quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Teoria da conspiração

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Roberto Da Silva Rocha Os físicos e os estrategistas escondem o maior segredo militar de todos os tempos. A teoria da conspiração sobre uma elite financeira que tudo tem, tudo sabe tudo vê, está dando os sinais. Todos eles fizeram um movimento sincronizado em direção ao hemisfério sul, exatamente, para o cone sul. Porquê tantos bilionários e países querendo tanto a Amazônia intacta? Tem a ver com o segredo. Na segunda grande guerra mundial o Japão desenvolveu uma arma mortal e barata, pois apenas precisava usar a natureza a seu favor. Se você ler com atenção, nos jornais, nas entrelinhas, depois do tsunami no Japão, milhares de detritos, cascos e container sairam do Japão e foram parar nas Costa da Califórnia. Esta arma barata dos japoneses eram balões atmosféricos que eram inflados com gás e transportara bactérias, fungos, e outras coisas pra atentar contra a economia agrícola. Como sabiam eles que os balõezinhos iriam chegar aos EUA? Vou te contar o maior segredo que os ecologistas escondem, o segredo bem guardado. É que eles nunca publicam que os ecossistemas dos hemisférios sao independentes. Existe uma barreira física, assim como em Júpiter o grande olho de furacão está lá há pelo menos trezentos anos bem no Equador. Em caso de guerras nucleares a contaminação será no hemisfério norte. No hemisfério sul estão inteiramente apenas 24 países dos 208 do total. Só tem água vista do espaço essa parte da terra. Tudo parece conspiração contra o norte da terra. Nem os furacões migram entre os hemisférios. Então, está surpreso? Sem aquelas histórias de destruição global, nem aquecimento global. A Nova Zelândia proibiu a aquisição de terras novas por estrangeiros.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Esquizofrenia feminina

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Motorista de aplicativos fotografa peitinhos de clientes que cochilam no seu carro e posta a foto na rede social. Minhas notas de repúdio a esse idiota que ainda vive na época romântica de espiar o corpo feminino, a essa quadra da civilização brasileira onde as mulheres em sua maioria vulgarizaram a sexualidade em todos os aspectos da vivência moral. Mulheres morrendo em clínicas clandestinas, mulheres que gastam 15 mil reais para ter um enorme seio, bunda enorme, roupas empacotando seu corpão a vácuo, mostrando todos os detalhes da divisão da vagina, mas o idiota ainda olha para elas nas ruas, esquizofrênicas que gastam em média 287 reais por semana nas lojas de estética justamente para nem ser notadas pelas ruas e táxis, e transportes urbanos, em shoppings, em aplicativos, quando os homens vão entender essa lógica feminina? Quem tem o QI mais baixo?

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Gastos sociais, ou renda social?

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Falando sério. Bolsa Família, imposto negativo. A renda dativa seja qual for o nome é um substituto com enorme vantagem sobre o Welfare State, e sobre o socialismo. A garantia de uma renda vigorosa e não apenas uma bolsa, ou seguro social, ou auxílios e subsídios seriam substitutos com larga vantagem para centenas de programas sociais. A economia será em primeiro lugar no sistema de saúde. Pessoas com boa renda não ficam em filas de hospitais nem em UPP, postos de saúde, se alimentam por isso não adoecem, os hospitais ficam vazios, vamos constatar a enorme estrutura montada e que parecia ser insuficiente. Pessoas com boa renda não compram celular roubado, nem brigam por pequenos motivos, não vivem estressadas. Pessoas com boa renda vão procurar boas escolas para estudar e matricularem seus filhos, tem acesso às informações e materiais didáticos variados e diversos. Pessoas com renda boa se divertem mais e melhor, aliviando a tensão e fugindo das drogas, brigas, mantém higiene e limpeza de casa, das ruas da natureza. Pessoas com renda boa economizam para o país na: saúde, segurança, educação. Renda social é investimento e economia. Simples, genial, lógica e óbvio.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Eva, a libertadora

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Eva, a libertação do zoológico jardim do Éden Este livro vai abordar dois temas atuais e polêmicos, através de um enfoque totalmente heterodoxo, porque não se trata de teologia, antes, trata-se de um ensaio poligráfico sobre o comportamento do neo evangélico e principalmente sobre a Gênesis da religião do Deus de Jeová, Yahweh, para os israelitas e judeus, e das seitas jesuíticas evangélicas derivadas do apostolado de João Batista. Chamar de cristãos aos seguidores de Abraão e seus ancestrais semitas seria entrar em um debate adiado neste livro. Cristão é seguidor de uma versão posterior ao judaísmo, assim, a bíblia sagrada ocidental pretende conceber uma unidade teológica entre os livros bem diversos do velho testamento e os livros do novo testamento, o que produz uma dissonância doutrinária que talvez tende supor poder compreender uma ideia dentro de uma concepção epistemológica em uma pretendida unicidade, que acaba determinando uma disjunção de visões muito visível e subentendendo uma dificuldade de coordenação entre duas vias de unidades e vivências de religiões diversas, ou das duas mais importantes concepções das religiões do ocidente: o judaísmo e o cristianismo. Entre tantas disjunções a maior de todas é a da temporalidade entre o novo e o velho testamento. Chega-se a sugerir a total falsidade dos evangelhos, conforme o Talmude; devemos considerar o Concílio de Niceia em 320 dC que instituiu, selecionou e compôs a coleção dos 73 livros da bíblia, e a intervenção do imperador Constantino neste processo, em seu interesse próprio político e que nunca saberemos o grau dessa intervenção, dado que os principais escritos do novo testamento foram iniciados mais de três décadas - alguns historiadores dão nove décadas - após a crucificação de Jesus de Nazaré. Mas o primeiro argumento foi e será o porquê o principal protagonista do novo testamento, Jesus, não escreveu o seu relatório, deixando nenhuma carta de seu próprio punho, aos seus seguidores, nenhum evangelho de seu próprio punho. Nada autografado por ele. Este silêncio é definitivo e estarrecedor. Eloquente e elucidador. Quando se lê o lindo Sermão da Montanha se imagina um grande mestre muito hábil em notação fazendo as notas taquigráficas, porquê nada da beleza poderia ser perdida daquele que foi o improviso mais improvável e impressionante. Mas o objetivo não é pôr à prova a autenticidade mas argumentar que muito pouco ainda se fez pela dissecação das escrituras sagradas.. A prova da autenticidade da bíblia é sustentada pela existência de várias peças escritas em épocas diferentes, em locais diferentes contextos diversos contando a mesma história de Jesus de Nazaré. Nada invalida essa hipótese de historicidade, exceto as circunstâncias daquele momento onde um em cada 500 mil pessoas podiam ler ou escrever, portanto a memória dos fatos era passada basicamente através da oralidade, o que geralmente cria as condições para a imprecisão, falta de coerência, falta de critérios e multiplicidade de versões que não poderiam ser validadas através de documentos escritos oficialmente atestados e verificáveis. Pergaminhos sagrados foram reproduzidos por cópias feitas à mão, às quais eram propensas a erros e adulterações propositais ou corretivas. Sem acesso público ficava livre de verificação e confirmação do controle social. Os neopentecostais Este livro parece insinuante para muitos. Entre as insinuantes mais evidentes é a que trata do assunto da hora em todo o mundo, e que recebeu o encômio às vezes inapropriado, de “teologia da prosperidade” associado ao também neologismo de neopentecostalismo. A outra insinuante refere-se ao caso da desobediência de Eva, que nos desonerou a toda a humanidade pós jardim do Éden, cujo erro de Eva nos livrou do destino de termos uma vida pouco superior à dos ingênuos primatas, num luxuoso zoológico encantado. Teologia da prosperidade Vamos desenvolver epistemologicamente este fenômeno teológico da prosperidade que se tornou o centro da liturgia eclesiástica nos templos nestes tempos modernos do neopentecostalismo. Econometria da fé Examinando com ligeireza a questão da teologia da prosperidade, vem-nos a imagem de um pregador multimilionário, dentre aqueles que são possuidores de talentos e bens materiais e patrimoniais fantásticos e contas bancárias robustas. Para saciar os argumentos desfavoráveis, devemos evitar ao invés disso demonstrar que esta prosperidade provém de razões e processos mais penetrantes e mais complexos que qualquer presunção ou complexo de sabedoria desavisados poderia conjecturar, cuja reflexão simplificada poderia nos tentar conduzir numa justificativa baseada em suposições. Rede da fé A arquitetura da sociedade em redes se constitui à margem da igreja-instituição. O processo de globalização da economia funciona dentro de premissas bem definidas, dentro de condições ceteris paribus, porém nunca possíveis no mundo concreto e real ex realidade num ambiente exangue dos monopólios, oligopólios e monopsônios. Ou seja: condições ideais improváveis, apenas para argumentar, sine qua non como exigem os constructos teóricos de todas as teorias psico econômico sociais. Quando se trata de redes sociais e de processo da globalização verifica-se que triunfou no mundo afluente, exceto nos países comunistas, por motivos já descritos anteriormente, ceteris paribus, a globalização por cerca de 24 anos, entre os anos de 1994 e 2018, esta sociedade em redes globalizada assim descrita por Castells, Wallerstein, e referida pelos teóricos da comunicação de massa na sociedade da cultura de massa vide em Habermas, Hannah Arendt, na também teoria da Dependência de FHC & Falleto, na teoria do Imperialismo de Rosa de Luxemburgo. Voltando ao mundo da prática gramsciana, digamos que essa rede social se integra e interliga em outras sub-redes e em super redes, ou, supra redes. Por ora o nosso objeto de análise se justifica dentro do seguinte contexto e conteúdo analítico dos axiomas das redes sociais. Diz o axioma de redes sociais que se duas pessoas compartilharem um segredo ele deixou de ser um segredo. O segredo só é possível quando apenas uma pessoa tem essa informação. A rede binária que se estende da boca ao ouvido, ou da tela do computador para os olhos vai se expandindo na velocidade exponencial ao quadrado de base dois (2^2), então a propagação na rede de transmissão e ao nível da camada de transporte de dados também perde qualidade devido às distorções, e desconstrução dos dados ao longo do processo, versões diversas surgem entre o transmissor e o receptor, e entre os retransmissores, fenômeno ou epifenômeno da degradação da transferência de informação transmitida. A economia em rede nos lembra a rede de revenda da Avon, Herbalife, Natura, Jequiti, Boticário, onde ninguém poderia se arriscar a perscrutar a capilaridade infinita e a abrangência pela estratégia do boca em boca, do porta a porta. Na sociedade nós construímos nossa sub-rede da fé dentro do ambiente controlado. Essa rede cresce com segurança e paulatinamente baseada em dois axiomas: Generosidade, (gentileza); Crédito, (confiança). Sem a confiança nas informações, quebram-se os elos da corrente da rede. Sem a generosidade não se formam os fundamentos para a constituição da rede social de fé. Portanto, a mentira e a avareza destroem a rede de fé. O que é a igreja? Uma igreja é uma associação de pessoas que permite compartilharem entre si uma convivência harmoniosa e construtiva com plena consciência mútua e fidelidade de interesses convergentes. Na instituição igreja as pessoas buscam se apoiar mutuamente para isso frequentam o templo com dia e hora agendada e compartilham rituais sincronizados. O que acontece ali na igreja-instituição os líderes religiosos nunca Irão te contar, porquê eles mesmos desconhecem a força poderosa e sutil da estrutura em rede de fé subjacente e invisível criada sem a intervenção e intenção, e totalmente fora de seu controle, e sem o objetivo de estar ali aninhada e bem escondida. Essa estrutura surgiu simplesmente, autonomamente e por sinestesia. Não é qualquer instituição social que cria estas condições favoráveis para a sociedade formar a rede de fé, porém, a igreja é a instituição ideal pra isso. Na igreja existe um espiritualismo que coata e evita ou previne a desagregação social preventivamente, familiar, patriótica, este efeito é muito importante para o que vamos explicar adiante. O que é uma rede social? Vamos descrever os atributos da rede para mais adiante aplicarmos estes ao caso concreto. Uma instituição fortemente coesa como a igreja é diversa de quaisquer outras que agregam pessoas cuja convivência e coabitação sejam até mais frequentes, porém menos intensa do que aquela que os membros da igreja compartilham. O diferencial é o espiritualismo da essência da igreja. A igreja tem uma ideologia sólida que é a fé, apoiada e secundada na solidariedade. Uma rede assim possui sinergia, sinestesia, efeito grupo, efeito sistema. Sinergia Sinergia é quando o resultado total da ação é superior à soma dos esforços e dos recursos somados, ultrapassando a soma algébrica dos componentes adicionados. Sinestesia Sinestesia é o efeito inesperado obtido sem a intervenção, sem o objetivo, sem o propósito, sem o esforço para obter-se um resultado, sem ter sido previamente desejado ou planejado. Efeito grupo Efeito grupo é quando o comportamento do membro do grupo é modelado, modificado, conduzido em razão da presença do grupo, ou em público motivado pelas expectativas que o indivíduo e o público exercem-se mutuamente e sobretudo sobre o indivíduo modificando um comportamento que dificilmente surge fora ou em ausência do grupo ou do público. Efeito sistema Efeito sistema é quando todo o grupo tende a se comportar de modo único e diversamente do comportamento de cada indivíduo que faz parte do grupo, em particular, como se o grupo tivesse uma personalidade própria, totalmente autônoma e independente das vontades de cada membro individualmente. Disjunções entre o velho testamento e o novo testamento, respectivamente: Tem templo / sem templo Tem igreja / igreja itinerante Sem pregação / com evangelização Exalta a riqueza / exalta a pobreza Machista, androfilia / multigênero Sangue, carnalidade / pão e vinho Mundanismo / espiritualidade Morte é o fim de tudo / eternidade do espírito Poligamia / monogamia Longevidade / fim do mundo Hedonismo / Ascetismo, estoicismo Deus presente / Jesus presente Vida e morte / céu e inferno Filhos de Abraão / filhos de Deus Descendente de Abraão / batismo de João Batista, irmãos em Cristo Paraíso na terra / paraíso no céu Nascimento / conversão Circuncisão / batismo Individualismo / alteridade Igrejas neopentecostais Como sabemos, os membros das igrejas possuem uma relação estável e baseada na confiança mútua. Os membros da igreja estão sob olhares atentos e vigilantes uns dos outros num sistema de vigilância calvinista discreta de acompanhamento mútuo extremamente rigoroso, invisível e preciso. No alto da hierarquia está aquele para qual convergem todas as informações e segredos que é o sumo sacerdote terreno, presente ali. Logo abaixo vem, porém, não menos importante, o estamento das vetustas senhoras; algumas das vezes estão ali desde a fundação e constituição do templo e da congregação. Estas velhas senhoras regularmente se reúnem para uma discreta disputa para a checagem de quem está a mais tempo ali. Então, estas velhas senhoras acompanham o nascimento, o crescimento, o amadurecimento de cada criança, suas juventudes, seus namoros, casamentos, nascimentos de seus filhos e netos. É o capital humano da igreja. Tal domínio dos fatos e da biografia de cada membro se reverte em fator de uma forma de poder sutil, que não pode ser comprado, transmitido, outorgado, retirado, usurpado, jamais desafiado e contestado. São estas capacidades que vão mais tarde ajudar os membros mais jovens na superação de seus problemas. Na igreja ninguém fica desempregado, nem passa fome, nem fica solteiro ou solitário. Graças à força desta rede social da fé e da sua estrutura holística. A Economia da fé A Economia de igreja é capaz de gerar externalidades capazes de produzir efeitos bastante sensíveis e impactos no município, Estado e no país. O crente não dirige seu veículo embriagado, colocando em risco a sua vida e as vidas de terceiros; isso gera uma tremenda economia para o falido e dispendioso sistema da saúde pública. O crente não usa drogas alucinógenas, o crente não rouba ou furta, o crente não assalta, não mata. O crente mantém as suas obrigações financeiras e negócios em dia e da forma que foram acordados. O sistema social tende a se beneficiar diretamente desse comportamento. Outras externalidades geradas pela igreja. Os valores agregados gerados pelas reuniões. Cada vez que se celebra um culto se utilizam e se despendem valores de serviços e bens de consumo e de utilidades que retornam ao município e para a cadeia de suprimentos para além do Estadual e nacionalmente. O templo religioso é também consumidor: de água, energia elétrica; materiais de consumo de limpeza, higiene, serviços e manutenção permanentes. ; Um templo com cerca de um mil famílias frequentes gera a seguinte contabilidade: Passagens de transporte coletivo:(x 1000) 2 x $ 3,50 = $ 7.000,00 As mulheres fizeram gastos para aquele dia de culto: manicure = $ 15,00 pedicure = $ 15,00 cabelos = $ 80,00 tintura lavagem escova chapinha sapatos = $ 40,00 pulseiras brincos bolsa colares perfumes = $ 30,00 cosméticos limpeza de pele depilação lipomassagem drenagem linfática selagem hidratação Total estética = $ 180,00 a $ 267,00 Esse é um valor típico de mulheres de classe média frequentes em templos. Uma comunidade de freqüência de mulheres carentes esse gasto estético tem valor não inferior a $ 30,00. Em uma igreja com mil frequentes onde 60% sejam mulheres geram uma movimentação financeira no município ou no bairro por cada reunião de $180.200,00. Os homens possuem uma dieta estética mais modesta de gastos por reunião, assim podemos estimar em gastos por varão de $ 50,00. Então, os outros 400 membros do sexo masculino adicionam uma externalidade de $ 20.000,00 por reunião. As famílias lavam seus carros, fazendo a manutenção e isto gera mais externalidades. Economia dos dízimos e das ofertas Em uma igreja típica de classe média grande, com 3000 famílias membros a sua coleta mensal de dizimistas gira em torno de $ 1.500.000,00 mensalmente. Numa pequena igreja da periferia com 80 famílias membros pode-se estimar uma arrecadação dizimista de $ 4.000,00 mensalmente. A pergunta inicial que ficou subentendida poderia ter a sua resposta antecipada. Faz-se necessário agora no momento esclarecimentos de que é uma tarefa ou aventura muito extrema a tentativa de se furtar esse dízimo: é uma tarefa extremamente complexa! Toda igreja possui: estatutos; um regimento interno; um código de conduta ética; uma diretoria colegiada, com: presidente; vice-presidente; tesoureiro; contador; secretária; administrativo; diáconos; diretores de ministérios. Seria preciso enganar a todos neste staff, falsificar e fraudar documentos, resoluções, decisões, deliberações e exercícios executivos para subtrair e desviar recursos financeiros sem ser percebido. Simples para um profissional. Não bastante possível para amadores. A rede da economia da fé no Distrito Federal Podemos estimar e esperamos que os cerca de 2.000 templos das igrejas evangélicas no DF produzam uma externalidade financeira e fiscal no montante de $ 6,5 bilhões anuais. Considerando que o PIB do DF é de cerca de $ 117 bilhões, vê-se que apenas meia dúzia de outros serviços e setores econômicos ultrapassariam isoladamente essa fração de 5% do PIB local. Explorando essa estimativa preliminarmente apenas para argumentar: os evangélicos são responsáveis pelo valor de $ 360 bilhões da formação do PIB nacional que é de $ 7,5 trilhões. Sem a dedução do custo de oportunidade gerado pela economia sobre acidentes de trânsito e homicídios e internações hospitalares e ausências ao trabalho por alcoolismo que foram evitadas. Algo em torno de 10% do PIB, segundo o IBGE IPEA $ 750 bilhões. Teologia da prosperidade É forçoso agora desvendar a rede dos milagres. Não dos milagres de curas de doenças e ressurreições, mudanças comportamentais, nada disso. Vamos falar dos três milagres da rede da fé: Nenhum evangélico passa fome ou necessidade; Nenhum evangélico fica desempregado; Nenhum evangélico vive solteiro ou solitário. São os três valores essenciais da solidariedade, e dão as bases da construção e constituição da rede social de fé, ou, a consequência dela. Sem nunca terem sidos mencionados, pronunciados ou escritos, comentados ou defendidos explicitamente. Vamos voltar às nossas velhinhas da igreja e à rede social da fé: justamente estas são as responsáveis como função de repositório da história e de todas as histórias de cada membro de igreja; tudo sabem e estão sempre atentas e em perfeita comunhão com os propósitos da congregação. Certa noite a esposa de um dos atuais pastores deu-nos seu testemunho ao vivo e diante da congregação que me confirma essa rede. Esta senhora, membro da igreja, e esposa de um dos pastores, que à época do episódio ainda não era um pastor, relatou-nos isto em seu testemunho que estava desesperada; o seu marido sem renda, sem dinheiro, e seus dois filhos sem ter nada para se alimentarem. Então, para agravar, a forte chuva que caía inundou o seu barraco destruindo tudo que ainda restava. Então houve o milagre. De manhã, cedo, um caminhão de entrega de um supermercado local fez-lhe a entrega de todos os mantimentos, com nota fiscal em nome dela com tudo pago. Milagre! Ela pensou, que somente um milagre poderia ter acontecido ali. Antes de pensar naquelas velhinhas de sua igreja apenas como disseminação de fofocas lembre da rede que elas formam encaminhando soluções de problemas, do serviço de propagação de dados e das informações na rede da fé. Todo sistema de transporte de informações nas redes de comunicação, de acordo com a teoria da comunicação, produz ruídos, distorções, e isso são características do sistema. Quanto maior a relação sinal/ruído maior a fidelidade do nível de comunicação, para garantir a fidelidade filtros foram desenvolvidos e patenteados, como, por exemplo, o famoso e magnífico filtro de ruído do Dr. Dolby, sem o qual teria sido impossível a indústria de gravação e reprodução de fitas magnéticas de áudio, e até hoje os algoritmos eletrônicos dele estão ativos nos sistemas de áudio. Nos cultos de oração os pedidos e os propósitos são trazidos em escritos e em envelopes anônimos, são recolhidos e depositados no altar do templo. O segredo é não ter segredos. Uma irmã que está tentando engravidar e não consegue, então o alarme silencioso soa, e percorre a rede de fé e chega até a clínica de um irmão obstetra especialista em pré natal. Aquele irmão que está com seu estoque de loja encalhado, os consumidores desviam as suas compras das demais lojas e buscam adquirir os produtos daquela loja do irmão que está com estoque parado. Assim, o irmão que está desempregado que é um pedreiro, marceneiro, vendedor, motorista, estes caem na rede de fé da mútua ajuda, então, as ofertas e demandas se encontram. A irmã que precisa de um ajuste em suas roupas e fez o comentário na reunião das senhoras. O alerta da demanda cai na rede de fé e logo surgem as costureiras para socorrer. Houve caso de um irmão que chegou em um culto dos milagres das terças feiras escreveu o seu pedido. Estava com uma dívida no banco. Então contou como aconteceu o seu milagre. Apareceu um depósito totalmente lícito em sua conta corrente, justamente cobrindo o valor do débito do endividamento dele. Milagre! Como funciona a igreja As igrejas evangélicas acolhem apenas três tipos de frequências: membros regulares; visitantes; membros compulsórios. Não existe membros eventuais ou participantes eventuais. Para participar de uma igreja evangélica somente sendo na condição de membro filiado, permanente e assíduo. Pessoas que se afastam seriam excluídas do rol de membros. Para se tornar membro só há três caminhos: via batizado de João Batista; via transferência entre igrejas; via readmissão. As transferências são realizadas via ofício por carta de transferência entre as secretarias das igrejas de mesmas fé, denominação, filiação, ministério e convenções, federação, confederação, corrente, e mesmas confissões religiosas. Readmissão de membro excluído do rol de membros por quaisquer dos motivos previstos nos estatutos e deliberados nas sessões administrativas constituídas para este e outros fins. O batismo segundo João Batista é a primeira forma de ingresso já que exige pré requisitos de iniciação. Para ser batizado é necessária a profissão em público da fé, e a manifestação espontânea e livre de desejo de se converter através da versão da alma na nova fé, se arrepender de todos os pecados para se tornar um novo crente salvo. Tornado cristão pela conversão vem a passagem pelo rito do batismo de João Batista. Depois desse rito de passagem o novo convertido é convidado a ser novo membro da congregação. O caso de membros compulsórios. São aqueles tipos de membros dependentes dos membros que são os acompanhantes por serem dependentes filhos, parentes e empregados que acompanham os membros ao templo mesmo não sendo convertidos e batizados são aceitos temporariamente e informalmente como membros compulsórios até que decidam voluntariamente mudarem de status institucional. A igreja procura acomodação dos seus membros de acordo com uma minuciosa hierarquia de funções e de cargos eclesiásticos, administrativos e voluntários. Além dos cultos e dos serviços religiosos dá-se outro tipo de ritual. Existe reuniões exclusivamente administrativas, apenas para os membros, ou para a diretoria, ou apenas com os ministros, para tratarem de: Projetos; Finanças; Doações; Exclusões de membros; Admissão de membros; Prestação de contas; Variações patrimoniais; Movimentação imobiliária; Contratação e demissão; Apresentação de atas; Aprovação, retificação, e rejeição de atas das sessões; Eleições de nova diretoria, ministérios, outros cargos, diaconia; Alienação patrimonial; Balanço financeiro; Balanço orçamentário; Aquisição de serviços e contratação de pessoal; Os cargos e funções são ocupados por votação e contratos, depois da cerimônia de empossamento. São discutidos o Estatuto, o Regimento Interno, o código de ética, de conduta e disciplina. As igrejas evangélicas são instituições fortemente burocráticas e metódicas, são sistemáticas e territoriais, que agregam as pessoas pelas suas crenças e convicções religiosas, procurando doutrinar os seus membros através dos sermões, cursos, escolas, seminários, congressos, simpósios, concursos, apresentações, acampamentos bíblicos, segmentado e segregando a doutrinação por: idade, sexo, estado civil, noviciado, nas suas classes de estudos da bíblia sempre que seja de sua melhor didática e conveniência evangelizadora ou doutrinária. A doutrina orienta todos os membros e visitantes convidados e convocados sobre todos os aspectos de sua vida, e da congregação, selecionando ou excluindo: as profissões lícitas das ilícitas; vestimentas licitas igualmente; apresentação pessoal; locais e hábitos de frequência lícitos; diversão licita; conduta social, pessoal, profissional, legal, sexual; familiar; vocabulário; ética. Nada escapa de seu controle, conteúdo e de sua influência e de seu interesse e controle. Existem recomendações, existem proibições. Existem coisas toleradas, recomendadas, existem obrigações inescusáveis. Existem comportamentos desejáveis e outros indesejáveis, àqueles que geram punições, àqueles que geram censura, àqueles que geram abjeção, nojo, repúdio e indiferença. A força da solidariedade Conta-se que um dos netos do ex-presidente dos EUA, JOHN FITZGERALD KENNEDY, o jovem John John, rapaz de 23 anos de idade, resolveu numa tarde em New York se disfarçar de mendigo em uma rua central de Manhattan. Depois de passar toda manhã, e já no meio da tarde fez o seu balanço de um dia de doações: tinha recebido de graça uma boa refeição, recusou outras tantas, e contabilizou e que recebera; contou $ 300,00 que em valores atualizados seriam uns $ 700.00 US! A filantropia é bem conhecida da igreja Católica, e pelas histórias das religiões desde as eras pré cristãs. Antes de Kaiser Guilherme I no ano de 1878 da Alemanha proibir há quase cento e cinquenta anos passados, a previdência pública era totalmente bancada pelas esmolas recolhidas nas igrejas, apenas com o dinheiro doado pelo fiel. A igreja, desde os templos dos hebreus, sustentava as viúvas, os órfãos, doentes, aleijados, mutilados, velhos, acidentados, pelo tempo necessário através dos dízimos das primícias leviticas. Depois que o Kaiser Guilherme I proibiu as igrejas de fazerem a previdência social, ele criou a previdência social estatal para assumir este serviço, apenas para roubar da igreja retirando dela este fator de prestígio e de poder sobre a sociedade. Logo foi seguido e copiado pelo governo de Uruguai e esta ideia de instituto de previdência social de Estado se espalhou pelo mundo. É o maior orçamento público nacional na repartição das contas públicas nacionais. Nunca mais pergunte o que a igreja faz pelos pobres porque agora você já sabe o que ela fazia e o que ainda vem fazendo. Em sociedades como nos EUA cerca de 1 em cada 5 empregos é um empregado em algum tipo de instituição ou entidade sem fins lucrativos, como uma ONG, filantrópica, cooperativa, igreja, assistencial. No Brasil as entidades filantrópicas verdadeiras sobrevivem muito bem sem a ajuda direta de governo ou das doações ou transferências financeiras do Estado, fogem e evitam a ajuda que vem acompanhada de controle, tutela, orientação e direcionamento das políticas e influência manipuladora e direcionada pelos interesses e conveniências políticas, ideológicas e partidárias, em troca do prestígio e do respeito que as organizações do terceiro setor obtém e gozam da sociedade civil. As entidades “pilantrópicas” vivem parasitando o Estado e os governos pedindo verba, doações e isenções fazendo um jogo político de simbiose que confunde a sociedade e aumenta e confirma a sua má fama. O MCDONALD'S, o Bill Gates da Microsoft, e Warren Buffett adoram fazer doações de milhões às vezes bilhões de dólares, principalmente àquelas instituições filantrópicas que não as solicitam. As entidades sem fins lucrativos nos EUA são responsáveis por mais de 8% do PIB de 19 US$ trilhões, o dobro do orçamento militar dos EUA de US $ 700 bilhões. A filantropia parece realizar uma necessidade humana de desejo de ser útil. Se alguém ainda duvida dessa capacidade de doação e dessa capacidade de satisfação das pessoas em ajudar a quem precisa, principalmente de modo anônimo, nem deveria ficar surpreso com a força da filantropia, no mundo inteiro. As pessoas percebem que quanto mais se doa, mais se recebe em troca do sistema social por causa da sinergia e da sinestesia do sistema. O ser humano não é apenas matéria, o mundo não é apenas matéria, energia e informações. A Física Quântica: Podolski; Rosen; Einstein ficaram abismados e perplexos com os paradoxos espaço-temporais que distorcem a realidade ortodoxa dentro das expectativas do senso comum e também dentro dos ditames da Física Clássica, extrapolando-a. O lugar onde cada átomo ou partícula deveria ser encontrado no tempo e no espaço não podem mais ser determinados antecipadamente. Assim é no mundo quântico. Ali o espaço se dobra, o tempo estende e pára. A impermanência da concretude onde tudo que é sólido se desmancha no vácuo. Então, o mundo não é apenas matéria, energia, tempo, leis, inclui incerteza, espírito, acaso, a sorte e o imprevisto. Quando um comerciante abre sua loja todos os dias, naquele instante no início de mais um dia de expediente, não sabe se será um dia bom de vendas e bons negócios, ou não. O quê faz um cliente ou paciente entrar ou não, fechar ou não uma compra ou negócio ou finalizar uma negociação não pode antecipadamente ser determinado por nenhuma boa técnica de vendas, ou de marketing ou de propaganda. A decisão de outros pode te prejudicar, ou, ao contrário, pode ser o teu desejo sendo concretizado. Pode ser a decisão do cliente, ou do juiz; pode ser a decisão daquela pessoa que vai mudar a sua vida totalmente. Alguns podem chamar isso sorte. Os arrogantes e os céticos chamam de competência, ou destino, os mais modestos, chamam de acaso. Eu chamo a mão de Deus Yahweh. Agora chegou-se ao ponto onde somos obrigados a admitir que nenhuma outra explicação alternativa pode responder por quê aquele combinado dos seis números coincidem com os que constam na impressão do bilhete da Mega-Sena premiada dentre os outros 70 milhões de outros bilhetes, apenas um, o seu bilhete é o premiado milionário! Como explicar isso? São forças que o ser humano jamais irá controlar ou compreender fora do mundo espiritual. Se até a Física Quântica se rendeu ao inesperado do mundo abstrato e imprevisível, incerto da natureza, onde o princípio da lei de causa e efeito falham no tempo e no espaço, mais frequentemente na área da Biologia e por conseguinte na Medicina. Somente nos resta a alternativa da aceitação da ditadura dos fatos, e não nos fixar nas experiências e empiricismos filiados às leis e regras naturais. Nada é certo e determinado num universo probabilístico, e para não se perder na tentativa determinística precisa adentrar o campo da espiritualidade para escapar do emaranhamento quântico, onde a matéria é apenas uma possibilidade no espaço-tempo. A Física Quântica em resumo nos responde: o universo atômico só se define quando você olha para ele, ou seja, o universo só se define quando você olha para ele e apenas para quem o vê. A Fenomenologia que é a Filosofia Quântica diz que a realidade é aparente e a realidade tem a aparência que lhe permite a sua capacidade cognitiva em reconhecer e apreender a sua aparência. A realidade é aquilo que lhe parece a sua versão única subjetiva, não é possível compartilhar com outras pessoas. Há apenas uma versão possível da realidade a cada ser humano. Ou não. Nunca saberemos a respeito disso. As leis da Física explicam passo a passo porquê o dado parou de girar com a sua face superior mostrando o número seis. Estas mesmas leis da Física não permitem que você as manipule para permitir que você possa determinar e reproduzir o lançamento do mesmo dado no mesmo lugar e nas mesmas condições anteriormente observadas e assim obter o mesmo resultado colocando o seis na face superior, mesmo que você não viole nenhuma das leis da Física. As leis da Física explicam como as coisas acontecem, mas determinar se elas vão acontecer aí já é outra história. As leis da Física não servem para determinar os acontecimentos. As leis da Física explicam como as coisas acontecem, porém, não podem determinar os acontecimentos das coisas. No mundo espiritual não é diferente das leis e das expectativas do mundo físico. Não podemos determinar o acontecimento futuro. Porém sabemos que as leis espirituais nos explicam como acontecem os milagres e porquê os fatos se comportam de seu jeito, assim ficamos seguros das coisas espirituais e procuramos evitar violações das leis espirituais, do mesmo modo como não buscamos violação das leis da Física ou quaisquer leis científicas. A ciência Matemática possui suas leis, e também as suas indeterminações apodíticas, como por exemplo definições ad hoc que por serem da categoria ontológica dos imperativos categóricos são indemonstráveis. Exemplos: Fatorial de zero 0! = 1 1/0 Divisão por zero = indeterminado π relação infinita entre o diâmetro e o círculo x°= 1 potência zero de xis √2 = indeterminado; a raiz quadrada de dois Aceitamos tais indeterminações da Álgebra porém temos dificuldade com as limitações no campo espiritual. Leis espirituais Sabemos ou deveríamos saber que uma benção nos aconteceu por causa das orações; do sacrifício; do jejum; da fé; da graça de Deus; pela comunhão da fé. O fato de termos fé, fazermos propósitos com Deus, orarmos, sacrifícios, jejum nada garante a dispensação de uma benção, nem proporcionar um milagre. Vemos isto por analogia dos lançamentos dos dados, onde cada resultado aleatório pode ser explicado mas não pode ser determinado, não se trata de fenômeno porquê cada lançamento do dado segue cada lei conhecida e bem determinada da Física. Porém, todavia, nenhum ser humano possui o controle sobre as variáveis e parâmetros, condições e condicionantes que atuam nas leis físicas para fazermos os dados nos obedecer. Somos humanos,e como tal somos espectadores privilegiados no universo, assistindo passivamente ao milagre do mundo, vendo as leis do universo como um programador de computador vê passarem os dados pelo seu próprio programa e fica perplexo diante de resultados surpreendentes e inesperados, assim assistir aos milagres do mundo material e do mundo espiritual na esperança de que poderemos, ou, que pudéssemos dar uma ajudinha na sorte a nosso favor. Mas, o acaso não nos pertence. Deus é o único que pode brincar com os dados, ao contrário do corolário de Einstein: “Deus não joga dados”. A experiência do dia a dia nos prega surpresas como quando giramos a chave de ignição do automóvel para dar partida no seu motor e o motor não funciona. A gente não costuma sair correndo pedindo ajuda ao mecânico. Ao contrário, o que se faz? Nós apenas tentamos novamente, e de novo, e se o motor começar a funcionar nós não ficamos conjecturando sobre o que teria acontecido entre as tentativas fracassadas de fazer funcionar o motor do automóvel. Nunca iremos saber provavelmente, nem os engenheiros da NASA poderiam nos explicar o que aconteceu entre as tentativas, dado o fluxo infinito de informações, dados, parâmetros, condições que podem ser verificadas e analisadas naquele momento. Assim acontece no mundo espiritual. O mundo espiritual não é uma experiência determinística onde tudo está perfeitamente previsto, predeterminado, previsivelmente estabelecido. Se fazemos nossas preces e somos atendidos não significa que sempre seja assim, ou que tenha sido a resposta. Às vezes as petições são atendidas, outras não são. Até mesmo isso é difícil distinguir e de discernir. Lembro de minha mãe saudosa que tinha muita fé, inabalável comunhão com Deus. Ela desejava muito ter outra filha. Já tinha dois meninos e uma menina. Então decidiu fazer uma campanha de oração na igreja Batista pedindo ao Deus de Jeová mais um filho, mas queria que fosse uma menina. Fazia jejum, orava, clamava, chorava, fazia propósitos, sacrifícios, todos as noites seis ou mais horas madrugada a dentro, de joelhos no chão, no silêncio das noites. Confiante, comprou todo o enxoval para menina que viria a nascer que tinha absoluta certeza que Deus não olvidaria todo aquele esforço e lhe facultaria a graça grande, pois seria o último filho que teria. A grande frustração se abateu sobre ela quando sem saber de qualquer prognóstico sobre o sexo do feto antecipadamente desejou saber apenas após o parto a confirmação de que seria um menino e não a menina. Como Deus teria permitido aquilo? Essa é uma de tantas provas da demonstração do agir de Deus. Então o tempo passou, e aquele menino que ela não queria nem pediu ao Deus bondoso, tornou-se um adulto, e mesmo tendo cursado apenas quatro anos de escolaridade foi durante toda a vida o seu maior motivo de orgulho. Ele, o filho indesejado, estava diariamente presente nos mais importantes e frequentes programas nos canais de televisão, revistas e jornais, pois a sua banda de música onde era baixista é considerada até os dias de hoje a banda de Rock'n Roll brasileira mais importante de todos os tempos. Então, vem a pergunta: será que sabemos pedir, ou, será que sabemos o que queremos, ou, sabemos o que é melhor e necessário para nós? Parece que as respostas às nossas preces não correspondem ao que desejamos, mas certamente as respostas são o que precisamos. Às vezes nós nos esquecemos, convenientemente do fato de que o “não” não é ausência de resposta, e que a ausência de resposta também pode ser uma forma de resposta. O “não” também é uma resposta. Como sabemos que não tem alguma pessoa na casa? Então, nós tocamos a campainha. Se não há resposta como podemos saber se existe alguma pessoa que não ouve, ou que não responda ou que não está lá? Será que alguém respondeu : “tem ninguém aqui!”. Claro que não vai responder se não houver alguma pessoa lá dentro. A situação deve ser deduzida sobre a ausência de alguma pessoa lá. Assim, estabelecemos um critério baseados no tempo de resposta. Se a demora da resposta exceda um tempo considerável razoável, deduzimos que ninguém poderá responder. Logo, lá tem ninguém. O astrônomo Vernier fez uma descoberta notável baseada na dedução da resposta. Vernier descobriu um novo planeta solar através da observação da resposta do comportamento de um planeta já conhecido para deduzir a existência de outro planeta ainda desconhecido. Então, todos os astrônomos esperavam explicar os desvios na órbita do conhecido planeta Saturno, como Saturno desviava de sua órbita prevista então Vernier conjecturou que um outro objeto desconhecido muito grande estaria nas proximidades de Saturno interferindo em sua trajetória celeste, e previu sua existência e antes de confirmar a sua existência deu-lhe o nome de planeta Urano! Acertou! O planeta foi localizado, e confirmado. Diante deste extraordinário sucesso Vernier partiu estimulado para resolver um dos mistérios entre os astrônomos que eram as anomalias na trajetória do planeta Mercúrio, bem conhecidas dos astrônomos. Pensou Vernier que, tal qual aconteceu com a descoberta de Urano, pudesse resolver esta anomalia da órbita de Mercúrio procurando um novo e misterioso novo planeta ainda não observado, o qual deveria estar nas proximidades do planeta Mercúrio, e já antecipadamente antes de confirmar a sua presença o batizou de planeta Volcano. Ainda não foi descoberto o tal novo planeta Volcano até hoje, porque não existe. Finalmente o mistério das anomalias nas trajetórias das órbitas do planeta Mercúrio foi proposto pela teoria nova apresentada por Einstein. Einstein propôs que o planeta Mercúrio não obedece às leis da Física conhecidas e reconhecidas. Mas como? Einstein criou novos princípios e novas leis para a Física que transcendendo e expandindo a Física anterior chamada agora de Física Clássica, chamou as novas leis e princípios de leis relativísticas, que mais adiante foi a base para um novo ramo da Física que passou a se chamar Física Relativística. Segundo estes novos princípios relativisticos, as leis da relatividade determinam que o tempo e o espaço não são considerados constantes, as grandezas tempo e espaço são variáveis podendo encolher, esticar e retrocederem. Tempo e espaço deixaram de ser imutáveis, assim acontece diante de uma grande massa inercial gravitacional, como o sol, diante disso, equações foram reescritas para compensar a experiência da gravitação sobre as grandezas físicas: tempo, espaço, velocidade. Para explicar as anomalias de que o tempo em Mercúrio flui mais lentamente do que aqui na terra devido a maior proximidade do planeta Mercúrio do Sol. Quanto mais perto da grande massa gravitacional do sol, mais lentamente flui o tempo, cada vez mais lento até parar no horizonte do buraco negro, segundo Stephen Hawking, em torno da massa do sol o espaço se estende na dimensão radial firmando o espaço curvo, seguindo a linha do gradiente, como camadas de cebola, o espaço é uma dimensão esférica sobreposta. Precisamos estar preparados para as descobertas inéditas e inusitadas que mudam o nosso princípio axiológico de compreensão da vida e da nossa espiritualidade. Nem tudo o que é lógico é o óbvio, nem tudo o que é o óbvio é o lógico. Nem tudo que acontece pertence ao nosso domínio heurístico e está sujeito à nossa cognição, nem tudo que vivenciamos é naturalmente percebido e compreendido como por exemplo, uma doença ou um mal que nos aflige em que precisamos da avaliação externa de um médico ou de um psicoterapeuta para nos dizer de nós aquilo que pensávamos controlar e compreender dentro de nós, como seria a expectativa de se supor que poderias sempre compreender o mundo através de seus próprios sentimentos e experiência pessoal, e das suas próprias expectativas, então a nossa auto suficiência apenas nos estimula à tentação do solipsismo e da nossa suficiência enganadora. O mundo de flutuação quântica nos remete ao análogo filosófico da Fenomenologia. Identificamos nos princípios da Fenomenologia de Husserl e de Schopenhauer o mesmo princípio platônico e seu princípio de mundo das aparências. Essas afinidades heurísticas são herdadas do Mito da Caverna de Platão, Aristocles, examinada ao crivo do conceito das anamneses. O mundo das aparências é o único que vivenciamos. Para buscar conhecer outros mundos, precisa vivenciar outros mundos, que também são aparências de outros mundos; de modo que qualquer outro mundo será compreensão desde as aparências de outro mundo. O mundo fenomenológico é limitado pela nossa cognição, pois só podemos apreender a realidade que conhecemos. Isto é o fenômeno! Justamente somente podemos interpretar a realidade para nós mesmos, por nós mesmos. A sorte ou o azar são ambas faces do acaso. O acaso governa o mundo, contrariando os intelectuais, ou, confirmando as leis do universo as quais são leis enquanto parecem seguir uma repetição monotônica que pode ser descrita por uma fórmula, por uma lei, por um princípio estatístico que a confirme para um número grande de de repetições, a chamada “lei dos grandes números”. Nem sempre é possível, ou fácil, delimitar o que é de domínio da ciência e o que é do campo espiritual. A percepção ultrassensorial das crianças, dos gatos, dos animais se aperceberam do iminente tsunami se aproximando no Japão e fugiram para se refugiarem antes dos humanos e da sua instrumentação tecnológica. Nas sessões de indução e de sugestões pós hipnóticas, na reprogramação neurolinguística vemos muita semelhança com os cultos de revelação, milagres e curas. A pirâmide da fé Existe segredo por trás da fé? Não é verdadeira a afirmação de que houve casos de sucesso financeiros dentre os membros os quais foram forjados. No início do século era corriqueiro dizer-se do efeito demonstração que consiste em induzir grande número de pessoas simultaneamente como se tange o gado, no efeito band vagon quando a multidão é conduzida por imitação então apenas os condutores sabem para onde estão conduzindo a massa. Esta história se dá sobre o caso da formação de uma elite de empresas e empresários muito bem sucedidos, supostamente criados para serem espelhos do sucesso pelas igrejas interessadas nessa vitrine de vencedores. Passados mais de quatro décadas, nunca surgiram as provas dessa suspeita prática de estelionato da fé; se houvessem teriam sido desvendadas e reveladas pela realidade econômica e pela investigação criminal judicial. Se fossem fatos como o caso Madoff nos EUA no ano de 2008, onde uma pirâmide sem fundo iludiu grandes bancos, grandes investidores, grandes consumidores experts de Economia e finanças, experts em governo, hoje a igreja seria ridicularizada e pior, seria apenas um caso da operação “Lava a jato” na jurisdição do Juiz Sérgio Moro. O segredo do sucesso dos milagres da fé está na pirâmide da fé. A cada novo sucesso empresarial novos interessados são atraídos para o altar de sacrifícios. Então, porque em outras igrejas o mesmo não se dá? Será que algum bispo possui o santo Graal dos milagres? A resposta é: em parte, sim. Liderança religiosas neopentecostais descobriram a chave para abrir o portal de milagres, justamente porque eles desvendaram o mecanismo dos milagres; chamado de pirâmide da fé. Então, como funciona a tal pirâmide da fé? A pirâmide da fé funciona por causa da rede da fé. Ali segue um roteiro de três etapas chamados os pregões da fé e de testemunhos. Nos pregões tudo é feito em público e para o público. Parece um espetáculo de comunhão. Os pregões permitem a ação da sinergia, da sinestesia, do efeito grupo e do efeito sistema. Então a rede de fé é ativada. O primeiro pregão é o pregão dos desejos e das súplicas, da misericórdia, dos desejosos sentimentais, da miséria, dos desesperados. O segundo pregão é o da prosperidade, dos empresários, dos empreendimentos, dos empreendedores, dos propósitos com Deus. O terceiro pregão é o dos agradecimentos, dos jubilosos, dos vencedores, da proclamação dos sucessos. Nos dois primeiros pregões os pregoeiros estão fazendo um crédito com Deus. No terceiro pregão são anunciadas as vitórias e os sucessos. Deste dependem os dois primeiros pregões. Os três pregões geram efeito demonstração pois são todos eventos públicos, levando o povo à uma avalanche de emoção coletiva, as quais desencadeiam eventos coletivos sincronizados pelo inconsciente coletivo. A fé elevada pelo frenesi do alto grau da atividade espiritual aciona a rede da fé para cada vez mais além do universo material. A cadeia de milagres se estabelece e os bons eventos positivamente estimulados pela onda de testificação dos sucessos fazem com que as profecias se auto realizem, num processo de sinergias e sinestesia que vão contagiando todos os participantes na rede da fé, os quais são arrebatados, onde a energia da sinergia psíquica atinge o grau máximo e as resistências psicológicas chegam ao limite de ruptura, assim a vontade pessoal na vontade geral se transfere tornando-se uma só vontade na realização dos desejos todos que foram colocados no altar de sacrifícios. As leis do indutivismo-hipotético dedutivo podem ser vistas neste estágio, cujo estado avança na rede de milagres espirituais. A primeira lei, conhecida como teoria do caos, em Física quântica, e que é também uma das leis da Filosofia Dialética diz: “tudo no universo está ligado a tudo”. Significa que um pequeno evento em um canto qualquer do universo pode desencadear uma enorme sucessão de outros eventos em outro canto do universo”. A segunda lei também da Dialética a qual cabe destacar na sustentabilidade da capacidade explicativa para a compreensão dos eventos e dos milagres é proclamada na lei da acumulação. Diz este princípio que as mudanças qualitativas são consequências das mudanças quantitativas. Significa dizer que uma acumulação de eventos vai produzir um colapso de excesso de eventos e no limite do espaço-tempo produz a passagem para um novo patamar com um novo tipo e modalidade de evento diverso e distinto dos eventos acumulados, efetivamente um salto quântico. A terceira lei invocada para exprimir e expressar os eventos milagrosos diz que “nada se repete no universo de mudanças contínuas e constantes.”. O universo é único com objetos únicos e singulares. O universo é também um fluxo contínuo. Não existe fórmulas para se produzir um milagre, até porque deixariam de se-los. O que se passou não retorna nunca mais igualmente. Todo milagre é único e surge sempre a partir destas três leis do milagre nas flutuações quânticas que comunicam os mundos material ao espiritual transformando a realidade através da mobilização das forças mais poderosas que existem no universo. Empatia e alteridade O ser humano possui um enorme vazio existencial que, se não preenchido, e não devidamente trabalhado, o leva à depressão ou ao suicídio. Essa aparente busca por um sentido da vida, na busca de uma função para justificar a sua existência é a causa de muita especulação filosófica e de busca de modelos de comportamento em busca da auto consciência enquanto ser racional. Muitos ritos criados pelas civilizações têm sidos a principal evidência e indicação desta ligação do mundo interior da transcendência do ser espiritual primordial psicossocial. O rito dos sepultamentos pode ter sido o primeiro momento de tentativa de ressignificação da humanidade na busca de uma continuidade no sentido da memória para além da morte, se transformando consecutivamente no sentido para o além da vida também. Outros ritos se acrescentariam ao acervo cultural da civilização para serem considerados e preservados em momentos únicos, além do momento da morte de um companheiro de vida, ou de alguém que mal acabou de nascer e se foi para sempre. Algum sentido teria que ser destacado para justificar este momento grave. Assim também as efemérides surgiram neste elenco de categoria de fatos da vida social, inevitavelmente: o momento do nascimento de um ser humano; o momento do nascer do sol; o momento do pôr do sol; o início da primavera; o fim do inverno; o início da floração; o trânsito da lua no céu; as fases da lua; o terrível eclipse do sol transformando dia em noite; as pragas na lavoura; os furacões; a chuva. Ficou fácil para o ser humano tremer e estremecer diante de forças e eventos tão formidáveis da natureza e do universo. Então vem a religião para abrir o portal dos segredos do fabuloso universo das forças, formas e fatos invisíveis; todas prometem o desvelamento e o compartilhamento dos segredos para o domínio e compreensão do mundo material e imaterial. Qual das religiões consegue entregar as chaves do portal para o acesso ao universo transcendental com todos os seus segredos de comando e controle do tempo, espaço, poder sobre a morte, futuro, presente e sobre o universo material e espiritual? De uma certeza o ser humano não escapa; mesmo sendo ateu, agnóstico, teísta, politeísta, fetichista, espiritualista, animista, ecologista, o deus do acaso é implacável determinante da sorte ou azar sem distinção de alvo objeto, objetivo ou vítima de seus caprichos. Ao acaso toda a natureza se curva. A Antropologia narra uma longa trajetória de ritualísticas quais foram as primitivas manifestações de desejo humano de contato com forças divinas, ora personificando e performando práticas sacrificiais em animais, em imolações humanóides, quer em preces e frases miraculosamente elaboradas, secretamente, assim elaboramos as práticas empiricamente de se poder acessar o futuro lido nas estrelas, nas linhas das mãos ou nas pedras jogadas num tabuleiro de adivinhação. Então advindo a ideia de simplificar e unificar nasceu aí a ideia da uniformidade de todos os deuses e forças do universo do deus único. Teria iniciado com o deus sol Rá, ou Amon Rá, ou Yahweh? Dentre as mais de 10.000 divindades do bramanismo aos mais de 365 deuses sumérios, cada uma dessas divindades cuidando de uma senda específica poderia ser estabelecida uma grande confusão ao se querer prestar a devida reverência à cada uma das divindades, e ainda é hoje em muitos lugares e culturas, por exemplo: ao deus ou deusa que governa os ventos; ao outro deus ou divindade que abençoe as guerras; assim sucessivamente, aquele que dirige as chuvas; das tempestade; da fertilidade; das colheitas; das águas; assim todas as coisas no universo são tuteladas por uma ou outras divindades. O monoteísmo fora uma brilhante simplificação, muito penosa e de implementação dolorosa, custosa, sangrenta e demorada, com avanços e retrocessos, recidivas de idolatria politeísta e recaídas de abstinência religiosa. Mesmo em religiões monoteístas ainda permanecem resquícios e práticas de múltiplos santinhos e divindades. O deus único reúne em si todas as forças do universo, assim não haverá necessidade de colocar esforço em se lembrar de prestação de outros deuses por ignorância ou por negligência. O deus único tudo vê e controla as chaves e as leis, é o princípio de tudo. Nem sempre foi assim tão simples. Devemos isso principalmente aos herdeiros de Abraão, aos hebreus com a religião judaica, o judaísmo. Sabemos que nada é original em civilização e dentro do contexto cultural e de relativismo cultural, mas foi o modelo judaico que nos legou o Ocidente. Este mesmo judaísmo se super faccionando entre cristãos e muçulmanos, em subdivisões internas do e no catolicismos, protestantismos e islamismos. O mundo espiritual não pode ser tocado. Tal qual um átomo e a partícula de Bóson de Higgins. Existe o mundo material até onde nossa concepção de matéria conseguir estabelecer um discernimento de um átomo tanto quanto Schrodinger ou Heisenberg ou Plank puderem distinguir as fronteiras de domínio tênue onde a função matéria passa a ser uma flutuação de transição quântica entre estados probabilísticos e o tempo seja uma referência relativa e uma das variáveis de situação. Tudo deixa de existir no mundo das flutuações quânticas onde o conceito de concretude se confunde às abstrações de existência material, onde o todo é apenas um estado transitório de níveis de flutuação quântica entre referências de energia e matéria em uma função de onda de estado. O que dá sentido ao nanouniverso é o fiapo da inteligência que reúne informações e dados parametrizados em escala do manômetro, picômetro, fentômetro a atômetro. É a inteligência que dá significado à realidade do universo. Mas, onde fica a inteligência e a informação no universo? A inteligência é o espírito. O espírito anima o universo. A inteligência é a forma de combinar as estruturas em sistemas, subsistemas, supersistemas, intrasistemas, intersistemas, suprassistemas, super estruturas e nanoestruturas; sequenciar e classificar as informações e as instâncias das informações dos objetos e entidades do universo. A alma é apenas e tão somente uma instância temporal do espírito único do universo. A alma é a identidade e a individualidade do ser. A alma distingue-se pelas instâncias: sexo, idade, identificação, memória. O espírito não tem sexo ou qualquer fator de identidade nem do presente nem passado. O espírito não tem sexo, o espírito é o todo que se associa na sinergia do universo inteiro. Nós temos uma alma única enquanto seres vivos, enquanto no estado de viventes. A alma desapega e desaparece junto com o corpo físico material. O espírito é a essência refinada da nossa vivência despida de toda individualidade que denuncia a personagem e a pessoa portadora da alma. O espírito é descolado da alma. Quando morremos e quando nascemos nasce uma alma animada por uma instância do espírito do universo, ou o corpo deixa a alma no leito da morte. O espírito, ao contrário da alma, anima as coisas vivas e sem vida também. O espírito anima os átomos, as partículas, a matéria inerte. A alma é o espírito agindo sobre a matéria viva dos seres humanos. Os animais tem espírito, mas não possuem o padrão humano de alma. Compreender esse mundo holístico implica em saber sobre a natureza do universo e as suas leis e contingências. Este pequeno livro foi escrito para servir como uma primeira leitura sobre as coisas espirituais e para que a juventude possa ter uma leitura ligeira e conscisa sobre um assunto muito profundo e complexo, de um modo simplificado e direto. O espírito Existe uma disjunção epistemológica entre o velho testamento e o novo testamento na bíblia sagrada. Esta disjunção pode ser verificada em níveis de ontologia. A primeira disjunção é temporal. Evidentemente, nem sempre é lembrado que os livros que compuseram a coleção chamada de bíblia ficaram em aberto em seu processo de redação sendo inconclusos durante a sua escrita durante os mais de três milênios, atravessando épicas históricas inusitadas. A segunda é a disjunção teleológica. Em alguns momentos durante a elaboração de cada um dos seus livros não se sabia que um dia estes livros ficariam juntos numa coleção harmonizados, acondicionados numa coleção dos livros sagrados de jeito que mantivesse um mínimo de coerência e coesão dando ideia de continuidade e de coordenação entre seus textos, os mais diversos onde tal coleção guardasse relação entre aqueles pergaminhos originais, tablitas de barras de barro cozido durante muitos séculos esquecidos nas cavernas e em algumas bibliotecas ancestrais. A terceira é a disjunção histórica antropológica. Esta é uma das mais críticas. Mas nem sempre visível e tratada com a devida atenção. Ela se deve ao imenso painel de diversidade cultural e étnica que documenta a evolução das linguagens, costumes, das leis civis, da evolução do conceito de nação, de povo, de Estado, de governo, modos de produção, modelos de organização comercial, econômica, indústrial e social. O outro é a disjunção causada pela evolução na visão de epistemologia do conhecimento científico e na metodologia de pesquisa científica em todas as eras da civilização desde a pré civilização, aos sincretismos de crenças as mais diversas. A dimensão central deste livro se dá na próxima disjunção que revela a dicotomia doutrinária que separa e caracteriza o conjunto dos livros situados tanto do lado do velho testamento em confronto com aqueles livros situados e arrolados como pertencentes ao conjunto do novo testamento. É nesta última e não menos importante disjunção que vai se debruçar este livro. Muitos críticos da bíblia sagrada entendem essas distinções justamente como um conjunto de contradições que descredenciam a biblia como um livro sagrado com uma inspiração única divina. Não serve de argumentação tal elemento. Justamente o contrário, a falta da capacidade heurística para incluir ao invés de excluir as diversas informações e abordagens diferentes. O que sugere descontinuidade é melhor percebida pela visão analítica dos saltos quânticos. Através do princípio muito antigo da dialética de 2500 anos que explica a acumulação como causa das mudanças qualitativas. A bíblia vai mostrando a acumulação de eventos e de experiências histórias que nunca se repetem, o conjunto acumulado ao longo da história vai indicando as mudanças evolutivas qualitativas que é o que garante a credibilidade do fluxo épico. A falta de capacidade intelectual para incluir estas características analíticas as quais aparentemente deixaria a bíblia com descontinuidades históricas, na verdade atestam o despreparo para enxergar o fio condutor epistemológico capaz de superar e suprir as disruptivas características do processo de construção de um conjunto de leituras do materialismo histórico documentando a evolução por saltos quânticos, justamente quando Max Planck se depara com a descontinuidade da estrutura dinâmica da esfera eletrônica então fez nascer uma nova visão da Física criada para explicar, justificar, entender e sustentar os novos fatos que contrariavam o senso comum e toda a Física Clássica com as suas limitações metafísicas. Eu proponho o mesmo que Max Planck fez pela Física Quântica para podermos entender e superarmos as limitações das descontinuidades do historicismo e darmos a interpretação quântica para harmonizar o velho testamento com o novo. Para isso vamos precisar de um importante e central imperativo categórico. Este imperativo categórico central é o espírito. Esta entidade central vai nos possibilitar traçar o fio condutor que vai harmonizar todo o complexo dos livros sagrados que compõem a bíblia sagrada. A bíblia sagrada não pode ser compulsada aos pedaços, saltitando de um versículo para outro versículo, aleatoriamente, misturando os textos aqui e ali os textos do velho com os do novo testamento de modo ontológico. A bíblia deve ser lida como uma unidade holisticamente que evoluiu ao longo do tempo, com as mudanças de percepção e de apreensão da realidade dentro do materialismo histórico evolutivo da humanidade e dentro das civilizações que existiram. E examinando holisticamente o plano da bíblia, vamos do início ao fim desde a história emblemática, figurativa e parabólica da criação da civilização humana cheia de metáforas até o limite do apocalipse, do Gênesis o que deve ter acontecido, ao apocalipse no que deverá acontecer. A bíblia em alguns momentos se descola da história antiga e reinterpreta a mitologia e lendas reavivando a antologia das crenças e costumes que substituiu a ciência na função da causa para a fundação da racionalidade causal de todos os fatos e eventos históricos. Este grande vazio que vai além da bíblia é um vazio heurístico que atinge a humanidade em sua dificuldade em compreender o mistério do universo e explicar seis mil anos de transformação na cultura e civilização mergulhada em um mundo simplório gerido pelas vontades dos deuses, tendo o homem que negociar a sua sorte com entidades imprevisíveis e irasciveis. Dissecando o plano da bíblia Uma tentativa de explicar o início do universo tem suas versões desde as 14 hipóteses cientificamente descritas pela Astrofísica Filosófica que vai do Big Bang ao multiverso berçário de múltiplos universos; inclusive o criacionismo bíblico. Entre os extremos desfilam as filosofias de tendências monistas e a versão mobilista tentando a sustentabilidade de duas ideias básicas: o universo eterno, contínuo; e o universo criado em um processo da síntese dialética. O universo surgiu de um evento complexo pré existente? O universo surgiu de um nada? O universo sempre existiu, apenas mudou de um estágio para outro a partir de uma singularidade e evoluiu até o estágio que conhecemos hoje? Estas perguntas juntam-se ao gênesis criacionista proposto na bíblia. Neste plano bíblico o criador em seis eras diferentes, chamadas cada uma era de um dia na criação do mundo, foi descrita em uma linguagem de seu tempo, no domínio cognitivo daquelas pessoas daquele tempo para o entendimento daquelas pessoas que compartilhavam aquele tempo, para assim poder ver compreendida àquela época há 4.000 anos, sem a ajuda do conhecimento do bóson de Higgs e sem os sons da teoria das cordas de Stephen Hawking. Era como explicar à uma criança porquê e de onde e como vêem os bebês, e o trenó de papai Noel no Natal. Não importa a explicação, a experiência do natal em todo o mundo permite que tudo pare no natal e as pessoas sentam-se às mesas e tentam ser agradáveis e relembram como gostar de renovarem este momento e o desejo de paz e amor, ali sentados e unidos fisicamente por uma ideia universal de natal ou ano novo. No plano bíblico existem as fases e símbolos litúrgicos. Deus criou os céus e a terra. Teve ideia de um projeto em separado do restante da humanidade, uma parte em separado chamada Jardim do Éden. Ali colocou um homem que era pra viver eternamente ali sem dor, sem trabalhar, sem doenças. Adão. Então, em seguida e sem usar a reprodução sexuada formou por cissiparidade um outro ser para ser a sua contraparte. Eva. A terra já era habitada fora do projeto do Jardim do Éden por diversas cepas humanóides, uma delas chamada Nefilins (cf. Gen:1.26) antes de formar o Jardim do Éden (cf. Gen:2.4). Deus encheu a terra de homens macho e fêmea encheu a terra. Em Gênesis 6:2 há uma distinção entre os descendentes de Adão que são tratados como os “filhos de Deus,” e o restante que são tratados como “filhos dos homens” literalmente diz “viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram mais formosas”. Em Gênesis 3:4 diz “havia naqueles dias gigantes nefilins na terra, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens”. Então o projeto do Jardim do Éden fracassou. Diante das instruções deixadas por Deus proibindo a alimentação dos frutos pertinentes a duas espécies frutíferas, cujos frutos não poderiam come-los, disse ao Adão, antes de tomar a parte de sua costela para formar futuramente Eva. Porém, essa recomendação foi pessoalmente dada por Deus exclusivamente para Adão. Deus não poderia dar ou fazer nada com relação à Eva pois Eva não existe nesse momento. Nada disso foi informado à Eva pessoalmente e diretamente por Deus para Eva; agora que Eva foi criada a partir das peças de parte das costelas de Adão, Eva nada sabia sobre as proibição de se comer dos frutos das duas fruteiras recomendadas por Deus pessoalmente e individualmente particularmente ao Adão. Deus teria esquecido de Eva, quanto às recomendações e regras sobre os frutos das fruteiras proibidas? Deus não instruiu para que Adão informasse a Eva a respeito daquele fato? O que significa esse quadro de omissão, era um teste de Deus, uma condição do plano divino? Quem se valeu do dilema de Eva foi a serpente. Este dilema foi conhecido atualizado como o caso do “ dilema do prisioneiro” na teoria dos jogos de Simonsen e de john von Neumann. Este dilema foi produzido pelo matemático chamado John Nesh, que examina as saídas para o problema proposto hipoteticamente, para se examinar como se pode tirar uma decisão cuja saída depende de outro sem se poder descobrir o que cada um vai decidir. A serpente submeteu Eva ao dilema do prisioneiro da teoria dos jogos que será dissecado adiante. Teria Eva pecado, ou, foi Adão quem pecou? Eva seria facilmente absolvida pela corte suprema do nosso país, pois nenhuma proibição sobre seus atos fora explicitamente colocada tendo em vista a ausência de qualquer sistema jurídico legal naquela circunscrição judiciária e na condição da jurisprudência de competência jurisdicional. O dilema de Eva estava assim estruturado: Porque Deus não conversou diretamente com Eva? Estaria a serpente enganando a Eva, segundo a perspectiva de Eva? Estaria Adão mentindo sobre aquilo para enganar Eva? Então Eva sem a palavra oficial de Deus ficou sob o dilema semelhante ao dilema do prisioneiro da teoria dos jogos. Se a serpente mente como poderia Eva acreditar nela, a serpente? Pode um mentiroso dizer a verdade? Assim falha o primeiro projeto de Deus que nos conta a bíblia, para a humanidade, na tentativa de criação de um casal perfeito, Adão e Eva. (Deus nunca falha, o projeto falhou). Vem depois bem depois o segundo projeto, de Deus de reengenharia da humanidade, ou de uma parte ruim dela, com o projeto Arca de Noé.. Novamente um restart, começa um novo projeto da humanidade com Noé com a sua família e o resultado também não é dos melhores, dadas as consequências como o resultado da tentativa da construção de uma torre muito alta que deveria chegar aos céus, construção inacabada da Torre de Babel, interrompida a construção por confusão das linguagens provocada por Deus. Novamente um novo projeto de uma população especial é o novo projeto de Deus, um novo povo e uma nova nação especial, para o qual escolheu um experimentado senhor, já ancião, experiente, bem provado e aprovado nas duras e mais penosas dificuldades vivenciadas, chama para a missão de começar uma nova dinastia de seus descendentes Abraão e a Sara, sua esposa velha, com noventa anos de idade. Abraão, como era costume, tinha mais de uma mulher além de Sara, Centura, e Aga. Gênesis 2:5. Começa a saga do novo povo escolhido de Deus na terra. O povo hebreu, israelita, judeu. Este projeto está em todo o velho testamento e se encerra no novo testamento com o ministério iniciado por João Batista. Tendo como epíteto a crucificação de Jesus de Nazaré pelos rabinos judeus fariseus que duvidaram da origem divina e do cumprimento das profecias do velho testamento bem descrito pelo profeta Isaías. Foi crucificado contra qualquer acusação dos imperadores romanos que cederam às pressões dos rabinos das sinagogas farisaicas, mesmo ante a absolvição do pretor romano Pôncio Pilatos. Encerra a saga do velho testamento. Cabe esmiuçar a disruptiva entre o velho e o novo testamento que é a mais crítica disjunção doutrinária e a mais importante disruptiva de toda a Bíblia, ignorada doutrinariamente pelos dogmáticos cristãos, notadamente pela ausência de uma única referência sequer no velho testamento da doutrina do céu, inferno e Satã. Os três imperativos categóricos centrais e axiológicos de todo o evangelho no novo testamento. Em jó 14:10 “ logo depois do último suspiro nessa terra, para onde vai o nosso espírito?”. Os imperativos categóricos ausentes na doutrina no velho testamento e que formam a espinha dorsal do novo testamento são: O inferno; O céu; O diabo, ou demônio. Porque motivo estes temas estão ausentes no velho testamento como princípios do judaísmo? É o que vamos examinar na doutrina do espírito. Para se entender esta ruptura ou esta disjunção entre a doutrina do velho testamento com a doutrina do novo testamento é necessário estudar e entender a natureza da entidade espírito. O espírito O que é espírito? O livro de Isaías diz em Isaías 65:17 “em verdade vos digo, eis que criarei novos céus e uma nova terra onde não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão”. O espírito é o que anima o universo, o repositório dos dados, das informações e das leis, da energia, do domínio do tempo e espaço. Das coisas materiais e imateriais O conceito de Deus é a manifestação do espírito santo em tudo e em todas as coisas no universo em ação. Então o espírito move os átomos, as partículas elementares, faz fluir as energias, as ondas, é a informação e a inteligência do universo. O universo não se sujeita às leis mecanicamente, o universo todo se ajusta de modo inteligentemente para se reproduzir, se recuperar e se transformar de um estado a outro conservando a essência do espírito. Sem o espírito nada se move, nada haverá, não há o ser havido. O espírito é como as águas do oceano, você pode retirar um copo ou um balde dessa água do mar, e esta porção tomada do mar não é mais o oceano, é apenas água do oceano. Quando esta parte de água extraída que está num balde ou no copo daquela tomada no oceano é derramada de volta ao mar esta parte derramada se tornou indistinta do restante do oceano, volta a fazer parte do oceano. Acontece deste modo com a alma humana em relação ao espírito do oceano do universo, antes, durante, depois do nascimento, da vida e da morte. Antes do nascimento quando ainda não temos um corpo consciente, não percebemos a alma que é a parte do espírito que move as coisas. Quando morreu o corpo o espírito que estava encarnado no corpo através da instância da alma este espírito retorna para o universo que é o oceano do espírito, ficando indistinto no universo, tal qual um copo de água vertido no oceano fica integrado. A nossa alma tem existência circunscrita à nossa vida. Desapega do corpo com a morte. O espírito não tem identidade, identificação como a alma que habitou um corpo que guarda as suas marcas de sexo, idade, vivências, parentes, amigos, memória da vida, a alma é uma instância do espírito ali instalado em seu corpo temporal. O espírito não tem nem guarda o DNA, não possui memória, nem parentes, pais, irmãos, país, amores, esposa, amigos ou inimigos da vida. Todas estas instâncias ficaram gravadas na alma que representa o indivíduo quando morreu e desaparece juntamente com essa identidade que é a sua alma e memória. Foi somente com João Batista no novo testamento que apareceram essas inovações chamadas de: salvação da alma, evangelho, evangelização, batismo, filhos de Deus, diabo, inferno, vida eterna, alma, a teologia da salvação da alma para se pertencer ao novo grupo do povo de Deus, que supera e que substitui a anterior instituição do Israel desde Abraão sepultando as propostas contidas e conformes com o velho testamento. Portanto A eternidade não é um local no espaço do universo porquê não haverá um corpo físico para a teologia da alma eterna e imortal, portanto, o céu e o inferno são os não-locais não-lugar nenhum no sentido físico porquê a alma e o espírito não podem ter uma localização bem como não precisam de locação de endereço para preenchimento de espaço físico-temporal determinado e definido, pois o espírito está em todo lugar, em qualquer lugar e a qualquer tempo, de acordo com a nova doutrina de João Batista entronizada no novo testamento. A alma é o registro individual e pessoal do ser vivente. Surge e desaparece com a vida e morte, ao contrário da doutrina de João Batista. A Teoria dos Jogos De: John Von Neumann; Simonsen. O dilema do prisioneiro De: John Nash O dilema do prisioneiro é um jogo de estratégias onde se obtém a confissão de um crime cometido, numa espécie de delação premiada. O jogo consiste em um juiz e dois prisioneiros. O juiz tentando obter uma confissão através da delação premiada entre os dois suspeitos cúmplices de uma acusação de um crime grave, onde cada um dos dois suspeitos terá uma chance de negociação de sua pena desde que cooperem com a justiça através da delação premiada. As condições legais para se considerar nessa delação premiada são: Os dois suspeitos de cumplicidade farão suas confissões em sigilo e isoladamente para que ambos não combinem versões das delações entre si; Se ambos confessarem o crime ambos pegam a pena de 6 anos de reclusão; Se ambos negarem o crime ambos pegam 10 anos de reclusão; Se um confessar o crime e o outro negar o cometimento do crime, aquele que confessou pega 3 anos, e aquele que negou pega 8 anos de reclusão. A discussão teórica e matemática deste problema do dilema do prisioneiro teve a sua solução apresentada e discutida em mais de 500 livros escritos para este fim, alguns com mais de 1000 páginas A solução matemática para o ponto de equilíbrio, chamado ponto de sela onde nenhum dos dois poderia tirar maior vantagem sobre o outro foi elaborada e formulada pelo matemático John Nash, o qual teve o prêmio Nobel pelo trabalho, e foi retratado através do filme chamado”Uma mente brilhante”, mesmo nome do livro Portanto, não vamos reduzir aqui esta longa e complexa discussão, impossível de ser realizada nessas poucas linhas. Vamos apenas argumentar e fazer algumas considerações e conjecturas sobre um conjunto de hipóteses probabilidades e ensaios heurísticos. Se porventura a serpente e Deus estiveram submetendo Adão ou / e Eva ao problema análogo ao jogo do dilema do prisioneiro da teoria dos jogos. As questões em debate nos remetem às estratégias possíveis dentre as possibilidades e ao conjunto das probabilidades do jogo de dilemas do prisioneiro, quais mereceriam um outro livro de milhares de páginas, pelo menos. Considerando e fazendo especulações apenas e meramente para discutir e argumentar sobre um conjunto de estratégias possíveis e pensáveis, sob a perspectiva analítica da teoria dos jogos. Considerando as seguintes hipóteses de táticas em um conjunto de estratégias numa situação de jogos de informação incompleta pois, para avaliação das estimativas de sucesso dentre opções de estratégias possíveis, hipoteticamente: Deus não se esqueçeu ou não negligenciou informações sobre as regras em relação à Eva; Deus não falhará; Deus deu livre arbítrio e total autonomia para Adao; e para Eva, por indução; Deus criou Adão e de Adão criou Eva por cissiparidade em processo de reprodução assexuada, isso deve ter algum significado simbólico; Depois de comer do fruto proibido ambos se percebem nús: ou não tinham sexo; ou eram desnecessários as genitais para o prazer, gozo, e reprodução; ou estavam as genitais adormecidas ou eram genitais inertes. O sexo foi a primeira percepção após comerem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal; Deus deu as duas recomendações apenas para Adão sobre as proibições; Deus nada disse para Eva sobre os frutos proibidos, diretamente e pessoalmente; Deus nada disse para Adão sobre as responsabilidades e deveres de Eva; Deus não nomeou Adão o curador ou tutor ou responsável pelo comportamento de Eva, fez-lhes apenas como uma companheira; Eva não poderia ser cobrada pelo pecado de comer do fruto proibido, e não foi desde o princípio. Ao perceber o problema Deus pergunta para Adão e não para Eva porquê Adão havia comido do fruto proibido; Adão ao ser questionado pelo erro por Deus pessoalmente, Adão introduziu Eva no problema dizendo para Deus: “a companheira que me deste me fez comer do fruto proibido, depois de ter comido dele”. Eva ao comer do fruto proibido não saberia se Adão teria comido do fruto proibido antes dela te-lo feito; Ao oferecer o fruto proibido a serpente poderia estar mentindo sobre as proibições de árvores de frutas proibidas, apenas mencionando Deus com a finalidade de confundir; Eva poderia ter confirmado com Deus antes de começar a comer do fruto proibido ao invés de ter confiado em Adão, o qual poderia ter até mesmo omitido essas recomendações do conhecimento de Eva; Eva por sua vez poderia pensar que tais proibições poderia ser uma conspiração ou um factóide da cabeça de Adão para iludir. Algo assim tão importante deveria ter sido dito pessoalmente por Deus, e não através de um recado de Adão, afinal, estavam juntos a tão breve tempo de casamento; Adão poderia ter sido enganado por Eva que antes de começar a comer do fruto proibido poderia ter mentido sobre isso apenas para fazer Adão comer antes que ela o fizesse, para testar a fidelidade de Adão e observar de logo as consequências, para aí então comer ou não do fruto em questão; Adão poderia ter recusado o fruto oferecido por Eva; Eva poderia ter repelido a sugestão da serpente e confirmar as regras com Deus se existiam ou não tais recomendações. Poderia não haver validade daquelas recomendações para ela e apenas validade para Adão. Isto não estava claro. Finalmente, a pergunta: porque Deus não fala com Eva? Apenas Adão dialoga com Deus, nessa deferência e privilégio especial e pessoal? Porquê a serpente não tentou Adão? Poderia a proibição de nada comer dos frutos das árvores proibidas se circunscrever apenas e exclusivamente a Adão e não se estender e incluir Eva já que nada existia de análogo ao mundo jurídico nem moral que pudesse servir de paradigma de comportamento no incipiente universo de então para os pioneiros do paraíso terrestre. Esta proibição porventura deveria ser estendida a todos os descendentes de Adão e de Eva caso não tivessem violado essas regras? O fruto proibido poderia ter efeitos placebos em Eva? A experiência do Jardim do Éden Conclusão sobre o ensaio da teoria dos jogos aplicado ao dilema do prisioneiro onde tomamos as hipóteses dadas pelos elementos propostos com o fim de examinar um conjunto de alternativas sobre o projeto do jardim do Éden, tomado na perspectiva agora, por hipótese, como um jogo infinito, no caso de nada ter acontecido no caso hipotético de não haver sido cometido o erro de Adão ou Eva terem tocado nos frutos das árvores proibidos. Um jogo infinito é um caso especial onde o jogo prossegue sem fim. Sem o play off. Esse é uma modalidade de jogos onde nunca saberemos de outras possibilidades. Nesse caso, o jogo apenas termina quando alguém comer de um dos frutos de alguma das duas árvores proibidas. Não sabemos se existem duas espécimes de árvores proibidas, ou se haveria muitas espécimes das espécies proibidas distribuídas pelo jardim do Éden. Caso ninguém tenha comido de alguns dos frutos proibidos este jogo de espera de quando alguém irá comer do fruto proibido tem seguimento infinito para sabermos ao final quem come do fruto proibido no momento num futuro em algum lugar no futuro infinito. Este processo gera um impasse chamado “regressão ao infinito” em epistemologia do conhecimento, dados que Adão e Eva nunca morrem se não cometem o erro de comerem dos frutos proibidos. Esta circunstância não prova cabalmente nem definitivamente se eles obedeceram às regras pois se eles ainda por hipótese não comeram dos frutos proibidos, eles não morrem; se ainda vivem podem encerrar o jogo a qualquer momento comendo dos frutos proibidos, encerrando o jogo num tempo finito. No tempo indeterminado no infinito, Adão ou Eva, comendo ou não do fruto encerram o jogo. Ou seja: este jogo ja está pre determinado pois não permite outro play off diferente de comer do fruto proibido. Com o tempo, a resposta chave para o jogo é o tempo, e não o que Adão ou Eva decidiu fazer. É pois um jogo determinístico pois permite apenas um desfecho. Portanto, não é um jogo, não possui estratégias, nem jogadas, nem táticas. É uma fatalidade determinista. Vai acontecer em algum momento no futuro dado que no limite quando t tende ao infinito a resposta tende para o conjunto do real. Eva nunca teve escolha ou alternativa. Foi covardia da doutrina acusar Eva de ter errado, tanto do judaísmo como do cristianismo. De acordo com a lógica do processo se Adão ou Eva não tivessem comido do fruto proibido, se eles não tivessem comido do fruto proibido justamente da árvore proibida do fruto da ciência do conhecimento do bem e do mal hoje estaríamos vivos e vivendo eternamente no Jardim do Éden, juntamente com toda a humanidade, cerca de 7,5 bilhões de seres humanos somados todos que hoje estão mortos porquê ninguém morreria jamais, nem adoeceria, desde então. Sem o conhecimento da ciência do bem e do mal. O jogo não era comer ou não: era quando comer. O jogo no Jardim do Éden operava com os seguintes plays offs: Como sair do Jardim do Éden sem comer dos frutos proibidos? Como deixar de fora a eternidade tediosa para envelhecer e morrer sem precisar comer dos frutos proibidos? Como adquirir o conhecimento? Eva nos salva de dois paradoxos: A vida eterna; A prisão do Éden e a ignorância eterna. Dois problemas mais difíceis e misteriosos da bíblia: A vida de Jó; O dilema do Éden. Vimos do velho testamento a alegoria da entronização do bem e do mal na humanidade por causa e em consequência da ação de Eva. Eva é a mãe da ciência. No novo testamento é diferente porque o responsável por introduzir o mal do homem é outro ser chamado diabo; por esse ser o homem é sempre tentado pelo diabo e sucumbe às tentações de Satã. A gênese do mal na humanidade em duas versões: a versão do velho testamento do pecado original de Eva hereditariamente transferido e adjudicado compulsoriamente a todos nascidos de Eva; a segunda visão o pecado por persuasão do demônio livra parcialmente o homem de sua culpa exclusiva, já que se não fosse o diabo a nos tentar não pecariamos, portanto, a culpa pelos pecados ou devemos à Eva ou devemos ao demônio, pela herança ou pela sedução do diabo, estelionato do satã, induzimento ao mal, persuasão maligna, ardil, engano, mentira. Os jogos infinitos A lição assimilada sobre o erro no Jardim do Éden, mais importante, não é apontar o réu. A lição importante é justamente o paradoxo dos jogos infinitos e a importância da sabedoria deixada por Deus em sua leveza e sutileza. Nós vivemos jogos infinitos ao longo de momentos em nossas vidas. Como Eva ou Adão tinham como opção não comerem dos frutos das árvores proibidas, ficando presos eternamente à espera do momento em que no tempo infinito no limite isso acontece porque seria inexorável no tempo que assim se dessem os fatos. Como consequência dessa desobediência, Eva ou Adão fariam de qualquer modo. Foi o que pensamos. Na nossa vida jogamos também esse tipo de jogos infinitos com consequências irremediáveis. A consequência da desobediência era a eterna e irrestrita irretratável, irrevogável irremediável e inexorável arrependimento. Quando devemos considerar nosso impulso e contrariar o destino num jogo infinito? Quando se decide por exemplo se ter relações sexuais pela primeira vez, ela assim procedendo nunca mais poderá retornar ao estado anterior da condição de virgem. É irreversível, irretratável como a morte. Quando o suicida consuma a sua morte não poderá refazer o seu ato. Quando o homicida executa alguma pessoa não mais deixa de ser assassino. E o seu executado não volta mais à vida. Mesmo se arrependendo não existe o desfazimento do ato. Nenhum ato ou fato pode ser desfeito, nem na hipótese do universo alternativo, em seus efeitos no tempo e espaço. Quando a mulher briga pela primeira vez com seu marido, jamais poderá desfazer as consequências e apagar o registro emocional e sentimental disto. Não nos jogamos do alto do penhasco sem proteção e prevenção, nem ingerimos venenos pensando em revivenciar este momento. Os jogos infinitos são definitivos, os lances do jogo não podem ser desfeitos. Esta é a única conclusão do episódio do Jardim do Éden Todos os fatos e todos os atos da vida são definitivos e irretratáveis em todos os efeitos. São eternos. Não poderão ser desfeitos, remodelados, e compensados, nem corrigidos, são inexoráveis, indeléveis, irreversíveis. A bíblia sagrada A bíblia foi composta pela reunião de 73 livros após três concílios organizados por ordem do imperador Constantino I, sendo o último concilio em 321 dC em Niceia na Turquia. Como sabem este concílio não foi obra divina, foi um evento humano: resultado do desejo político e religioso de um imperador e de um papa católico. O velho testamento foi derrogado pelo novo testamento, como se faz quando se escreve um novo conceito de novas leis que derrubou as leis mais antigas e anteriores. Com suas novas doutrinas com novidades como o cristianismo no novo testamento que poderia ter sido santificado pessoalmente pelo Nazareno Jesus Cristo, o testemunho presente de tudo que se relaciona ali. Mas não aconteceu essa autenticação. Depois da visita à terra de Jesus o novo testamento foi escrito noventa anos depois pelos essênios. Depois foi a vez dos discípulos. Nenhum dos livros do nosso novo testamento foi pessoalmente escrito ou autenticado por jesus, que lia o velho testamento, pois nem existia a biblia, nem novo testamento. Jesus nada deixou escrito para ser parte da Bíblia. A bíblia não veio para ser idolatrada, é para ser considerada consagração, mas não sagrada, nem um toten sacrossanto; a bíblia registra costumes e a cultura e civilizações contados pelo próprio povo, Jesus nunca se preocupou em escrever um único evangelho, uma carta, não escreveu nenhum dos livros da biblia. A bíblia como um livro-compêndio passou a existir a quase 400 anos depois da crucificação de Jesus. Os primeiros livros da biblia eram escrituras avulsas em pergaminho das leis de Moisés, Abraão, a Torah e o Talmud. O significado e a interpretação histórica da bíblia desde o tempo em que era apenas um conjunto de textos em pergaminhos e tablitas, compreendidas e aceitas nesses contextos culturais contingentes e determinados na linha temporal. As explicações sobre a criação do universo e o início da vida na terra com os demais seres vivos ficaram plenamente atendidas até a curiosidade humana ser desafiada pela nova estrada aberta pela novidade da filosofia grega em 500 aC. Começou a apostasia ao judaísmo. Outros momentos desafiadores importantes para recolocar a capacidade explicativa da epistemologia bíblica sobre a criação se deu com a Renascença, com o Iluminismo e com o Positivismo racionalista. Nestes momentos deram lugar as rupturas contra o monopólio da verdade sobre o tema a criação do universo. A questão da aceitação científica da tese criacionista enfrenta a teoria do Big Bang e a sua teoria gêmea a teoria da evolução das espécies. A primeira foi obra de um padre, Le Maitre, a outra teoria foi de um cristão chamado Charles Darwin. A teoria da evolução das espécies de Darwin começou a enfrentar a contestação da teoria quântica a qual recoloca possibilidade novamente e indiretamente da relativização da dimensão espaço-temporal em outro plano heurístico. A Física Quântica refaz a ideia de espaço-tempo em função de múltiplas dimensões inclusive de compreensão, de modo que os estimados 13,4 bilhões de anos estimados para a idade de nosso universo desde o Big Bang suposto, considerando a distância percorrida pela velocidade da luz vê que as estrelas mais distantes ficaram em um referencial insignificante. Ao invés de imaginar viajar distâncias estelares pode-se graças a teoria da relatividade geral se pensar num atalho de uma dobra espaço-temporal “de buracos de minhoca” e com um simples passo atravessar de uma dimensão infinita pra outra dimensão instantaneamente. A Física Quântica abre o caminho pra compreensão da possibilidade de criação do universo conforme o genesis. Novamente estamos medindo e aferindo a bíblia com a régua da ciência humana dentro de padrões terrenos. Bem-aventurados os que crêem sem a necessidade do aval da Física Quântica a conferir a gênese do criacionismo. Como disse Jesus para São Tomé: “ bem-aventurados os que não viram e creram”. A genesis era tudo possível. Quem nos garante é a Física Quântica dos bóson de Higgs. Do Jardim do Éden ao caminhar do Armstrong pela lua da terra em 1969. Vangloria-se a humanidade que apenas nos mais recentes 50 anos foi produzido mais informações do que todos os anos precedentes da civilização humana. Desde a primeira Revolução Industrial a produção científica, artística, indústrial vem dobrando a cada dez anos. A cada cinco anos uma nova geração de tecnologia digital derruba a anterior. Mas, o mais notável é que tudo começou a apenas seis mil anos. Alguns marcos dispersos e excepcionalmente registrados conseguem recuar para não mais do que doze mil anos de civilização rudimentar. Podemos estabelecer com certeza que a civilização começa exatamente a seis mil anos passados. Coincidentemente com a idade genealógica do Jardim do Éden. O maior adversário da teoria da evolução das espécies de Charles Darwin é ela mesma, e para enterrar de vez, vem a a Estatística matemática. A espécie humana possui 27.000 genes em seus 23 cromossomos haplóides. O homo erectus de acordo com as suposições dos arqueólogos surgiu a cerca de 2,5 milhões de anos.. Supondo que a teoria da evolução das espécies baseado na continuidade da mutação como mecanismo autônomo do processo exógeno de evolução por seleção ambiental natural das espécimes melhor adaptadas se reproduzem mais do que os outros espécimes portadores de piores mecanismos adaptados ao meio ambiente, tendo essa taxa de erro de cópia dos cromossomos as quais vão refletir em mutações funcionais que se fixam geneticamente para as gerações seguintes, e que essa taxa média seja de uma variedade bem sucedida a cada 20.000 anos, a probabilidade simples nos leva a estimativa de quanto cada gen tenha pelo menos (2,5 x 10^6 / 2 x 10^4) mutações desde 2,5 milhões de anos até hoje apenas 125 mutações! De acordo com esse resultado dos 27.000 genes apenas 125 sofferam mutações. Por aqui se vê que o homo erecto seria praticamente idêntico ao homo sapiens moderno em 2,5 milhões de anos precedentes? A teoria de Darwin foi derrubada por si só. E pela Estatística matemática. A pergunta já respondida pela Genesis é: porquê nesses 2,5 milhões de anos a espécie homo apenas se ombreava em inteligência às demais espécies e algumas espécies até nos superavam em engenharia da sobrevivência, somente a partir dos seis mil anos recentes houve essa explosão de desenvolvimento intelectual inexplicável, criando e desenvolvendo cultura, escrita, religião, língua, filosofia, a roda, a manivela, a rampa inclinada, a alavanca, machado, roldana, ferramentas em geral, Ciências como a geometria, matemática, astronomia! A genesis fala da criação de Adão e Eva no Jardim do Éden. Lá havia a árvore da ciência do bem e do mal que ao ser digerida por Eva abriu os olhos da humanidade nunca visto para uma explosão do conhecimento. Gen3:5. O que significa a árvore do conhecimento da ciência do bem e do mal, coincidentemente há cerca de 4000 anos aC? Não parece ser daquelas coincidências históricas. Os livros Upanichades do bramanismo falam das naves espaciais Vimanas visitantes regulares e costumeiramente na Índia para trazer ensinamentos e segredos de conhecimento alienígenas. As famigeradas vimanas iam e vinham de alguma parte dos Cosmos ensinar as ciências e religião aos indianos. A conexão entre esses dois episódios tanto as vimanas como o Éden nos levam a conclusão inescapável de que houve um sincretismo entre civilizações depois de milhares talvez milhões de anos de abandono e solidão da nossa espécie errante e selvagem, como testemunha os índios ainda encontrados nas matas e selvas em Amazônia esquimós e tribos na África. Onde quer que se encontram civilizações como a Maya, Inca, Asteca falam sempre insistentemente e enfaticamente de viajantes espaciais que os visitam. Mais uma prova indireta da testificação da Genesis da Torah e da bíblia em seu velho testamento. Gen 3:5 “Ora, Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e vós, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”. Gen 3:22 “Então declarou Yahweh Deus… eis que agora o ser humano tornou-se como um de nós, conhecendo do bem e do mal”. Gen 4:14 “Vê! Hoje tu me expulsas desta terra, e terei de me esconder da tua face; serei um fugitivo errante pelo mundo, e qualquer que me encontrar me matará”. Existindo outros habitantes na terra além de Adão e Eva. Gen 2:26,27 “Criou os seres humanos “ Gen 6:2,4 Nefelins gigantes Gen 11:6,7 Torre de Babel “Nada poderá impedi-los de fazerem o que quiserem” A maior ameaça à sobrevivência humana é o conhecimento. Essa é a advertência profética da história da torre de Babel, quando da dispersão das pessoas pela confusão da profusão das línguas. Foi a mesma advertência de não comerem da fruta da árvore da ciência do bem e do mal, porque sendo como Deus o ser humano se auto destruirá com a sua própria tecnologia. Eva libertou a humanidade do zoológico de luxo que foi o jardim do Éden, ao abrir a caixa de Pandora nos tirou da ignorância ingênua para a morte em todos os sentidos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Feminista em Marte

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Eu estava conversando com a minha hóspede marciana ela estava me contando como foi a revolução feminista lá no planeta Marte, feita há seiscentos anos passados. Foi muito difícil retirar os machos marcianos de sua vidinha doméstica, acabar com aquela sinecura. Veja que os machos em Marte passavam a vida inteira adulta sentada no sofá assistindo novelas programação de culinária enquanto as mulheres marcianas estavam carreando e descarregando caminhão de botijão de gás de trinta e cinco quilos, subindo e descendo da caçamba; descarregar e carregar milhares de tijolos de carretas no sol e na chuva; descer em galerias de escoto para passar fiação elétrica urbana; conectar centenas de pares de fios telefônicos a dez metros de altura do lado da rede elétrica de quinze mil volts. Já era hora da igualdade feminina. Acabar com os privilégios dos machos. Assim fizemos a revolução feminista em Marte.

Pesquisa eleitoral falsa. Falsa pesquisa eleitoral

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político Falsa pesquisa, ou, pesquisa falsa? Uma informação com diagnóstico falso é um perigo para o próprio beneficiado. É como um falso diagnóstico de defeito ou falha mecânica no carro, ou como um diagnóstico errado médico. Conduz ao tratamento equivocado. Em estatística existe o teste de hipóteses, onde se verifica a hipótese zero se pode ser rejeitada para erros tipo 2 ou 1. Falso-verdadeiro quando o teste é falso mas se passa por certo; e falso-erro, quando é verdade mas é tido como errado. Serve para nada. Inútil. Em meu TCC de Ciência Política no capítulo dedicado às pesquisas eu demonstrei que o quartel general de marketing político tem suas próprias pesquisas eleitorais quantitativas e qualitativas. Uma pesquisa errada não engana ninguém. O eleitor ou militante pode captar o resultado das pesquisas de dois ou três modos: a) meu candidato está mal. Vamos aumentar os esforços. Mas, se a pesquisa esconde o sucesso aumenta mais a probabilidade de sucesso. b) Meu candidato está mal. Vamos escolher um outro candidato com as mesmas afinidades politicas, ou, vamos para a abstenção. c) Meu candidato vai muito bem. vamos relaxar. d) Meu candidato vai bem. Vamos fazer demonstração de força r arrastar os indecisos conosco. Como se vê, existe perigo no tipo de informação que é publicada, em qualquer dos sentidos. O que eu acho estranho nas pesquisas é que existe um número razoável de profissionais em estatística, matemática, engenharia, fisica e não li nada sobre os erros de pesquisas de opinião. Estou me referindo ao critério da margem de erro. Por economia ou preguiça, todos estão trabalhando no limite mínimo de confiabilidade da curva de distribuição das probabilidades, conhecida como curva do sino ou de Gauss. 95% é o limite de margem inferior de acerto, aquele que o Bonner chama erroneamente de 95% de margem de erro.