quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Cem anos depois

Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político

Cem anos depois 

Estamos vivendo em dois mil e quarenta e cinco.

 Começou a comemoração dos cem anos do final da Segunda Grande Guerra Mundial.

A História sempre tem muitas coisas e verdades que não tem registro. Porquê a história seria infinita se se pudesse registrar cada fato. História registra sempre apenas os fatos relevantes e principais.

O problema é saber: a) o que é relevante? b) o que é principal? c) quem define estas coisas?

Então, no próximo século ninguém acha estranho que toda tripulação de uma espaçonave que se dirige para a lua levando a composição padrão de astronautas invariavelmente: a) um astronauta negro; b) uma mulher negra gorda; c) um gay transsexual ; d) um cego cadeirante. A única maneira de aplacar o ódio sectário dos grupos segregados da humanidade.

Mais um país elege um parlamento de maioria nazis.

A Federação Internacional de Futebol exige que todo time de futebol tenha cota para jogador branco, um cadeirante, um gay e uma mulher negra bissexual.

Toda corte suprema sempre tem obrigatoriamente sempre um juiz negro, uma juíza mulher negra gorda, um juiz gay transsexual, um cadeirante cego, um nazis.

Bem-vindo ao século da lacração onde os ricos vivem segregados em fortalezas vigiadas e os pobres vivem da ajuda financeira do estado governado pelas ONG e subordinada ao conselho da maior de todas as ONG: A ONU.

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