Rouanet, ou, Vorcaro
Os filhotes da vaca pública se locupletam das hostes pública para se abastecer de dinheiro em suas tertúlias vesperais pseudo artística na meia safra das bilheterias em baixa, sem nenhum pudor.
Então, a alternativa é o Valter Salles, banqueiro bilionário de direita que faz double de esquerda compadecida pelo sentimento de culpa por ser escandalosamente rico pelo poder da herança da bonança hereditária multigeracional legada desde os negócios da indústria escravocrata, que era legalizada.
Sem sentimentos de culpa, pelo contrário, gente como Vocaro se estabelece como uma categoria de benemérito das artes, a versão atual dos antigos patronos dos artistas medievais os conhecidos como protetores das artes, o mecenas.
Estamos diante dos dois modelos de geratriz dos nem sempre talentosos produtores de cultura, alguns vão desperdiçar o empreendimento, felizmente o tempo irá selecionar aquilo que se eternizar como verdadeira obra prima, então a origem dos recursos daquela efeméride deixa de ser relevante, tal como os recursos faraônicos que drenaram riquezas e necessidades do povo egípcio que foram plenamente superadas pela generosidade da história.
As pirâmides foram construídas sem nenhum propósito, assim como fumar um cigarro até o toco, ou como sair do útero de uma mulher, ou pular do avião em vôo sem paraquedas: nos casos em questão enquanto dura a queda, ou a vida, ou o cigarro não tem problema, mas todos são cientes do fim inexorável, a guimba do cigarro; a morte por impacto no solo; a velhice seguida do fim, o falecimento.
Nem a ida ao paraíso no pós vida não tem propósito algum, até porque se tem vida após a morte então a morte foi inútil e ineficaz para por fim a vida irresignada em acabar pelo processo da própria morte ineficaz.
Nada tem propósito, nem o início do universo nem seu próprio processo e muito mais o fim de tudo.
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