MERTON (1968) o ceticismo organizado prediz que a ciência deve duvidar das verdades proclamadas, do mito, da tradição, do conhecimento maduro, das autoridades científicas, mas esta dúvida precisa ser estruturada pela teoria, pelo método, pelas evidências, pelas provas, pela experimentação, não pela vontade de duvidar, a contestação vazia e a refutação pura não é ciência, o ceticismo organizado exige neutralidade científica e argumentos científicos, para não se igualar na definição dogmática que satisfaz a si mesma de modo autônomo. O comportamento crítico significa que deve submeter-se constantemente à prova de modo incondicional, não existe monopólio da verdade nem verdades indiscutíveis. Para KUHN (1974: In DEUS) a ciência é uma atividade paradigmática cujas rotinas são estabelecidas através de dogmas (dedutivismo). Os paradigmas fornecem a problematização, a prescrição das alternativas, e a opção científica universalmente aceita. O progresso da ciência dá-se em etapas, chamados paradigmas, onde a ciência madura, ou ciência normal, passa por um processo de mudança para incorporar a ciência nova, ou seja: muda de um paradigma velho para o novo. Na ciência normal, que é fruto de um determinado período histórico, foi acumulado o conhecimento científico antecedente, de modo consensual, dentro da cidade científica esta ciência paradigmática forma os manuais científicos que recebem o aval para tornar-se a verdade objetiva. Método dedutivo - Nessa visão de ciência o conhecimento é formulado e estabelecido numa integralidade histórica e contingente com o beneplácito das autoridades científicas, devidamente credenciado, assim todo conhecimento científico dessa fase histórica é todo contextualizado para confirmar os paradigmas e referenciá-los através das notas de rodapé, das notas bibliográficas, da bibliografia, até que ocorra uma crise paradigmática, ou seja, a falência da ciência histórica é anunciada frente a um novo paradigma que tenta se impor ao paradigma histórico. Este momento de mudança é a fase de questionamento dos paradigmas, onde a ciência madura é posta à prova juntamente com os seus esquemas conceituais, este ceticismo organizado gera uma descontinuidade posto que a ciência perde um paradigma velho sem que o novo seja incorporado pela cidade científica, ou seja, ainda não se tornou ainda o consenso na ciência dos manuais, assim, esta ciência teleológica e pré-paradigmática vive a crise da mudança de paradigma à espera do processo de saneamento da crise de superação do contexto da descoberta em que a ciência paradigmática em crise migra para o novo paradigma num processo chamado progresso em direção ao novo paradigma na ciência madura. MORAES (1988: p.30-43) julga o processo de criação de conhecimento uma atividade solitária em que o debate é substituído pelo discurso solitário monológico (método hipotético-dedutivo), entre as teorias e o próprio cientista, que autorizado pela autonomização da razão (dedutivismo) e instrumentado pelo experimentalismo (indutivismo), utiliza-se de uma linguagem lógico-formal para elaborar as leis e chegar ao conhecimento da verdade, autorizado pela racionalidade instrumental, que são fornecidos pelos laboratórios, métodos e procedimentos científicos modernos. MATALLO (1988: In CARVALHO (Org.)) dá a sua contribuição ao debate começando com o pensamento de Platão, lembrando que a intuição é uma tentativa da busca da essência das coisas, que através do primeiro método, o dialético, rompe-se com o senso comum para através das aproximações sucessivas construir o saber, que evoluiu da discussão das idéias para o processo moderno de classificação, identificação, separação e análise do fenômeno, separando o que é real do que não passa de opinião, separando o conjunto de crenças, valores e opiniões que formam o senso comum, a doxa, onde as crenças são falseáveis, podem ser testadas, mas os valores não. O senso comum é a base ou inspiração para a descoberta científica porque desperta a curiosidade para o fenômeno que passa a ser objeto de investigação em busca da confirmação através da teoria, ou de novas teorias, que modificam por sua vez o senso comum aperfeiçoando-o. O senso comum é o resultado da observação desarmada do instrumental científico dado pela teoria que busca a regularidade nos fenômenos. Esse indutivismo resultante dessa percepção exige um esforço de passagem complicado do particular para o geral, da observação para a verificação da regularidade que implica em um número grande de observações para se confirmar a regularidade esperada, assim de posse dos dados sobre a regularidade para a enunciação da lei que expressa a regularidade dá-se o salto epistemológico. As categorias analíticas deste processo de construção do conhecimento seriam: leis, fatos, observações, conceitos, teorias, ciência, contexto de descoberta e contexto de justificação. As leis expressam uma regularidade fenomenológica observável, inviolável em qualquer circunstância; os fatos só existem sob um conjunto determinado de proposições cognitivas; as observações são construídas sobre os fatos a partir de conceitos e das teorias do observador; os conceitos são proposições de significados precisos; as teorias são específicas e formam uma estrutura fechada de conceitos significativos, as teorias constroem a observação empírica da qual derivam as leis (sobre as observações empíricas), as conjecturas criam as teorias, conjecturas tomadas das leis que expressam as regularidades observadas nos fenômenos dentro de um contexto de observação; o contexto de descoberta é o conjunto de conjecturas teóricas a serem experimentadas; o contexto de justificação faz parte do método experimental para explicar o contexto de descoberta. LAKATOS (1983: cap.2. (seções 2.1; 2.2.4; 2.4.1; 2.4.2; 2.4.4; 2.4.5; 2.5.1; 2.5.2.)) & CHALMERS (1993: cap.I, II, III, IV e V.) fecham o debate sobre o processo de criação do conhecimento científico com a sistematização do moderno processo, chamado método científico moderno, reunindo os principais caminhos desde o método cartesiano até o método hipotético-dedutivo. Para estes autores fazer ciência compreende certa concepção de formas de raciocínios específicos dados aos diferentes enfoques e abordagens temáticas, baseadas em decisões concretas de procedimentos, ou formas de proceder, sistemáticas, racionais de forma eficaz, objetiva, eficiente, descritiva. O método científico compreende regras de escolha onde a técnica é a própria escolha. Método hipotético-dedutivo - No método hipotético-dedutivo faz-se a enunciação do propósito da experiência através da hipótese, para no momento seguinte efetuar a depuração através da delimitação do objeto, das condições, dos instrumentos de teste e do processo de refutação, com a apresentação das sub-hipóteses e das contra-argumentações, então se vai para o teste de refutação, quando se tenta desconstruir a hipótese e refuta-la, caso isto aconteça reconstrói-se a hipótese e recomeça-se o processo do início, caso contrário conclui-se pela afirmação provisória sobre a hipótese proposta. Esta provisoriedade permanece até que o conhecimento seja refutado. Método indutivo - No método indutivo o caso observado dentro da expectativa da lei de regularidades vai para a generalização assim que o fato seja confirmado pela significância do número de observações, justificadas no contexto de observação, dentro das condições de observação, instrumentação, análise e síntese, possíveis à luz da teoria e da percepção cognitiva. 1.3 - Lei de Desenvolvimento das Leis A observação dos anéis de Saturno e de Netuno nos faz pensar o que teria determinado o desenvolvimento daquelas soluções geométricas singulares, parecidas com o sistema de asteróides situado entre as órbitas de Marte e da Terra; a forma geométrica anelar da disposição dos planetas em torno do Sol. O que existe em comum nessas geometrias é que elas formam um plano circular, com exceção de Plutão que tem uma leve inclinação. Esta conformação seria a forma mais estável, que requer um menor gasto de energia para equilibrar as forças de atração gravitacional entre eles. Quando os fragmentos de poeira estelar aproximam-se muito começam a formar aglomerados em forma de asteróides e quando atingem um determinado tamanho crítico convergem para a forma mais comum de objetos astronômicos que é a forma esferoidal, a mais equilibrada de todas, aquela forma que possui um gasto mínimo de energia para manter as partes juntas. Essa configuração geométrica exprime uma inteligência imaterial capaz de resolver esse problema geométrico através do algoritmo de minimização da energia que mantém as partes com a maior estabilidade permitida pela configuração e pelo ambiente. A probabilidade de distribuição das possíveis alternativas vai de zero a cem, isto é: existe uma chance mínima de nunca se formar a esfera, ou, uma chance mínima da esfera sempre ser formada, ou uma chance mínima de nunca se formar o anel discóide, ou, uma chance mínima do anel discóide sempre ser formado, segundo o princípio da densidade de distribuição das probabilidades. Segundo Karl Popper, se as previsões concordam com as observações a teoria mantém a sua validade até que seja refutada, embora nunca possamos provar que a teoria esteja correta, nenhuma teoria pode ser provada apenas porque sobreviveu aos mais exaustivos testes refutacionais de acordo com o meto hipotético-dedutivo. As leis clássicas da Física funcionam para os sistemas grandes, onde é possível um grande número de observações sobre o fenômeno, dentro de condições controladas e determinadas, porque as leis são expressões de um certo padrão de repetições num contexto de descoberta, então, de todas as opções possíveis para um conjunto de leis do universo a lei média pode ser prevista e representada pelas leis conhecidas, mas quando o universo era minúsculo, como era na fase de sua formação ganha força o princípio da incerteza, ou seja: que tipos de leis poderiam vigorar naquela fase do universo onde a quantidade de eventos era escassa? HAWKINS conclui dizendo que as leis da ciência não se aplicam ao início do universo, e poderiam, portanto, falhar também em outras épocas, ficando perplexo e sem alternativas diante de tal antinomia. Para sair desta antinomia é que se propõe a lei de que as leis evoluem, e que as leis que vigiam no início do universo não são as mesmas de agora porque as condições do universo mudaram. Nos acostumamos à idéia de que o pensamento científico evolui, então leis sobre a natureza não são mudadas apenas porque o nosso conhecimento da natureza ficou mais refinado, agora é o momento de meditarmos sobre esse dogma de que as leis não evoluem, apenas o nosso modo e ver o universo: isto já não é mais suficiente para explicar tudo. Seguindo a hipótese de que o universo surgiu de uma explosão de um ponto singular onde tudo estaria concentrado, tal densidade de tão grande seria infinita. Num tal ponto, a teoria da relatividade geral de Einstein teria falhado, ela não pode responder a maneira pela qual o universo iniciou, ela falha porque não incorpora o princípio da incerteza HAWKINS (2001: O princípio da incerteza, também chamada de teoria quântica, teve o desenvolvimento dado pelos cientistas: Werner Heisemberg, em Copenhague, Dinamarca, Paul Dirac em Cambridge, e Erwin Schröedinger, em Zurique, esta teoria diz que partículas minúsculas não possuem posição e velocidades definidas, ou seja, quanto mais exatamente se determina a posição, menos exatamente se determina a velocidade e vice-versa. Eisntein horrorizado com tal teoria nunca aceitou tal teoria dizendo que “Deus não joga dados”.), assim como a teoria da relatividade geral HAWKINS (2001: A teoria da relatividade geral cria a dimensão do espaço-tempo curvo, porque os objetos astronômicos são em geral esféricos, e por causa da energia dos objetos que é sempre positiva dá ao espaço-tempo uma curvatura que arqueia as forças e a luz nas suas proximidades.) não era compatível com a lei da gravidade de Newton que a precedeu: ainda mais, falha porque não prevê que as leis do universo poderiam ter mudado também. O que se pode concluir é que os pensamentos de Copérnico sobre o heliocentrismo, sobre a rotação e translação da terra, foram fundamentais para a enunciação das três leis de Kepler, que por sua vez evoluíram para as leis de Newton, que evoluíram para a teoria da relatividade geral, a qual evoluiu para a teoria quântica. Embora em algum instante os citados cientistas tenham, aqui e ali, negado tal associação entre os trabalhos uns dos outros. Mas isso é assunto para um outro trabalho. Para Newton o tempo era eterno, linear e imutável, como parece para muitas pessoas hoje, essas concepções de tempo são adequadas à vida na terra, mas parecem inteiramente inadequadas para os fenômenos nas proximidades das grandes massas, em relação às galáxias e grandes formações astronômicas, e estas definições entram em colapso quando se trata de um buraco negro, onde simplesmente o tempo acaba, desaparecendo, esse é o verdadeiro fim da história. Caso o universo tivesse seguido uma escala linear, seguindo as leis conhecidas hoje para ele, o universo já teria chegado a um equilíbrio térmico, não haveria mais noites porque a distribuição de luz e energia teriam tomado todo o universo. As tentativas de unificar as teorias que tratam das partículas atômicas com as teorias que tratam do universo foram infrutíferas até o momento. Seria a fusão da teoria da relatividade geral com a teoria quântica, a primeira tratando da supergravidade, e a segunda tratando das partículas microscópicas e ondas de energia elétrica ou magnética. Uma teoria denominada teoria das cordas supersimétricas parecia ser a única forma de combinar gravidade com teoria quântica, as cordas, na teoria das cordas, deslocam-se em relação ao espaço-tempo, e as suas ondulações são interpretadas como partículas. Surgiu a teoria-M que trataria da dualidade gravidade-quanta, assim, com cinco teorias das supercordas seria possível descrever a supergravidade juntando as duas dimensões. Esta teoria-M é útil para calcular como umas poucas partículas de alta energia colidem e se dispersam, mas não são muito úteis para descrever como a energia de um enorme número de partículas curva o universo ou forma um estado ligado, como um buraco negro, para essas situações serve a teoria da supergravidade que é a teoria relativista geral de Eisntein, assim ficamos sem a unificação dos dois extremos. HAWKINS (2001: p.57) As leis descritas para o universo, sejam para as partículas microscópicas de alta energia, assim como para descrever os conglomerados galácticos, indicam que existem inteligências imateriais que foram as responsáveis pelos estados: atual, passado e futuro do universo. As leis servem apenas para descrever o fenômeno como são percebidos nos seus padrões pelo intelecto humano, não significam que elas existam, ou que estejam guiando o universo, leis são abstrações humanas, antropocêntricas, e não têm nada a ver com o universo! A passagem do particular para o geral não passa de uma indução autorizada pela ontologia que acredita que o todo é igual à soma das partes constituintes tomadas separadamente e homogêneo. Se isto fosse verdade um relógio desmontado seria igual ao relógio montado, e sabemos que um relógio é mais do que o somatório das suas peças, pois um relógio montado requer uma determinada ordem e hierarquia na organização das suas peças que exige conhecimento técnico para serem organizadas em sua montagem e que depois de montado exige uma regulagem precisa para funcionar como um relógio. A hipótese desse trabalho é que somente a inteligência pode criar o universo, a inteligência seria a capacidade de reduzir o esforço de consumo de energia para contornar os obstáculos do meio-ambiente. O caminhar de um rio pelo seu leito é apenas uma entre milhões de alternativas possíveis para o curso d’água, mas o curso do rio é sempre aquele caminho onde o custo energético é o menor possível da perspectiva da energia potencial, isso é o que se chama inteligência. As leis da hidráulica que se aplicam ao fluxo de corrente de água do rio são apenas registros das regularidades percebidas pelo ser humano a partir das observações dos cursos d’águas, e não regras descobertas pelo ser humano do seguir do fluxo d’água, porque as regras são aproximações imperfeitas da realidade. A realidade é imperscrutável e inapreensível pela cognição humana. Assim como o curso de um rio demonstra a inteligência das águas, a forma de uma gota d’água demonstra como a tensão superficial é a forma mais estável para uma minúscula superfície da gota, esta forma foi possível obter devido à inteligência das moléculas de água em construírem este engenhoso arranjo dentre as milhões de possibilidades de arranjos das moléculas de água. Foi observado por biólogos que um conjunto de organismos unicelulares quando agrupados tendem a uma formação em volta de uma fonte de proteína de modo a formarem um tecido e fagocitarem a proteína como se fosse um organismo único, se este fenômeno surpreendeu os biólogos, podemos agora provar que a inteligência prescinde de um sistema neural. Um conjunto de organismos unicelulares autônomos, isolados e independentes, quando colocados confinados, tende a agir como se fosse um único organismo, essa tendência é o objeto que vamos explorar como o maior indício de que existe inteligência manifesta em toda forma de conglomerado. Uma planta, quando colocada próxima a uma fonte de luz, cria um movimento chamado fototropismo em direção à fonte de luz que dela necessita para efetuar a fotossíntese com o menor gasto de energia, este movimento em direção à fonte de luz é devido à inteligência das células da planta. Quando uma pequena queimadura ou um pequeno corte atinge uma pequena porção da pele imediatamente uma nova camada de pele reduz a superfície exposta para diminuir a perda de material orgânico, este processo não passa pelo controle do cérebro, é totalmente comandado pelas células, o mais surpreendente é que todos os processos intracelulares tais como: a produção de energia, a troca de gases oxigênio e carbônico são comandados pela inteligência celular sem a interferência de qualquer sistema neural. Não existem leis no universo, as leis são ajustes intuitivos construídos pelo cientista para simplificar a percepção dos fenômenos que o ser humano experimenta, que coincidem com os padrões de nossas expectativas antropocêntricas em relação aos fenômenos vistos no universo. O processo de construção das leis é a conseqüência da simplificação das observações que permitem prever os eventos e predizer os seus resultados e conseqüências. É através desse mecanismo metódico que conseguimos compreender e descrever a natureza, por meio de leis, a esse processo dá-se o nome de pesquisa, e o modo de explica-lo chamamos de contexto de justificação. Quando estudamos um fenômeno procuramos alguma regularidade, esta regularidade deve ser estudada no meio-ambiente em que ela pode reproduzir-se a partir da eliminação de tudo aquilo que não desejamos que interfira no fenômeno estudado, então, enunciamos as leis, as circunstâncias, delimitamos o fenômeno e criamos as teorias que são o conjunto de conceitos acerca do fenômeno. Nem sempre o que se observa é o que parece, e esta obviedade pegou muitos sábios reduzindo as suas teorias aos escombros das tolices mitológicas. Por causa da percepção desarmada durante muitos séculos o movimento da terra foi negado, ao invés da rotação terrestre preferiu-se acreditar no movimento aparente e evidentemente óbvio do sol, da lua e dos planetas: tudo o mais parecia firme e estático no céu. Uma observação do céu próxima à camada polar indicava que as estrelas giravam em círculos perfeitos seguindo uma regularidade previsível. Para explicar estes fatos observados foram desenvolvidas muitas teorias sobre o sistema celeste, que iam desde cúpulas fixas no céu, às esferas celestes com estrelas incrustadas girando, mas, no meio dessa regularidade um fenômeno parecia destoar do resto: era uma anomalia no movimento do planeta Marte, que em determinada época do ano Marte revertia o seu movimento e começava a caminhar regressivamente, por um momento, para depois prosseguir no movimento anterior à reversão. Ptolomeu explicou essa anomalia construindo um sistema em que Marte descrevia círculos evolutivos pequenos em sua marcha em torno da terra, formando epiciclos, o que explicaria a sua marcha para trás, mas esse modelo ainda não combinava com as observações, pois deixara muitas lacunas. Outros astrônomos gregos desenvolveram sistemas extremamente complexos envolvendo círculos onde os planetas giravam dentro de outros círculos com os quais conseguiram extrema precisão, porém as pessoas que lidavam com esses cálculos reclamavam freqüentemente da enorme complexidade destes custosos cálculos. Aristarco de Samos previu há três séculos a.C. o heliocentrismo, isto é, previu os movimentos de rotação e de translação da terra, coisa considerada absurda para a época, imaginem, um corpo enorme como a terra solta no espaço e girando, se fosse isso verdade ficaríamos tontos de tanto dar voltas, e seríamos expelidos para o espaço! Era o que pensavam os sábios e sacerdotes da época. Somente no século XVI, com o astrônomo polonês Nicolau Copérnico, cansado da complexidade do sistema ptolomaico, repôs o sol como centro do sistema de planetas e então a simplicidade e a precisão foram estabelecidos, mas não definitivamente. Sabemos que Copérnico disse que a sua hipótese parecia absurda até para ele mesmo, ele admitiu esse sistema, mas ainda conservou as estrelas fixas numa esfera no firmamento, incluindo o sol. Após a descoberta de Copérnico Tycho Brahe começou a fazer medições precisas para verificar o sistema de Copérnico, verificou que as órbitas não confirmavam a precisão dos círculos de Copérnico, então sugeriu que uma pequena mudança fosse introduzida: que o sol girasse em torno da terra, e que os demais planetas seguissem girando em torno do sol. Nessa fase de descobertas, Galileu teve que negar que a terra se movia diante do Tribunal da Inquisição, Kepler percebendo a fraqueza do modelo proposto por Brahe começou a fazer cálculos que reproduzissem matematicamente as observações de Brahe, porque sabia que o seu mestre fazia medições tão precisas que seriam capazes de abarcar a cabeça de um alfinete a cinco metros de distância, portanto se se descobrisse uma lei matemática para os planetas os dados de Brahe coincidiriam com a fórmula matemática, foi o que fez. Após milhares de tentativas com equações, conseguiu estabelecer relações matemáticas entre os seis planetas conhecidos (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno) e os cinco sólidos geométricos regulares. Kepler ficou extasiado com a sua descoberta: A lei de Kepler das órbitas planetárias se baseava nos cinco sólidos geométricos regulares: de acordo com essa lei uma esfera de raio igual ao da órbita de Saturno circunscreve um cubo. Uma esfera inscrita nesse cubo tem raio igual ao raio da órbita de Júpiter, com um tetraedro inscrito. Uma esfera inscrita no tetraedro dá o raio da órbita de Marte. Em uma esfera relativa ao raio da órbita de Marte tem um dodecaedro inscrito. Uma esfera inscrita no dodecaedro dá a órbita da terra. Continuando este processo de inscrições alternadas de esferas e sólidas regulares, usando o icosaedro e o octaedro, esses nos dão as órbitas de Vênus e Mercúrio. Como só existem cinco sólidos regulares, Kepler acreditava que poderia haver apenas cinco planetas. COMMITEE (1974: 51-8). Ocorre freqüentemente que as leis que revelam correlações entre regularidades, mesmo que bastante precisas e bem justificadas podem não ter quaisquer correlações profundas com a natureza, porque as melhores relações são apenas injunções humanas sobre uma proposição de observação arbitrária sobre a natureza. Hoje esta descoberta de Kepler está completamente esquecida, o que ficou de Kepler foram as três leis que fez sobre a mecânica celeste. A lei do formato das órbitas elípticas em que o sol é um dos centros; a equação R3/T2 = K onde R é o raio da órbita, T é o período da órbita e K uma constante = 3,354; e a lei que diz que os planetas varrem áreas iguais em tempos iguais, áreas obtidas ligando-se o planeta ao sol por uma linha imaginária. A grande descoberta dos sólidos regulares inscritos e circunscritos foram confirmadas pelas observações, então se debruçou Kepler sobre os dados de Brahe e após cerca de setenta tentativas chegou ao modelo de uma curva excêntrica, mas havia uma discordância de cerca de 8/60 de grau, o que equivale ao ponteiro do relógio deslocar-se em 0,02 segundos em relação às observações de Brahe, ele poderia desprezar esta discrepância, mas ficou intrigado porquê Brahe jamais cometeria tal equívoco em suas medições. Tabela de R3/T2 = k Planetas Raio R metros Período T segundos R3/T2 = K Mercúrio 5,79x1010 7,60x106 3,354x1018 Vênus 1,08x1011 1,94x107 3,352x1018 Terra 1,49x1011 3,16x107 3,354x1018 Marte 2,28x1011 5,94x107 3,354x1018 Júpiter 7,78x1011 3,74x108 3,355x1018 Saturno 1,43x1012 9,30x108 3,353x1018 Fonte: Commitee, loc. Cit p.56. Tanto a descrição ptolomaica quanto à kepleriana são precisas, cada uma permite predizer exatamente onde encontrar os planetas no firmamento, dependendo do referencial adotado. Se o referencial for a Terra será apenas mais complicado, se for o Sol, seria muito mais simples, mas dependendo do referencial, se for, por exemplo, de fora do sistema solar vai parecer que o Sol caminha arrastando os planetas que executam epiciclóides em vez de elipses. Para descrever os movimentos dos planetas precisamos primeiro escolher o referencial, e este referencial pode ser qualquer ponto arbitrário, para cada ponto referencial pode-se construir muitas leis e regras, seguidas de equações e teorias as mais diversas. As leis de Kepler são apenas aproximações precisas das trajetórias dos planetas, mas não são suficientemente precisas para servirem de parâmetros precisos para uma viagem interplanetária, sempre é preciso fazer correções durante o percurso, um pequeno erro significa passar a milhares de quilômetros do ponto pretendido. Quanto mais se observam os sistemas celestes mais surpreende que existam muitas irregularidades mais do que regularidades: a observação do movimento de rotação da terra, através de um satélite de observação de órbita polar, revelou que um caminho tirado de uma reta imaginária a partir do pólo Norte terrestre projeta um ponto que descreve um caminho totalmente anômalo, irregular e completamente imprevisível. A alternativa da metodologia científica para esta circunstância é procurar aperfeiçoar as leis existentes para conformar a realidade irregular a um padrão regular, este processo é o que chamamos de evolução das leis. O que se propõe no momento é uma outra alternativa: a idéia de que o universo não é estático, um produto acabado sujeito às leis desconhecidas, rígidas, que estão apenas à espera de serem descobertas e examinadas; o que se propõe é que as leis do universo jamais serão conhecidas porque elas mudam sempre, pelo simples fatos de que elas não existem, o universo tem inteligência, portanto ele pode sempre mudar e adaptar-se às novas circunstâncias, portanto, novas leis são criadas a todo instante. Tais fertilidade e abundância criativas jamais serão inteiramente dominadas pela ciência. Coesão da relação causal (fatos e atos) de causa - efeito Mede o quanto os fatos são independentes/dependentes, ou quanto as suas partes internas estão coesas. 1 – Coesão por coincidência (física) - péssima São fragmentos de fatos que estão juntos fisicamente; se coatam uns aos outros fragmentos de fatos por proximidade; as suas partes internas não guardam outras relações entre si senão a proximidade física. Seu acoplamento tem grande probabilidade de se dar através de dados ou compartilhamentos de ações. 2 – Coesão lógica - péssima As funções internas aos conjuntos de atos e fatos são do tipo decisão (se... então... caso contrário... então). Seu acoplamento com outros fragmentos de atos e fatos tem probabilidade de se dar através de dados ou controle de ações. 3 – Coesão temporal - medíocre Fragmentos de fatos que tratam de atos executados em momentos determinados e precisos do evento. Esses fatos se relacionam com os outros em eventos determinados no tempo, como “ao abrir”, “ao iniciar”, “ao sair”, “ao entrar”, “ao final”, “ao iniciar”, são ligados aos outros fatos e atos na condição temporal, momentânea. Seu acoplamento com outros fragmentos de fatos e atos tem grande probabilidade de se dar por controle dos fatos e atos. 4 – Coesão por procedimento - boa O fato possui procedimentos que são relacionados com algum controle interno aos fragmentos de fatos e atos. Seu acoplamento com outros fatos e atos tem fraca probabilidade de se dar através de controle de fragmentos de atos e fatos; dados não são transferidos entre os fragmentos de fatos e atos. 5 – Coesão por comunicação - ótima Onde os procedimentos internos aos fatos e atos utilizam os mesmos fluxos ou conjunto de dados internos aos fragmentos de fatos e atos nos mesmos eventos. Seu acoplamento com outros fatos e atos tem fraca probabilidade de se dar por dados apenas. 6 – Coesão funcional – excelente É aquele fato ou ato que possui internamente somente uma função-evento. Sua relação com os outros fatos e fragmentos de fatos e atos se dá sem ser coesivo por comunicação, procedimental, temporal ou lógica. Não tem grande probabilidade de se dar acoplamento. 2 - Conclusão Precisamos encontrar uma nova maneira de abordar esta realidade, então essa proposta da existência do processo da criação contínua das leis parece ser um bom começo, aceitar em primeiro lugar que o universo possui inteligência para então se entender as leis da inteligência e aplica-las ao universo, a partir dessa premissa estudar as condições e pré-condições de criação ou aparecimento de uma lei, considerando as circunstâncias e as condições de mudanças das circunstâncias no meio-ambiente. As leis formam-se de um conjunto de conceitos produzidos em um contexto ditado pela metodologia científica onde se pode reproduzir o padrão de comportamento a partir de métodos, instrumentos e paradigmas reconhecidos pela ciência. As leis são um resultado da visão dogmática e paradigmática da natureza. O acaso ou a inteligência A idéia-conceito de lei implica em uma aceitação de que determinado fenômeno dentre todas as alternativas possíveis tem uma excelente probabilidade de repetir-se invariavelmente e indefinidamente mantidas as mesmas condições sine qua non: à contrapor-se ao conceito exposto da lei como uma repetição mecânica natural de um fenômeno mecânico está outra espécie de explicação que seria dada pelo acaso. Pela teoria do acaso os fenômenos seriam escolhidos pela sorte, numa espécie de loteria cósmica. A exclusão destas duas alternativas nos levaria a uma inevitável conclusão que ao invés de raciocinarmos com o acaso e com a ditadura das leis poderíamos conjecturar que o universo possui inteligência, procurando a melhor solução, ou simplesmente um conjunto de soluções para contornar as decisões que são impostas pelos eventos. http://professorrobertorocha.blogspot.com.br/2016/12/sobre-causa-e-efeito-metodologia.html 3 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BACHELARD, Gaston. Conhecimento Comum e Conhecimento Científico. In : GONZALES, E. N. BASTOS, M. (Orgs.). Iniciação à Metodologia Científica. Brasília: EdUnB, 1974. CHALMERS, A. F. O Que é Ciência Afinal? Brasília: Brasiliense, 1993. cap.I, II, III, IV e V. CHRÉTIEN-GONI, Jean-Pierre. Dicionário dos Filósofos. São Paulo: Martins Fontes, 2001. COMMITEE. EDUCATIONAL SERVIVES INCORPORATED. (Tradução de: MORENO, Márcio Q.). FÍSICA. Physical Science Study Commitee. São Paulo: Edart, 1974. GALILEU. Opere di Galileo Galilei. Florença: Edizione Nazionale, 1890-1909. 20 vol. HAGSTROM, W. O Controle Social dos Cientistas. In : DEUS, J. Dias. A Crítica da Ciência. Rio de Janeiro: Zahar, 1974. HAWKINS, Stephen. O Universo Numa Casca de Noz. São Paulo: Mandarim, 2001. KUHN, Thomas S. A Função do Dogma na Investigação Científica. In : DEUS, J Dias. (org.). A Crítica da Ciência. Rio de janeiro: Zahar, 1974 LAKATOS, E. M. & MARCONI, M. A. Metodologia Científica. São Paulo: Atlas, 1983. cap.2. (seções 2.1; 2.2.4; 2.4.1; 2.4.2; 2.4.4; 2.4.5; 2.5.1; 2.5.2.). MARCONDES, Danilo. História da Filosofia. 5.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2000. MATALLO Jr, H. A Problemática do Conhecimento. In : CARVALHO, M. C. (Org.). Construindo o Saber. Campinas: Papirus, 1988. MERTON, Robert. Sociologia: Teoria e Estrutura. São Paulo: Mestre Jou, 1968. Caps.XVII-XVIII. MORAES, Régis de. Filosofia da Ciência e da tecnologia. Campinas: Papirus, 1988. p.30-43; (Breve Abordagem Histórica da Evolução da Ciência).
Postar um comentário